quarta-feira, 30 de março de 2016

Links interessantes


Olá!!
Desta vez, eu trago para cá apenas textos maravilindos que li durante esse tempo sobre arte e processo de produção, que acredito que têm um tanto a nos acrescentar! Infelizmente, boa parte deles estão em inglês. ): eu gostaria de poder traduzir todos, mas me falta tempo e autorização, é claro. Mas qualquer coisa, podemos trocar ideias! :)

People think you are a bad artist: esse é um texto curtinho, em inglês, mas que vale muito à pena dar uma lida (aos que manjam de inglês), pois o Peter Mohrbacher, autor do texto e ilustrador, nos dá um tapa na cara ao mesmo tempo que passa a mão na nossa cabeça nos tranquilizando. Mas, resumidamente, ele diz que não existe arte ruim. O que pode acontecer é de talvez não estarmos adequados ao mercado, apenas. E nem por isso devemos desistir. A não ser, é claro, que não tenhamos convicção sobre o que queremos, né...

♥ Um ano produzindo arte de forma focada e eficiente: esse foi presente da Lili <3 que me enviou o link. Nele, a autora faz um relato muito bom sobre como se focar no que você quer, e mostra os desafios que podemos encontrar no meio do caminho, sempre dando dicas do que não fazer. Recomendadíssimo! Esse artigo está dividido em 5 partes, e coloquei a última ali porque é nele que estão os outros links para as outras partes!

How I use reference: esse link está dentro de uma das partes do texto da Tamires (acima), mas achei ele tão bacana que resolvi colocar aqui, caso alguém pule o da Tamires, por exemplo. Nele, o cara conta sobre o seu processo de criação, e como usar referências pode enriquecer o nosso trabalho. E ele mostra como usar essas referências (o que é muito importante também, já que tem gente que acaba plagiando achando que está apenas usando referência).

 ♥ 9 modos de vencer a procrastinação: nesse artigo o cara mostra bem detalhado o que é a procrastinação e, de maneira bem simples, ele dá dicas ótimas de como vencer esse mal. Acho que para quem está precisando, como eu, é muito útil (só não recomendo seguir o item 3!). Juro que vou me esforçar a seguir isso, por pelo menos uma semana. t.t só não sei quando vou começar!

♥ Por que odiamos a arte contemporânea: recomendo este artigo também porque ele mostra de maneira bem clara e sucinta toda a trajetória da arte, desconstruindo alguns conceitos que eu tinha a respeito.

♥ How I became an Artist: Esse artigo é muito, muito, muito, muito bom!!!! Ele mostra toda a trajetória do Noah Bradley, baita artista, desde a época em que ele estava na escola, até os dias atuais, como um dos maiores nomes no meio artístico digital dentro das empresas. Mas o que eu realmente gostei dele é como ele vai nos mostrando a evolução do desenho dele, desde os primeiros rabiscos toscos que ele fazia quando adolescente, movido pelo gosto por games, até sua paixão por arte ir crescendo — o que o motivava a estudar cada vez mais até chegar onde chegou. E sem romantismo algum! Ele mostra como a sua arte passou de um passatempo, a chegar em sua profissão. :)

♥ Mas afinal, o que é ilustrar?: um textinho básico sobre o assunto.

♥ Dicas para ganhar dinheiro como artista: da Kris Efe. Dicas bacanas, embora não concorde com a dos concursos por este motivo.

E é isso, espero que gostem de, pelo menos, algum deles. :)

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sexta-feira, 25 de março de 2016

Falando em valores...


Olá!
Hoje acordei com a pulga coçando atrás da orelha, mais do que de costume... Mas a minha ideia aqui não é estabelecer o que é certo ou errado, nem justificar nada, mas apenas expor algumas coisas que andam me incomodando a respeito deste assunto e, quem sabe, com os comentários de vocês, esclarecer alguns pontos que estão conflituosos na minha cabeça. Pois desde a minha experiência lá no evento, isso tem me martelado. Yes!

Sei que falar em valores é um assunto complicado, talvez até chato, tanto para cliente, quanto para o produtor de serviços/produtos. Tem gente que não gosta nem de citar números, de tão desagradável (ou deselegante?) que acha isso. Sinceramente, não vejo nada demais... Não deveria ser constrangedor dizer o quanto se ganha ou perde. Às vezes, acho que as pessoas tomam essa questão como se isso também lhe atribuísse seu próprio valor. Ou pior ainda, pela posição que os números possam colocá-lo na sociedade, hoje. Se isso é bobagem ou não, não sei. Só sei que são apenas números, e que números não deveriam determinar nada (além da conta que tu pode pagar ou não). E números é uma convenção criada por homens... e acredito que qualquer coisa criada por homens seja passível de contestações e reflexões contrárias. Mas enfim...

Valores é uma coisa que eu sempre tive dificuldade em atribuir a tudo o que eu faço. Não apenas meus trabalhinhos artísticos aqui, como até na minha própria vida. Nunca soube "valorizar" corretamente (mas o que seria esse "correto", também não sei!) coisas simples da vida. Estou sendo sincera! E note que não estou afirmando que valorizo para menos essas coisas. Talvez, eu valorize até demais! O que estou dizendo é que valorizar é complicado.

Até nos meus trabalhos de design gráfico, por exemplo, sempre tive dificuldades. Lembro-me de que, na faculdade, os professores sempre diziam coisas do tipo: "valorizem-se!", "Não entrem na concorrência desleal", alguns até diziam "Cobrem caro, porque o seu trabalho vale isso". Aham. Mas também tinham aqueles que diziam "Cobrem o justo!". E aí eu sempre ficava com tudo isso na cabeça, me perguntando como aplicar tudo isso, porque me parece tudo meio contraditório um do outro, sabe? Cobrar caro, é cobrar justo? Será que cobrar o que eu valho também é justo?

