quarta-feira, 18 de maio de 2016

Sobre expressões e juízo de valor



Olá!
Já faz um tempo que estou com esse post pronto... eu estava em dúvida se postaria ou não, na verdade, mas as questões que abordo aqui me bateu outra vez esses dias, e acabei resolvendo postar..

Bom, a Saori não tem nada a ver com o post, mas decidi colocar a foto dela aí mesmo assim u.u

Na verdade, eu queria falar sobre arte, mas para uma pessoa um tanto leiga (não creio que o tantinho que já estudei sobre o assunto me dê alguma propriedade para falar sobre esse tema ainda) falar sobre isso é complicado, no meu ponto de vista. Posso acabar dizendo uma grande bobagem. Então, vou falar aqui sobre expressão, que é algo que todo mundo aqui manja. De uma forma ou de outra, todos se expressam, certo?

Vocês concordam comigo que algumas pessoas se expressam melhores do que outras? Que há aqueles que se expressam tão mal, que não entendemos o que aquela pessoa quer nos dizer (ou que, no mínimo, ficamos em dúvida)? E vocês concordam que, quando a gente diz que "você não sabe se expressar" (por mais agressivo que isso soe), estamos fazendo um juízo de valor? Afinal, estamos atribuindo uma qualidade a sua maneira de se expressar. A pessoa se expressa bem, ou mal. O que essa pessoa está nos dizendo transmite uma mensagem clara, ou não. E se a mensagem está clara, ela tem boa qualidade, certo? Bem, sintam-se livres para me contestar, pois o intuito desse post é desenvolver o raciocínio sobre o assunto mesmo.

Mas, voltando... O juízo de valor é algo que faz parte da nossa sociedade desde que o homem se entende por gente, e é graças a ele que as coisas ou andam para frente, ou caminham para trás (acredito eu). Por exemplo, se ninguém tivesse reclamado que viver todas as noites à base de luz de velas fosse ruim (juízo de valor), ninguém teria criado a luz elétrica. Se ninguém dissesse que as metodologias de ensino no passado eram ruins — em que os professores colocavam alunos de joelhos sobre milho —, ainda estaríamos com filas e mais filas nos ambulatórios só para tratar problemas nos joelhos das crianças, por exemplo (entre outros tantos problemas que há com um método como esse). Isso se ainda tivéssemos hospitais, caso ninguém reclamasse que tratamentos domiciliares não fossem ruins para os médicos e pacientes, por não disporem de aparelhos melhores para tratamentos... Conseguem ver como o juízo de valor é importante?

Mas porque estou misturando expressão e juízo de valor?

Bom, foi aberta uma discussão no grupo da Arte das Mina, há uns dias, sobre fazer críticas aos trabalhos de quem quisesse (e parece que teve gente que não se deu conta de que ninguém seria obrigado a isso) submeter seu trabalho para receber crítica. Houve todo tipo de resposta a favor e contra, como esperado, mas o que me surpreendeu foram alguns comentários que, até certo ponto, eu concordei com os argumentos. Mas, depois, fiquei me perguntando mais sobre eles...

Teve gente (não vou citar nomes, mas se quiserem que eu coloque, é só dizer que edito o texto :) ) dizendo que a critica é uma forma de colocar a mulher (porque, no caso, o grupo é só de mulheres) contra si mesmas. Mas esse argumento descartei porque o intuito é fazer crítica construtiva, e críticas construtivas servem para ajudar, e não destruir ou diminuir! Existe até métodos de como se fazer uma crítica construtiva sem que fira o orgulho e a honra do próximo (se quiserem, posso falar mais sobre isso em outro momento)...

Outros já contestaram porque consideram julgamentos algo muito "academicista". Afinal, quem tem o direito de julgar um trabalho? Eu, você, a academia, ...? e, segundo a moça que começou com esse argumento, disse que ficar "taxando" trabalho é algo muito da academia. E foi esse argumento que mais me pesou. Por que, se por um lado, há todo esse debate que estamos vendo se desenvolver sobre inclusão e igualdade, por outro, há essa questão sobre o valor do juízo de valor.

Sobre o meu humilde entendimento e ponto de vista, é o juízo de valor que faz a sociedade se mover. Como citei mais acima, se as pessoas não fizessem julgamentos e contestamentos acerca da qualidade e valor das coisas, muito provavelmente, não estaríamos onde estamos, e tanto em termos de tecnologia, quanto sociológica e filosoficamente... Sobre o meu humilde entendimento e ponto de vista, é claro.

Mas, talvez, quem esteja sendo extremista seja eu, ao sair do campo da expressão, para outras áreas. No entanto, acredito que voltamos ao que eu havia questionado no início, que pessoas se expressam melhores do que outras. E levando em conta de que o que fazemos, "a nossa arte" (sempre fico com dúvidas sobre essa expressão), é o nosso modo de expressão, é nosso modo de ver o mundo e nos posicionarmos...uma posição pode ser equivocada também, é claro. Certo? Um modo de ver o mundo também pode ser equivocado.... ou alguém vai me dizer que o modo que psicopatas assassinos veem o mundo é certo?

