terça-feira, 28 de abril de 2015

best sellers e a vergonha de lê-los


Preciso fazer mais um desabafo...por que, como podem ver aqui no blog, eu leio best sellers. E gosto de falar sobre eles. Tenho duas amigas lindas (a Angélica ♥ e a Jéssica ♥) com quem posso ficar horas conversando sobre eles, pois elas também os leem, *amo elas*. Mas toda vez que posto sobre um livro aqui, fico com um pequeno sentimento estranho, de estar compartilhando conteúdo de má qualidade... (sinto até um friozinho na barriga por estar postando isso aqui T_T)

Como alguns sabem, atualmente, sou estudante de Letras (o que me torna muito crítica quanto a isso). Já tranquei minha matricula duas vezes, e ainda sinto que posso deixar o curso (para fazer Artes visuais, que foi sempre o que, no fundo - e apenas não sabia - queria fazer). Mas não me arrependo de ter entrado no curso, de modo algum. Aprendi muitas coisas que, provavelmente, jamais teria aprendido se não tivesse ingressado nele (o curso). E, como sabem, conhecimento nunca é demais. ;)

Uma dessas coisas maravilhosas que aprendi como letranda foi sobre a literatura. Os mais acadêmicos, estudiosos, críticos e etc, gostam de definir o que é literatura. Mas a literatura, bem como a arte, não segue um único propósito; logo, defini-la, acredito eu, seria um equivoco. Claro que há algumas características das quais ela deve obedecer. Assim como é possível distinguir um desenho publicitário de uma ilustração artística, é possível dizer o que é um texto literário, o que é um texto informativo e o que é apenas entretenimento. Pois, sim, hoje em dia há essa nova categoria "literatura de entretenimento" — que seria 95% dos livros infanto-juvenis, entre outros mais adultos (tipo 50 tons de cinza). Digamos que, para ser considerado literatura, é preciso que haja sutileza, estilo (assim como o pintor, o escritor precisa ter seu estilo próprio), sensibilidade, que transmita alguma mensagem e que não afronte a intelectualidade do leitor, como muitos fazem — foi o que minhas professoras de literatura me ensinaram.
"A Literatura, como toda arte, é uma transfiguração do real, é a realidade recriada através do espírito do artista e retransmitida através da língua para as formas, que são os gêneros, e com os quais ela toma corpo e nova realidade. Passa, então, a viver outra vida, autônoma, independente do autor e da experiência de realidade de onde proveio. Os fatos que lhe deram às vezes origem perderam a realidade primitiva e adquiriram outra, graças à imaginação do artista. São agora fatos de outra natureza, diferentes dos fatos naturais objetivados pela ciência ou pela história ou pelo social. (...) São as verdades humanas gerais, que traduzem antes um sentimento de experiência, uma compreensão e um julgamento das coisas humanas, um sentido da vida, e que fornecem um retrato vivo e insinuante da vida, o qual sugere antes que esgota o quadro.

A Literatura é, assim, a vida, parte da vida, não se admitindo possa haver conflito entre uma e outra. Através das obras literárias, tomamos contato com a vida, nas suas verdades eternas, comuns a todos os homens e lugares, porque são as verdades da mesma condição humana." (Afrânio Coutinho)

Nos últimos anos, eu diria que começou por volta dos anos 2000, houve um BOOM no mercado editorial. Até então, não se via tantos livros assim nas prateleiras das lojas. O negócio está tão intenso que até lojas, antes focadas na venda de eletrodomésticos, estão oferecendo livros também. Vide a Ponto Frio, lojas Americanas, até Supermercados! Hoje fui no Zaffari (rede de supermercados dominante que há aqui em Porto Alegre) que tem aqui perto da minha casa, e levei um susto com a prateleira enorme que colocaram lá. Ela é novinha e estava repleta de best-sellers (esse post é uma mescla de dois posts que escrevi em 2012 - para o meu blog antigo, com mais algumas edições que fiz hoje — logo, hoje, 2015, isso já não é mais novidade).

