Livro: Claros Sinais de Loucura

 
Sinopse: Você nunca conheceu ninguém como Sarah Nelson. Enquanto a maioria dos amigos adora Harry Potter, ela passa o tempo escrevendo cartas para Atticus Finch, o advogado de O sol é para todos. Coleciona palavras-problema em um diário, tem uma planta como melhor amiga e vive tentando achar em si mesma sinais de que está ficando louca. Não é à toa: a mãe tentou afogá-la e ao irmão quando eles tinham apenas dois anos, e desde então mora em uma instituição psiquiátrica. O pai tornou-se alcoólatra. Prestes a completar doze anos, Sarah sente falta de um pai mais presente e das experiências que não viveu com a mãe, está preocupada com a árvore genealógica que fará na escola e ansiosa porque seu primeiro beijo de língua ainda não aconteceu. Tragédia e humor combinam-se de forma magistral nesta incrível história sobre a aventura que é crescer.

Quando comprei Louco aos Poucos, levei junto comigo Claro Sinais de Loucura, só pelo anseio de ler alguma coisa louca.. O primeiro, até que se superou, mas esse, nem tanto. Não foi o que eu esperava. Mas mesmo assim, não foi ruim.

Sarah e seu pai vivem se mudando de cidade, por causa de um terrível incidente que aconteceu quando ela tinha dois anos... Bem, sua mãe tentou matá-la, levando seu irmão gêmeo para o túmulo. Desde então, sua família não consegue se estabelecer num local, sempre assombrados pelo fantasma do passado. Por causa disso, seu pai se entrega para a bebida, é seu modo de esquecer o que aconteceu, mas, sem querer, acabou se afastando da filha. A mãe de Sarah, comedida pelo gene da loucura, faz parte de praticamente todos os pensamentos da menina. E Sarah teme ter herdado esse gene, desconfiando de todos os seus atos. Só que a verdade é que ela é uma "garotinha" de onze anos, passando por uma transformação pessoal que a deixa meio confusa, meio perdida. Como se viver mudando de residência já não fosse ruim o suficiente para um menina que foi criada apenas pelo pai. E de "garotinha", se vê passando para uma quase mulher — que agora menstrua, usa maquiagens e se interessa por meninos. E sua mãe, onde está nesses momentos difíceis, nesses momentos de transformação? Mas ela sabe que "uma pergunta bem feita mostra mais inteligência e interesse do que dois parágrafos de falatório"(pág 102) e por isso guarda para si essas dúvidas. Aliás, ela duvida que exista mais alguém no mundo que consiga guardar na cabeça tantas dúvidas quando ela.

Mas Sarah é madura, madura até demais para a sua idade, e consegue superar suas dificuldades. E seu pai, um professor acadêmico de história, leitor de Shakespeare e cuidadoso com as palavras, provavelmente é o grande responsável pela maturidade prematura da menina. Seu pai e sua paixão por livros. Graças a eles, ela coleciona palavras e escreve num diário, além de falar com uma planta (um dos claros sinais de que pode ser louca como a mãe).

Realmente não há muito mais o que falar sobre o livro sem acabar dando mais spoilers, além do fato de que este livro é mais um que se embebeda de intertextualidades — algo que parece estar virando moda entre os autores da atualidade. Para mim, soa como uma fraca tentativa de querer parecer mais do que ele realmente é. Apesar disso, eu não diria que ele é um livro ruim. Pelo contrário, depois que percebi que ele não era o que eu esperava que fosse — sim, me decepcionei, ainda mais pelo enredo parado, sem muitas ações, sem muitos acontecimentos. E a personagem passa a maior parte do tempo narrando seus pensamentos, e entre cartas a um personagem de ficção (uma ideia que achei muito legal, até). Portanto, cheguei até a cogitar largar o livro... Mas persisti e, depois da metade do livro, voltei a me empolgar com Sarah ao perceber que a personagem estava amadurecendo mesmo.

Sarah, na verdade, é uma menina com muita sensibilidade e perspicácia. Ela nota as pequenas coisas da vida. Ela sente o que nem mesmo muito adultos conseguem sentir. No fundo, ela apenas quer levar uma vida calma, tranquila, e encontrar a felicidade, "alguém que fique tão feliz em vê-la, que tire seus pés do chão" (pág. 236). E essa pessoa, de fato, está lá, o tempo todo, sem que ela perceba.

E essa foi a melhor frase que encontrei no livro: "A arte pertence ao mundo, como as nuvens e a chuva." (pág. 234) ♥

Comentários

  1. Esse livro deve ser demais. Já tá na minha lista pra comprar, hahahah!
    Adorei o blog, inclusive tô seguindo! Se quiser dar uma olhadinha no meu seja muito bem vinda!!
    Um beijo linda!

    www.tresestacoes.com

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    1. olá, obrigada pelo comentário! se tu curte esse tipo de leitura, vai fundo! ;) ele é muito fofo, e gostoso de ler. :)
      bjss :*****

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  2. Sua resenha ficou espetacular, Bia! :)

    Estou louca para ler esse livro desde que você comentou sobre ele, a história é muito interessante!
    Adorei as duas frases que você escolheu ♥

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    1. mel, sua linda! <3 como te disse, lembrei de ti enquanto lia esse livro, acho que vais gostar dele, sim :)

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