Sei que o conceito de bem e mal, certo e errado, foram coisas criadas pelo homem. E como eu disse num post anterior, acredito que tudo o que foi criado pelo homem é passível de contestamentos... Mas também me pergunto se isso não é simplesmente uma maneira fácil de ter o que queremos nas nossas mãos. Se não é apenas um modo simples de conseguir o que queremos. E se não é simplesmente querer jogar no lixo a intelectualidade, de rebaixar o pensamento crítico a zero? E digo isso, sim, me referindo sobre artes...

Também sei que isso é um tema complexo e complicado, que não há apenas uma resposta para isso, mas quis deixar aqui as minhas dúvidas, porque é mais uma daquelas coisas que têm me coçado a trás da orelha... Porque eu, uma pessoa que se expressa com papéis e cores, fico, sim, me questionando o tempo inteiro sobre a qualidade e valor do que faço, mesmo isso sendo algo subjetivo. E digo isso no sentindo mais amplo. Eu tento melhorar o que faço, melhorar o modo como vejo as coisas, melhorar quem eu sou...e acredito que só conseguimos nos aprimorar através dos estudos e questionamentos...E aí, quando vejo alguém (e ali no grupo não foi a primeira vez que vi alguém afirmar isso!) dizendo que a academia é algo que nos encaixota, fico mesmo na dúvida...Afinal, para quê servem, então, as teorias, as críticas? Será que não servem pra nada mesmo? Será que servem só para sabermos que elas existem? D:

Bom, deixo aí o questionamento. Espero que, pelo menos, tenha dado pra entender o que eu quis dizer. Espero que eu tenha me expressado bem! haha T_T

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sábado, 14 de maio de 2016

Tutorial: canetinhas da Magic-Color

Olá!
Vocês já devem ter percebido que ando num romance muito sério com as canetinhas, né? ♥
Então, resolvi criar esse tutorial. Na verdade, eu deveria chamar isso de mini-tutorial, porque ele vai sair bem pequeno mesmo. Não sei se por limitações minhas, ou se é porque não há dificuldades no uso delas, mesmo...mas tenho umas dicas pra dar, que nunca vi ninguém comentar sobre o uso delas, então, por isso, esse tutorial está aqui.

Como podem imaginar, não tem mistério pra começar a usar. É só tirar a tampinha e sair riscando mesmo! xD Mas há alguns macetes pra que não fiquem "manchas" no papel, como no número 1 da imagem abaixo.

Se prestarem bem atenção, vocês verão que há "risco", uma "linha" no meio do traço da primeira imagem. Ali, fiz dois traços com a canetinha, uma do lado da outra, apenas uma vez! No número 2, eu já passei mais de uma vez, e como podem ver, a cor ficou mais homogênea.

Nas imagem 3, vocês podem ver como fica a questão do degradê. Primeiro, eu usei a cor mais pigmentada, que no caso é o vermelho, e depois passei por cima o cinza. Mas percebam como a divisão entre uma cor e outra ficou bem marcada. É possível distinguir bem de onde até onde vai o risco da canetinha cinza e da canetinha vermelha.

Mas na imagem 4, a marcação entre uma cor e outra já ficou mais sutil porque passei tanto o cinza quanto o vermelho mais de uma vez, uma por cima da outra.  Então, pra mim, o segredo das canetinhas é esse, só depende de quantas vezes você passar a canetinha sobre o papel.

No entanto, ressalto que o degradê não fica tão bacana quanto na aquarela, é claro, porque aqui estamos lidando com tinta que tem como base o álcool. Logo, ele seca mais rápido. E não são todas as combinações de cores que consegui fazer um degradê legal. É mais fácil fazer com tons mais parecidos (tipo, tons claros com tons claros, e tons escuros com tons escuros). Se eu usasse um preto e um amarelo claro, por exemplo, ficaria uma caca. Ficaria tipo a imagem 3, não importa quantas vezes eu passasse as canetinhas por cima. Eu rasgaria o papel, e o bendito degradê não formaria... Mas isso, estou falando das Magic- Colors. As BicMarking, que tenho usado bastante também, funciona da mesma forma.

Contudo, entretanto, todavia....a coisa não funfa da mesma forma com as maravilindas da Copic. T__T Já vi gente fazer degradês maravilhosos com elas! Mas como elas ainda custam um tantinho (mentira, tantão) caras pro meu pobre bolsinho, não tive ainda oportunidade de pôr as mãos nela. T__T Mas já tenho um cofrinho pra elas T_T

Ah, outra coisa importante, é ter em mente que elas mancham o outro lado da página, e se facilitar, ainda mancham outra folha também.