E aquele "valorizem-se", é o mais complexo de todos. Porque, vejam só, na faculdade havia alunos com trabalhos excelentes, sim. Mas também havia aqueles com trabalhos bem pecaminosos e que, mesmo assim, passaram pela banca (com trabalhos tenebrosos — comentados não só pelos colegas quanto pelos próprios professores que os analisavam!) e conseguiram seu diploma. O que, convenhamos, acontece em qualquer faculdade, né?! E vamos falar sério, né, qualidade de trabalho existe! Qualidade de material existe, qualidade de produto existe, e qualidade de serviço existe. Não me venham com história sobre estilos, maneiras e gostos, porque não cabe nesse caso!

E aí me pergunto, mas será que eles têm consciência sobre a qualidade do seu próprio trabalho? E como adquirir essa consciência?

Sinceramente, acredito que com experiência, sim, mas também com orientações. De quem? De todos! Professores, colegas de aula, colegas de trabalho, clientes... e por aí vai. Não vou entrar no mérito das falhas do sistema acadêmico brasileiro, porque acabaria me estendendo demais aqui... Mas sabemos que existe, certo? Então, vou deixar que vocês inferirem o que quero dizer com isso, e pular para as tabelas de preços, porque também acredito estarem bem falhas.

Para quem não estudou artes, para os autodidatas, as tabelas de preço servem como uma boa base, mas, no geral, boa parte dos profissionais a seguem bem à risca. Principalmente os iniciantes. E é aí que entra o meu questionamento. Como determinar quem é iniciante, levando em conta a qualidade do seu trabalho. E como qualificar o seu trabalho, já que, como vimos, apenas a academia não garante isso?

E tem mais! Será que o "preço justo", citado pelos meus professores, entre outros tantos profissionais, deve ser justo somente para mim? E o cliente, como fica? Pois não vamos esquecer de outros fatores que engloba toda esse sistema de valorização, como a situação financeira dos clientes, os preços (absurdos!) dos materiais de arte cobrados pelas empresas aqui no Brasil, e o fato de que aqui não se consome arte (que soma aos cliente sem condições de pagar por arte, porque boa parte do Brasil tem prioridades mais relevantes em termos de consumo)! Ok, eu posso direcionar o meu trabalho para um público específico, para aqueles que têm mais condições por pagar o meu preço, mas, assim, não estaria eu excluindo o acesso aos outros? Sem falar que, se eu cobrar 10 pila, pensando no cliente, não recebo de volta nem o valor dos materiais que uso. Mas se eu cobrar 50, já não tenho cliente. Mas, de novo, como valorizar o meu trabalho, sendo um iniciante e de trabalhos de qualidade duvidosa (falando no geral!)?

O problema da tabela de preços, ao meu ver, veja bem, é que ela coloca todo mundo num mesmo patamar. E igualdade, em certos casos, olha só, não é justo!

Essa imagem é perfeita! Via.





Porque aquele cara iniciante tem menos experiência, tem menos técnica, menos cursos, do que o outro que fez faculdade, trabalha antes mesmo de entrar na facul com aquilo e... E será que o cliente está mesmo preocupado com essas questões? Quero dizer, ok, todo mundo gosta de consumir coisas de qualidade, bem feitas. Mas será que ele está mesmo preocupado com o processo que antecedeu à concepção do produto/serviço que ele vai consumir? Sei que eles gostam de ouvir todo esse blablabla, que agrega valores...Mas se tiver que pagar por 80 pila por algo que, para eles, é apenas um pedaço de papel colorido, será que eles vão mesmo considerar mais?

Sei que os profissionais também tem o papel de educar o seu cliente, bem como sei que esse não é um papel fácil. Demanda esforço, tempo e alguns fios de cabelo a menos... E aí já penso na solidão dos artistas independentes e autorais, que precisam, sozinhos, fazer todo esse trabalho de educação dos seu clientes... E será que os clientes vão mesmo mesmo ouvi-los?(tive poucos, até agora, para estabelecer um parâmetro sobre isso).

(suspiro)
Continuo vendo isso tudo como uma roda, que fica sempre dando voltas e voltando ao ponto inicial desse giro, sabe?

Bom, espero que tenha ficado claro que tudo isso foi apenas um desabafo (bem confuso, eu sei) sobre questões que não sei responder, talvez um "call for help", por que, pelo que tenho visto, a coisa anda bem caótica e, o que é pior, desorganizada! Vejo gente morta boa cobrando barato, e gente ruim cobrando caro...E, sim, eu ainda me vejo sem saber para onde ir! Pretendo ir a um evento mais voltado para artistas independentes aqui, no final do ano (isso vai depender de ser selecionada pelos organizadores) e, por isso, continuo pensando sobre isso. Sou dessas que fica se remoendo em cima de um assunto, até que tudo fique muito bem resolvido e esclarecido. T__T Mas sei que provavelmente não tereis tudo isso esclarecido, simplesmente porque não deve haver apenas uma única resposta a isso t.t, mas, de qualquer forma, era algo que eu precisava por para fora...e nada melhor do que desabafar para colegas desenhistas (descobri a diferença entre desenho e ilustração!) que enfrentam os mesmos dilemas. 

Enfim, obrigada aos que leram até aqui o meu mimimi — acho tão fofinha essa expressão! :D
Na verdade, já tenho pronto dois outros posts com mais mimimi, um sobre juízo de valor e outro sobre direitos autorais (este segundo é uma tradução que fiz sobre o assunto), mas deixarei para postar na semana...

E boa páscoa, pessoal! <3


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segunda-feira, 21 de março de 2016

Tag: descobrindo novos blogs


Olá!
Mais uma vez fui indicada para responder a uma tag superbacana aqui! :D Desta vez, fui tagueada pela Bruna e pela Lidy Eu não sei como fazem quando são indicados a responder a mais de uma pessoa, mas como gostei muito das perguntas de ambas, vou responder às duas mesmo! xD

As regras dessa tag, como todas, são bem simples. :)

♥  agradecer a indicação, colocando o nome e o blog da pessoa que te indicou;
♥  responder as perguntas;
♥  indicar até dez blogueiros para responderem a tag e avisá-los do convite;
♥  formular dez perguntas para os blogueiros responderem;
♥  deixar o link da tag respondida nos comentários.

Então vamos às perguntas da Bruna, que foi quem me notificou primeiro. :)

01. O que você pretende realizar nesse ano?
Sinceramente, não tenho ideia. Gosto de fazer listas de resoluções, acho elas divertidas, mas dificilmente consigo segui-las de cabo-à-rabo, então, sempre acabo deixando as coisas irem "por onde o vento me levar".

02. Como você lida com o bloqueio criativo?
Eu sempre migro de uma coisa para outra. Quando estou no meu pico, na empolgações com as ilustrações, eu fico dias, às vezes meses só ilustrando. Aí, de repente, vem o bloqueio, e aí vou para a escrita, onde fico um tempão só escrevendo... ou então fico penas lendo livros atrás de livros. E depois volto... E assim vou indo! Mas sempre bem acompanhada por música! :)

03. Quais são as cinco coisas que você mais ama no mundo?
Eita. Desenhar, escrever, ouvir música, ler e viajar. Basicamente, o mesmo que todo mundo diz! hehe.

04. Qual foi a sua maior conquista?
Me formar numa graduação e conseguir fazer uma pós, considero como uma supergrande conquista.

05. Qual é o seu livro favorito?
Acho tão complicado responder esse tipo de pergunta, tanto quanto "qual é sua banda favorita" por cada um tem um estilo diferente, e não é justo (nem faz sentido) comparar um com outro... mas se eu tivesse que escolher entre um deles para levar comigo numa viagem, por exemplo, acho que escolheria o "A Solidão dos números primos" por ser uma leitura leve, embora traga personagens complexos. 

06. Qual é a sua citação favorita?
"Escrevo como se fosse para salvar a vida de alguém. Provavelmente a minha própria vida" da Clarisse Lispector. Acho ela ótima, porque também dá para adaptar para a ilustração, ou qualquer outra coisa que amamos fazer.

07. Tem alguma superstição?
Não sou uma pessoa supersticiosa, mas não gosto de colocar espelhos de frente para a minha cama, em posição em que eu consiga me enxergar. Não sei se isso é uma superstição, ou medo bobo meu mesmo... tenho a impressão de que vejo alguém ou alguma coisa me observando à noite. T_T

08. O que você gosta de fazer sozinha em casa? 
Sozinha, eu danço! xD auiehaeuiahi e o namorado não faz a menor ideia! haha

09. Como você se vê daqui 5 anos?
Como comentei antes, não sou de fazer planos, mas gostaria de estar financeiramente estabilizada, no mínimo, fazendo o que gosto (tradução e ilustração). Depois de me aperfeiçoar neles, é claro.

10. Existe algum lugar do mundo que você sonha em conhecer?
Eu sou muito "cagona" para viajar para fora do Brasil, por vários motivos, mas gostaria muito de conhecer o Japão, Coreia, Egito, Turkia... O Choque cultural nesses lugares deve ser maravilhoso!

♥♥♥♥

E agora, vou responder às questões da Lidy, que pensou em perguntas ótimas também!

01. Qual é a sua primeira lembrança relacionada à arte?
Poxa, me lembro de ter uns 6 ou 7 anos, desenhando a minha casa dos sonhos. Era uma casinha de um piso só, em frente a um lago, com um pequeno pier e janelas grandes. Não sei de onde veio essa ideia, devo ter visto em algum filme, hehe. Mas lembro que gostava bastante de desenhar o interior da casa também, com os móveis lá dentro. Acho que só não segui na carreira de arquiteto por causa da cretina da matemática.

02. Com quantos anos você começou a desenhar?
Acho que foi por ali mesmo. Talvez antes, rabiscando a parede do apartamento em que morava com os meus pais...

03. Quando descobriu que a arte poderia ser sua profissão?
Na verdade, acho que ainda não descobri! T__T

04. Qual é o seu material favorito?
Aquarela, sem dúvida. Ela me entretém mais e adoro ver como as cores se misturam. 

05. Qual é o seu maior desafio artístico?
Desenhar em estilo realista, desenhar cenários e animais...Fazer quadrinhos também é um grande desafio para mim, que ainda não sei se vou me aventurar nisso ou não. Até tenho vontade, mas me falta "bala na agulha".

06. Qual é o seu artista favorito?
Ixi, são tantos... É complicado responder isso, porque aprendo um pouco com todos eles, e isso é uma das coisas que considero mais essencial em poder seguir outros artistas — como eu sendo uma pessoa que desenha também, pelo menos... E acho complicado comparar artistas de estilos diferentes...

07. Se pudesse escolher uma trilha sonora para sua vida artística, qual seria?
Olha, depois daquela experiência no evento, eu diria Highway to Hell! aeiauehauiehaui brincadeirinha, gente! xD Olha, fiquei um tempão pensando nisso, mas não consegui definir uma música! T__T mas, com certeza, seria algo sobre amor, porque me sinto cada vez mais apaixonada por isso! T_T


08. Qual ilustração sua você considera seu maior orgulho?

Essa, até agora, é minha favorita de todas! apesar de ainda não estar com o meu estilo bem definido aí, e ter usado o digital para colorir... Até vou tentar refazê-la com aquarela pra ver como me saio...