Por isso, sempre que eu uso as canetinhas, eu coloco esse papel embaixo das folhas (da imagem abaixo), para não estragarem mais um papel do meu sketchbook. E reparem só como ela ficou bem marcada, né! :/ Daí eu aproveito a folha pra testar cores também...








PS: eu esqueci de comentar que a Magic Color também tem uma canetinha Blender. É essa aí da imagem de baixo. Tirei a foto agora à noite, por isso a qualidade não está muito boa... Todas as canetinhas tem um número, e a blender dela é 1510. Geralmente, as blender costumam ser 00.. mas enfim, como comentei pra Lidy, nos comentários, "eu não sei como (as blenders) funcionam em outras marcas, mas a da Magic Color, no meu ponto de vista, não serve pra muita coisa mesmo. u.u não senti diferença alguma em degradês de tons fortes, como esse daqui (da sereia), e nos de tons claros a diferença é bem pouca... ele mais esbranquiça as cores do que as mistura. :/ Aliás, as da Winsor Newton que tenho, também...mais esbranquiçam do que misturam...não sei é assim com outras marcas também, mas, pelo nome dela, "blender", eu esperava que ela ajudasse a misturar as cores...mas não é o que acontece com essas que eu tenho T_T".






PS2: A Lili comentou sobre um papel específico para marcadores que, segundo ela, com esse papel, o blender parece funfar direitinho. Então, pode ser que seja um problema com a qualidade do papel também, que não é bem específico para esse tipo de material. É a primeira vez que ouço falar em papel para marcadores mas, pesquisando no google, encontrei esse aqui da Canson. Tem também este, e este.  Nunca vi esses blocos em lojas, mas pode ser por eu não ter ido atrás deles que não reparei nos benditos... T_T Enfim, vou tentar achar algum deles para testar, e aí, mostro a vocês o resultado! Mas se mais alguém testou, e aprovou também, sintam-se livre para comentar! :)

Bom, é isso. Como eu disse, não tem mistério... Mas qualquer dúvida, é só deixar nos comentários abaixo, que respondo! ;)

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segunda-feira, 9 de maio de 2016

Desenho do Dia das Mães




Olá!

O dia das mães foi ontem, mas estou postando hoje sobre a pintura que fiz. :)

Não vou me ater a todo o blablabla, mãe isso, blabla, mãe aquilo, que todo mundo já sabe da importância que a mãe tem em nossas vidas...Seja a mãe biológica, a mãe adotiva, a mãe-avó, a mãe-pai, e por aí vai. :)

Eu sou péssima pra julgar as coisas que eu mesma faço, ainda tenho muita dificuldade em ver o quão bom está ou não...Mas a minha ideia era representar a questão do amor infinito, e dai o universo em volta delas, mais a questão de que uma é parte inerente da outra, e por isso eu as coloquei uma sobrepondo a outra para tentar representar isso. Não sei o quão bem sucedida consegui ser, ou não...mas enfim T_T espero que gostem.

Tirei algumas fotos do processo, pra vocês verem. Primeiro, preenchi os contornos com nanquim, e depois fui aplicando a aquarela. O preto foi preenchido com a magic color ♥ .







Na verdade, eu gostaria de trabalhar mais esses meus dois estilos como uma versão da outra, mas teve tanta gente confundindo, fazendo essa relação de mãe e filha nos meus outros desenhos, que acabei cedendo a esse ponto de vista. Mas não consigo deixar de vê-las como uma só. T_T Engraçado isso...

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quarta-feira, 4 de maio de 2016

Projeto 4 on 4: coisas que gostamos

Olá!
Primeiro, preciso me desculpar pela ausência aqui no blog! T_T Ando meio ocupada com algumas coisas. Sei que devo visitas a blogs também, e pretendo ler tudinho até o final da semana que vem, pelo menos. :)

Bom, esse mês tivemos mais uma perda no projeto, com a saída da Jamile, que também anda bastante ocupada, entre outras coisas. Mas, por outro lado, ganhamos com a chegada da Iza, que irá ocupar o lugar a partir do mês que vem. Mas, talvez ela poste algo esse mês, apresentando o projeto no blog dela. :) Portanto, continuamos firmes e fortes com o projeto. o/

Nesse mês, o tema escolhido foi "coisas que gostamos". Eu ando numa forte vibe das canetinhas (elas são tão mais práticas *_*), e tenho usado bastante elas, deixando um pouco de lado as aquarelas (mas não abandonei meus pincéis!). Tenho usado mais dessas Magic Colors, que são relativamente baratas, por volta dos R$ 3,40 a unidade, além das BicMarking. 




Essa foram, então, um pouco das coisas que gosto: ler, chocolate quente,  canetinhas, e música xD

E é isso, não deixem de conferir as outras lindas participantes do projeto! ♥
                                Thaty Mendonça | Nathaly Cavalcanti | Izabella Cordeiro


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