09. Você já tentou desenhar com a sua mão esquerda (ou direita, para canhotos)? Como ficou?
Já, e foi um desastre só! T__T eu consigo escrever razoavelmente com a direita (sou canhota), mas para desenhar preciso de mais treino mesmo (algo que nunca parei pra fazer :/).

10. Mostra pra gente uma imagem do seu mais recente trabalho.



Bom, depois de responder a perguntas tão bem elaboradas, penei bastante para criar questões à altura... acho que não consegui T_T mas aqui vão as minhas, então:

01. Quando foi que você descobriu que tinha algo (a sua arte) a oferecer a alguém?
02. Você já encontrou o seu estilo? Como foi esse processo?
03.  Como você definiria o seu trabalho?
04. Nos conte sobre o seu processo de inspiração.
05. Nos conte sobre o seu processo de criação.
06. O que você tem feito para melhorar o seu trabalho?
07. É importante a gente saber sobre nossas capacidades e limitações, mas as limitações, até certo ponto, podem nos estagnar. Até onde você se limita? Como você vê essa questão?
08. A comparação com outros artistas é inevitável quando estamos começando a desenhar, mas, depois, ela se torna um meio de nos bloquear. Você concorda com isso, ou tem um outro ponto de vista? Se sim, no conte!
09. Alguma vez você já pensou em desistir do que faz? Se sim, por quê?
10. O autorretrato é uma forma antiga de expressão e autoafirmação, é uma forma de o artista se colocar no mundo. Nos mostre um autorretrato aqui! (pode ser um rabisco à grafite, se preferir).


E é isso.
Minhas indicadas a responder à tag, então, são:

Deizy | Izabella | Liliana | Liv | Marianita | Michelli | Nathy | Paola Thaty | Vanessa |

Sei que algumas delas já responderam, mas eu tava sem indicações mesmo T__T
De qualquer forma, não deixem de conferir as respostas dessas lindas também! ♥ 
 
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domingo, 20 de março de 2016

Meu primeiro sorteio: Giveaway 4 on 4



Oláaa!!
Depois de muito pensar sobre isso, e depois de alguns pedidos, eis resolvi lançar o meu primeiro sorteio de Giveaway no instagram.

Confesso que fiquei bem receosa para fazer isso, vendo os prós e contras (quantos irão participar, os custos que vou ter com a entrega...), mas, por mais conselhos da mana <3, acabei sedendo.

Eu estou com várias pastas de pinturas minhas, que só vão aumentando e acumulando aqui em casa, então, unindo o útil ao agradável, e com o intuito mesmo de ajudar a divulgar o meu trabalho (acho que esses sorteios servem primordialmente para isso mesmo) lancei lá no instagram. Acho que é uma boa forma de vocês me apoiarem também (para os que ainda não puderam comprar uma ilustra minha), e de eu retribuir esse apoio e carinho que vocês têm me dado de todas as formas, seja em comentários aqui, no face, no insta, ou por email, ou mesmo com curtidas nos meus posts pelas redes! ♥

Então, escolhi essas quatro ilustras (elas estão dentre as que mais gosto!) com muito carinho e cuidado! Espero que vocês gostem também! <3

Como comentei lá, serão sorteados 4 ganhadores (chance maior de ganhar uma ilustrinha minha!) e cada um levará uma dessas mocinhas (na foto)! O sorteio será no dia 04 de abril! Para participar, basta taguear lá no post oficial (esse da imagem) mais 4 pessoas que vocês acham que gostariam de receber um presentinho destes em casa, e me seguir lá no instagram para acompanhar os meus desenhos! 💕 facinho, facinho!😉 

O primeiro sorteado pode escolher entre as 4 ilustras! O terceiro entre as 3, o segundo entre os dois restantes e o último não escolhe! :) Lembrando que o sorteio é válido apenas para os residentes no Brasil.

Desejo boa sorte a todos vocês, seus lindos! ♥

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sexta-feira, 18 de março de 2016

Illustration Friday: Dragão

Olá!
Vim mostrar aqui o meu segundo illustration friday! o/
Para quem não conhece, ele funciona assim: qualquer pessoa pode submeter um desenho seu. Basta ele estar dentro do tema escolhido. O tema é sugerido por qualquer um, e o tema escolhido, toda sexta-feira, fica lá por uma semana, de sexta à sexta.

Essa é a minha segunda participação nele. A primeira, vocês podem conferir clicando aqui.

Eu tenho uma listinha de ideias (de coisas a desenhar), que pretendo transformar em uma caixinha para sorteios meus. A verdade é que sou muito de desenhar o que estou com vontade de desenhar, mas sei que é bom me forçar a fazer outras coisas... Pois bem, o dragão estava nessa lista. Quando vi que o tema dessa semana era esse, resolvi tirar ele da lista para colocá-lo embaixo das tintas. :)

Bom, ele não saiu bem como eu queria, a asa de trás ficou pontiaguda sem que eu percebesse (só depois de meter a tinta é que fui me dar conta disso) e ele não ficou com uma cara tão lúdica quanto eu gostaria, mas no geral eu curti, principalmente as cores. Adoro essa mistura do verde com amarelo e o vermelho. Gostei também o fato de que ele parece uma figura mais quente, enquanto ela ficou fria (mas cheia de amor para dar! ♥).  hehe




Enfim, como já comentei no desafio anterior, o bacana de participar é que cada tema é um desafio diferente. E vejam só, esse é o segundo ou terceiro dragão que desenho na vida! hehe Pretendo participar do IF mais vezes e, assim, quem sabe, manter a rotina de postar um desenho por semana aqui no blog, pelo menos. T_T

E aí, gostaram? Alguma crítica, sugestão? :)

Ahh, só pra avisar por aqui também, criei um snapchat. Quem quiser me adicionar, pode me procurar por blreys, ou Bia Reys... eu ainda não sei bem como ele funfa, mas to aprendendo T__T

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quarta-feira, 16 de março de 2016

Comentários: Mangás da L&PM



Olá!

Faz tempo que não falo sobre mangás aqui, então, resolvi trazer essa coleção que consegui há um tempo, e só agora consegui terminar de lê-los. o/

Já fazia um tempo que eu queria ler esses clássicos, mas como sabia que a linguagem deles não era nada fácil, eu sempre ia deixando de lado para um momento em que eu estivesse mais "preparada" para eles... Acredito que certas leituras dependem do nosso amadurecimento para serem bem compreendidas... Mas quando vi que a L&PM estava lançando uma versões destes clássicos, corri pra adquirir elas! E não me arrependi nadica. São muito, muito bons. São histórias que nos faz pensar e rever alguns conceitos que temos a cercas das coisas. São obras de difícil leitura e que a L&PM está trazendo para facilitar o entendimento e dar mais acesso a essas obras que, então, infelizmente, poucos têm acesso.

Mas antes de falar sobre eles, é preciso ter em consideração de que eles são adaptações mesmo. E que isso significa que não são a obra original por completo. Afinal, estamos agora falando sobre um outro tipo de mídia, os mangás. Aliás, eu nem os chamaria de mangá, por não obedecerem a regra japonesa (e o mangá é quadrinho Japonês!) de leitura, de trás pra frente e da direita pra esquerda. Talvez por medo, a L&PM resolveu manter o padrão ocidental de leitura, não sei...mas como eu ia dizendo, para fazer adaptações é preciso levar em considerações várias aspectos que dependem tanto da obra de origem, quanto da mídia de chegada, além das especificações dos produtores (aqui, no caso, seria a L&PM quem determina essas especificações — baseadas em seu público e mercado).

Tô falando nisso por que a primeira coisa que meu namorado disse, quando leu o mangá da Metamorfose (ele já tinha lido o livro - também da L&PM) foi: "mas tá faltando coisa aqui, e acrescentaram coisa aqui!"

Tipo, sim, claro! Isso ocorre na maioria das adaptações. Já vi filmes adaptações de livros, alguns (poucos) fieis à obra, e o resto não. Provavelmente porque o livro tinha elementos de fácil adaptação e correspondentes ao mercado. Adaptação não é uma coisa fácil. Tanto que há livros e mais livros sobre estudos a respeito disso. Adaptação é um troço complicado mesmo. Mas o bom de se ler essas adaptações "facilitadoras" é que elas tornam a compreensão da obra original mais clara. Mas elas servem como uma pré-leitura, uma leitura de "esquentação" para o livro original.

Então, antes de julgar as adaptações, é preciso estar ciente dessas coisas....

Outra coisa que preciso dizer aqui é que o meu intuito não é discutir política, hein! Muito menos sair pregando ideologias, ou qualquer coisa parecida. Não quero prestar este blog pessoal para isso. Só estou trazendo uma recomendação minha de mangás e histórias que eu gostei que, por acaso (ou não, né?!) têm a ver com o tema... Vou tentar ao máximo ser imparcial aqui, relatar apenas o que li, o que entendi das obras, e nada mais...  Os comentários que faço são apenas breves observações dessa leitura, da minha interpretação pessoal, enfatizando que há inúmeros modos de ver a mesma obra, né. ;)

Vamos então ao que interessa! 

Lembrando que, a partir daqui, haverão spoilers, hein!



Bom, vou começar pelo Manifesto do Partido Comunista, que foi o último que li. Ele mostra bem como o Comunismo, em sua teoria, não é essa coisa horrorosa que muita gente têm exposto por aí. Pelo contrário, é uma ideologia que visa a igualdade social, diferentemente do capitalismo que visa os lucros. No entanto, o livro mostra como é difícil de conseguir alcançar um ideal como esse, simplesmente (a curto e grosso modo) porque sempre vai existir pessoas que olham somente pro seu umbigo. E até mesmo dentro do próprio comunismo. Tanto é que, no final, ele finaliza dizendo que o comunismo mesmo só dará certo quando as pessoas tiverem mais amor no coração (e eu acrescentaria educação também), para poder olhar mais para os lados, enxergar o outro como ser humano ao invés de uma simples mão de obra.



Os irmãos Karamázov é muito interessante também, porque mostra como a sociedade que visa somente o lucro pode afetar as relações familiares também. Nele, temos um pai ganancioso, e três irmãos: um religioso, outro ateu, e um ex soldado de temperamento forte. O pai é tão ganancioso (mas porque teme falir e ficar pobre, sem nada na vida) que nem se importa de passar por cima dos próprios filhos para conseguir o que quer. E aí tem toda a questão do irmão religioso que se nega a ver a "realidade", que acredita piamente que as pessoas podem viver em paz, sem lutas e brigas, enquanto o ateu (que tem o diabo no corpo — como de certa forma é visto por muitos) acha que ele é um ingênuo. Mas o interessante dessa parte é que o livro acaba confundindo o conceito de realidade, no sentido, "mas o que é real? aquilo o que eu vejo ou o que você vê?". E nos faz pensar, né...

E o ex soldado, um tanto tão ganancioso quanto o pai, vive brigando com ele porque seu pai roubou a herança de sua falecida mãe, e ainda "roubou" a mulher do próprio filho...E a partir disso tramas são articuladas, trapaças e esquemas de traição...



Já O Contrato Social é mais leve. Ele mostra como a sociedade é formada, e porque se forma. Por que temos necessidade em viver em sociedade...É igualmente interessante pensar em como estamos todos presos a essa coisa maior que nos envolve sem nem que a gente se dê conta no nosso dia-a-dia...Em como somos seres individuais (e somos milhares no mundo!) e ao mesmo tempo, unidos, podemos formar uma coisa só.



A Metamorfose é um pouco mais denso. Nele, o enfoque fica no personagem principal. Ele, como membro de uma família de proletariados, se vê obrigado a sustentar a família, e mostra como isso pesa no consciente do individuo. Como o trabalho árduo o escraviza e o massacra. Como essa obrigação de ter que trabalhar para ganhar dinheiro pode ser algo sem sentido. Ele tinha sonhos e desejos, mas não pôde concretizar nada para se sujeitar ao trabalho, à obrigação de ganhar dinheiro para sobreviver. É uma coisa bem triste, mas que, ao meu ver (e aqui vai a minha opinião pessoal mesmo...), faz muito sentido, porque sempre me perguntava qual é o sentido que algumas pessoas têm em declarar com orgulho que trabalha? Como se trabalho fosse apenas uma coisa boa! Como se trabalho não trouxesse desgaste físico, mental e emocional; como se essa forma de trabalho que temos hoje não fosse algo imposto... :/



O Grande Gatsby, que vocês já devem ter visto o filme (e eu ainda não vi T_T) mostra o outro lado da sociedade. A sociedade glamourosa, que têm dinheiro. Mas como todo esse glamour pode ser apenas uma ilusão dentro dos conflitos internos e familiares. E é interessante ver como, afinal de contas, todos temos! Tanto gente que tem dinheiro como gente que não tem, podem ter os mesmo problemas.



Em Busca do Tempo Perdido mostra a história de um jovem sonhador que faz de tudo para entrar na "alta sociedade" e viver como tal. Ele anseia em provar "desse mel". Mas, quanto mais ele ia percebendo como as coisas funcionavam apenas por trocas de interesses, ele ia ficando apático, ia perdendo o sentido de sua vida, até não conseguir mais amar o próximo, pensando apenas em si mesmo. Ele acaba transformando os ideais dos outros como ideais dele próprio. Mas o interessante aqui é que ele mostra um interpretação do próprio personagem com relação aos outros. De certa forma, ele generaliza, interpreta o que vê, e age de acordo.

Enfim, é isso. Essa não é a coleção completa de adaptações da L&PM. Ainda faltam o Hamlet, que como eu já li o original, resolvi não comprar...e falta o Interpretações de Sonhos do Freud, que não achei em lugar nenhum! T__T Mas são leituras que recomendo a todos de olhos fechados! 

Ah, acho que poderia falar também sobre a arte... Todos foram ilustrados pela mesma equipe, a East Press, mas dá pra ver que todos eles passaram por mãos diferentes. O traço que mais me agradou foi o dos Irmãos Karamázov. É um traço um pouco mais refinado e proporcional (alguns tem problemas de proporção terrível!), mas não é nada que atrapalhe a leitura ou o próprio prazer de ler. Depois de algumas páginas, a gente sempre acaba se acostumando ao traço mesmo... ;)

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segunda-feira, 14 de março de 2016

O que aprendi com o meu primeiro evento de anime



Olá!
Hoje trouxe um textão para vocês, mas acredito que ele vá trazer alguma luz para muitos, pois vou comentar sobre minhas impressões sobre o primeiro evento que fui para vender minhas ilustrações. Não sei se vou falar demais, coisas desnecessárias, ou não...Mas é algo que preciso desabafar mesmo.

Foi bem corrido! Eu voltei da viagem de férias e, cinco dias depois, de correria com coisas pessoais (e uma infecção no ouvido esquerdo que me deixou parcialmente surda T_T ) fui logo atender a esse evento que, desde o ano passado, já estava programado. Não comentei nada por aqui, no blog, porque sei que o pessoal que me segue aqui não é da região, então, não adiantava muito divulgar por aqui... Mas divulguei no face, e comentei de última hora, por amadorismo mesmo, no instagram.

Bom, o Anime Buzz, que estava em sua 10ª edição (sediada na SENAC de Canoas) para quem não sabe, é um desses eventos de cosplays, com concursos de fantasias, concursos de bandas, estantes de vendas de produtos relacionados a esse universo, e traz mais algumas atrações relacionadas como jogos e pessoas (como youtubers e dubladores de animes) que vivem nesse mundo para falar um pouco sobre suas experiências e etc... É um evento bem bacana para quem curte essas coisas. Eu já tinha ido a outros como visitante, para curtir o evento, e sempre me diverti por lá. :) E o bacana dele é que encontramos gente de todas as idades que curtem! É um ambiente muito amigável (apesar do preconceito de alguns com relação aos cosplays de algumas meninas... mas não vou falar sobre isso aqui).

Só que desta vez fui para "vender a minha arte". Vender meu peixinho. E era um peixinho pequenininho mesmo, porque eu estava lá no meio de peixões! Gente profissional, que trabalha com isso há mais tempo do que eu, e gente que leva a ilustração à sério mesmo.

Foi uma troca muito bacana! Tanto com o público (foi muito bom ver a reação deles com o meu trabalho — teve gente que saiu quase aos gritos, empolgado com a arte que levou! Sério! Isso me emocionou muito! T_T ainda mais porque eu ainda tinha muito receio e medo sobre o meu trabalho ) quanto com os outros ilustradores que, apesar de não termos conversado tanto quanto eu gostaria de ter conversado, pude conhecer um pouco do trabalho deles. E o bacana é que eram todos daqui, do Sul! E depois, todos eles foram passando de mesa em mesa, comprando prints uns dos outros para se apoiarem! :) Achei isso muito bacana mesmo! E lá naquele meio, estava uma ilustradora com quem me identifiquei bastante por fazer só trabalhos autorais (pois todo o restante vendia fanart), e por ter uma pegada mais lúdica também, como eu; e a Paola é de Cachoeirinha, tem um estilo próprio, é contra fanarts e também almeja o público infantil. Ela também é iniciante na área, embora não tanto quanto eu, e já tinha participado de outros eventos do gênero. E é super simpática e acessível! ;)



Aí em cima, uma foto do trabalho que eu trouxe para casa das outras meninas ♥ Saquem só o alto nível do trabalho delas *_* Da esquerda para a direita, ilustras da Bruna, da Fernanda e da Paola♥ 

Mas não saí do evento apenas carregando coisas boas, infelizmente. Talvez por falta de experiência minha, muito provavelmente pela falta de senso de empreendedorismo também, e principalmente por falta de associação!

Pois bem, fiquei sabendo dessa possibilidade por um amigo da minha irmã, que comentou para ela que uma amiga dele participava desses eventos de animes e HQs vendendo a arte dela, e sugeriu que eu tentasse (#ficadica). Então, me inscrevi, e me meti a fazer mais de 100 aquarelas para levar lá e... PÁ! Dei de cara com um muro.

Detesto tirar fotos, eu já disse isso? Pois detesto tirar fotos!

Mas como eu disse, provavelmente, foi por falta de experiência e falta de associação. Afinal, o nome do próprio evento diz: Anime Buzz. Ou seja, é um evento voltado para pessoas que curtem animes e HQs, e que estão lá para celebrar toda a comunidade produtora de animes e HQs. Ou mais ainda, que vão lá para consumir tudo o que envolve esses universos. E eu lá, bem inocente, com meu trabalho autoral. Hehe.

Só que lá estava um outro artista, como comentei antes, um peixe grande, que já trabalhou em grandes empresas como ilustrador e colorista. Muito do trabalho vendido dele é em parceria com essas empresas. Adorei conhecê-lo mesmo, o trabalho dele é realmente muito bom! E ele, pelo pouco que conversamos, me pareceu ser uma dessas pessoas de mente aberta para coisas novas. E o fato de estar lá, num evento pequeno, mesmo sendo um grande artista, também demonstra sua humildade. Mas uma coisa que me deixou pensando foi que, ele, mesmo tendo trabalhado para esses gigantes, estava ralando lá, no *evento de pequeno porte* como o Anime Buzz. E vendendo fanart.

E depois, chegando em casa, no Domingo (ontem, o último dia do evento), falei mais um pouco com a Paola pelo face, e trocamos algumas impressões sobre o Anime Buzz. Chegamos à conclusão de que tanto eu quanto ela tivemos dificuldade para vender nosso trabalho autoral... Pois a realidade é essa! E comentando mais sobre isso, percebemos que, né, se ele, o ilustrador peixe grande, com toda a sua carga de conhecimento, com toda a sua experiência no mercado (se não me engano, ele trabalha há uns 7 anos só com isso), precisa disso para pagar suas contas (e tenho certeza de que ele tem conhecimento sobre os direitos autorais!), o que dirá de nós, peixinhos menores, iniciantes na área, né?

Eu sempre fico com receio de postar minhas opiniões por medo de ser grossa sem querer, pois isso já me aconteceu. Mas eu acredito que seja necessário falar sobre essas questões, porque, se ninguém falar, ninguém vai se conscientizar, ninguém vai tentar virar a mesa... E acredito que uma visão mais crítica sobre essas coisas sejam necessárias para fazer a coisa evoluir, mesmo tendo consciência sobre as dificuldades do mercado. E é como dizem: a mudança tem que partir de algum ponto! Se ninguém puser a cara ao tapa, nada nunca vai mudar. Acredito que seja necessário falar abertamente sobre essas questões, porque esta é uma área muito fechada, muito restrita para muita gente..E esse é um assunto delicado que faz parte do universo de quem produz trabalhos autorais.

Para falar à verdade, às vezes me pergunto se estou apenas sendo cabeça dura, pois essa questão dos direitos autorais não é algo que fere alguém (propriamente dito). Mas, por outro lado, também acredito que, se não ferisse ninguém, as leis de direitos autorais não teriam sido criadas... Mas é realmente duro de se manter firme quando a maré vai contra você. O medo de ficar para trás, por não se adaptar às exigências do mercado, dos seus clientes, é constante. :/ É real! E isso que eu tenho outra fonte de renda. Imagino o sufoco para quem não tem!

Bom, continuando... Eu conversei um pouco com outra ilustradora, que também estava lá, e comentou como realmente nesses eventos só se vende fanarts. E para cada evento, ainda há um público específico — como, por exemplo, no Anime Buzz tinha muito adolescente procurando de tudo quanto é tipo de fanart. No comicon, segundo ela, vai um pessoal mais adulto procurando por fanarts de pinups, e ilustrações "mais adultas"(que fogem um pouco do estilo "fofinho"). Assim como no AnimExtreme vai mais crianças procurando fanarts do Hora de Aventura, e coisas que estão na moda... E por aí vai...

Como disse, é uma questão lógica. Esses eventos são para isso, e me parece lógico que o público queira consumir fanarts. Eu, como fã de mangás e animes, consumo materiais relacionados e entendo isso. Percebem o impasse?

Por outro lado, sei que não é impossível chegar ao patamar de vender somente trabalhos autorais, pois sigo muitos ilustradores que conseguem. Só não sei dizer como eles começaram, se tiveram que vender fanart no inicio para ir misturando com seus trabalhos autorais até chegar ao ponto de não precisarem mais vender fanarts, ou não... Talvez sim, talvez não. Mas, sentindo na pele, ali, vi que essa pode ser a estratégia de empreendedorismo mais viável nesse momento — ainda mais agora, que o mercado de quadrinhos (tantos nacionais quanto os trazidos de fora) só cresce no Brasil. Sei que é uma forma de conseguir colocar seu nome "nas ruas".

minha irmã postou no instagram dela!


Então, vou confessar que, lá, me vi obrigada a fazer fanart (com direitos autorais ativos), sim, se quisesse, pelo menos, de volta o dinheiro que paguei para o evento para estar lá. Levei meus papéis, minhas tintas, e fui criando na hora o que me pediam. Com a maior dor no coração. Pois várias vezes o pessoal se aproximava da minha mesa, me perguntando se eu tinha algum fanart disso ou daquilo (tinha levado apenas alguns poucos fanarts de personagens que caíram no domínio púbico) e eu tinha que dizer que não, e eles apenas respondiam: "Ah, que pena"! ¯\_(ツ)_/¯ e viravam as costas. Não queriam nem ouvir minhas declarações sobre a importância de apoiar um artista com trabalhos autorais. É a realidade.

E aí, o quê fazer?

O que me deixou com menos dor foi o fato de terem sido feitos ali, na hora, e não escaneados
para vender em massa depois. Embora um erro não justifique o outro, é claro.

Outro ponto que preciso comentar é com relação aos meus originais. Eu levei apenas originais, porque não "me liguei" à tempo de mandar fazer prints para o evento. Fiquei tão concentrada em ter bastante material para levar, achando que fossem necessários, que passei seis meses fazendo aquarelas atrás de aquarelas e não me toquei de levar prints mesmo. E praticamente todos os ilustradores que estavam lá, e passaram pela minha mesa, comentaram (senti que em tom de crítica, o que me deixou bem apreensiva) sobre o valor que eu estava cobrando por eles, dizendo que estavam muito baixos. Eu realmente tive dificuldades em estabelecer valores, levando em consideração que eu não sou ilustradora profissional, não uso os materiais mais caros, de melhores qualidades, e levei em consideração que não tenho curso (apenas uma oficina básica da Mary, que comentei aqui). Mas o cara, peixe grande, não vendia os prints dele a um valor muito mais alto que dos outros ilustradores menos experientes também, e fiquei na dúvida sobre quem estava mesmo cobrando errado (se é que havia mesmo alguém cobrando errado...) . Afinal, como eu poderia cobrar o mesmo que eles? Mas é algo que vou pensar mais a respeito, sim (pois sei da importância da valorização do próprio trabalho, e do trabalho dos outros). E ainda sobre isso, passando pelas mesas dos outros, vi que eles levaram pouca variedade... então, vi que provavelmente eu não precisaria ter levado tanta coisa também.

Mas um ponto positivo, que eu e minha irmã (que estava lá me auxiliando) percebemos, foi que fazer ilustrações na hora teve uma grande aceitação do público. As pessoas gostaram bastante de passar ali, e me pediam para fazer retratos delas também — coisa que os outros ilustradores não fizeram. Foi um diferencial. Então, deixo aqui a dica para vocês também. :)

Enfim, tive mais algumas outras impressões negativas, que acho que não cabem comentar aqui, mas posso dizer com satisfação que, pelo menos, foi um aprendizado e tanto, para se levar nas costas nos próximos eventos que eu for, SE eu for... Pois a Paola me deu dicas sobre expor em eventos de rua, com artesanatos, ou mesmo em brechós. Para quem faz trabalho autoral, pode ser uma boa investida... Acho que vale à pena tentar. E segundo ela, os organizadores desses eventos de rua gostam de variedade. Então, fica mais essa dica. ;)

E é isso, foi cansativo ficar lá das 10 da manhã até 18 horas sentada, mas valeu a experiência, sem dúvida! Realmente foi muito bom ver o pessoal folheando as minhas pastas, olhando o meu material, e elogiando. Foi muito bom conhecer o trabalho do pessoal também. Aliás, outra coisa bacana que vi, foi que haviam 4 meninas (contando comigo) e dois meninos lá. A Paola comentou que foi em outro evento, e estava sozinha, entre os meninos vendendo suas artes. :) De qualquer forma, foi ótimo trocar algumas ideias com todos eles! ♥ 


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domingo, 6 de março de 2016

Projeto 6 on 6



Olá!

Este é mais um post programado.

Neste mês, eu não pude cumprir a meta do projeto por algumas questões técnicas. E quando saí para a viajem, o tema ainda não tinha sido decidido, e como não pude levar materiais, acabei tendo que preparar o post apenas com os desenhos que tinha aqui para não passar em branco. Então, peço desculpas por isso, mas quando eu voltar, farei a ilustração com o tema escolhido pelas meninas, sem falta! :D Mas espero que gostem dos desenhos que trouxe para cá, mesmo assim. T__T





De aquarela, infelizmente, apenas consegui fazer essas duas T_T mas podem ter certeza de que quando eu voltar, farei um monte! o/




E é isso. Não esqueçam de bisbilhotar o trabalho das outras lindas que estão participando do projeto!


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terça-feira, 1 de março de 2016

Março é de malancia







Olá!
Passando aqui para postar o calendário de Março. A fruta da vez, então, foi a melancia! Essa, sim, eu conheço! xD Não sou muito de comer melancias, na verdade, mas não tenho nada contra elas. :}
Enfim, espero que gostem! Lembrando que para baixarem os calendários, basta clicarem nos links aqui embaixo. ;)


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Maira Gall