Para quem não sabe, essa "explosão" de livros se deu graças à criação de editoras independentes. Antigamente, as grandes editoras estavam mais interessadas em publicar livros de escritores renomados. Afinal, a venda e lucro era mais garantida. Mas lá pelas tantas, graças, também, ao advento da internet — que contribuiu para que as pessoas se tornassem mais leitoras e escritoras, através de sites e blogs — as pessoas, frustradas por não poderem ter seus próprios livros publicados, resolveram abrir suas próprias editoras. E foi mais ou menos por aí que a coisa foi andando...

Bom, o que quero dizer é que, com isso, hoje temos uma enxurrada de livros caindo nas nossas cabeças. Consequentemente, temos também mais um bando de críticos em nossas costas, como urubus que vão atrás de carniça. Ou seja, loucos para apontar o que é "podre" e o que não é.

Eu aderi a várias páginas no facebook de grupos literários, e um deles costuma postar fotos das coleções de livros dos membros do grupo. Bem, como vocês podem imaginar, o que mais se encontra são o best-sellers, sempre acompanhados por um comentário de algum pseudo-critico literário do tipo: "Só porcaria..."

OBS: A partir daqui, vem minhas considerações pessoais sobre o assunto. 

Sempre (pelo menos, depois que comecei a estudar mais sobre o assunto) me atenho a falar sobre esse tipo de coisa, tendo consciência de que minha opinião pode não significar nada, já que não sou especialista no assunto. E, por especialista, me refiro àqueles que realmente estudam e se aprofundam no assunto. Sempre tomo cuidado ao tratar de assuntos filosóficos, sociais e políticos, pois sei que as coisas são mais complexas e profundas do que costumamos acreditar (facebook NÃO é fonte de informação). Mas, sinceramente, acho que certas pessoas merecem levar uma bela de uma resposta do tipo "tomate cru, seu filho da fruta", sem precisar pensar duas vezes. ¬¬

Eu, sinceramente, acredito que não existe leitura ruim! O que existe é leitura reflexiva e leitura não reflexiva. Só isso. De fato, best-sellers se enquadram na segunda categoria. São livros de entretenimento. Mas JAMAIS podem ser considerados ruins e menos ainda nocivos. E hoje, eis que abro o facebook e encontro a seguinte entrevista, de uma das escritoras mais aclamadas da atualidade no Brasil: Ruth Rocha diz que Harry Potter não é literatura. Nessa entrevista, vejam bem, ela, na verdade, se contradiz. Primeiro, ela diz que Harry Potter é ruim, mas, depois, talvez para não soar tão arrogante, ou sei lá o quê, ela diz que gosta, e volta a dizer que não gosta! ¬¬ acho que nem ela sabe do que gosta.

"Criança deve ler tudo, o que tem vontade, o que gosta, mas eu sei que não é bom. (...)
Não acho errado os livros fazerem sucesso. Eu gosto porque acho que as crianças leem, mas eu não gosto de ler “Harry Potter”, não acho que é literatura." (vocês podem conferir toda a entrevista no link acima).

As pessoas precisam entender que estamos na Contemporaneidade, e que esse é o tipo de literatura da nossa época. Vivemos num outro contexto, numa época em que as pessoas têm menos tempo para ler, e por isso precisam de leituras rápidas, práticas; as pessoas não têm tempo para pensar e refletir sobre o que estão lendo. Vivemos numa época em que homens e mulheres passam o dia inteiro fora de suas casas trabalhando, e que mal conseguem cuidar dos filhos! E quando chegam em casa, precisam executar mais mil e uma tarefas! Muitos leem apenas no curto tempo que possuem no trajeto casa > trabalho > casa. E literatura clássica requer mais tempo para raciocinar e processar o que se lê. Requer até mesmo que se leia mais de duas vezes! É por essas e outras que se faz necessário que haja uma linguagem mais coloquial nas páginas, cenas mais detalhadas e pensamentos expostos para que a interpretação seja rápida e certeira.

E tem mais! Se vocês estudarem um pouco de história da literatura, vão ver que até o próprio Shakespeare, na época em que escrevia suas peças, era "tachado" de ruim. Mas não me entendam mal, ler livros clássicos, livros reflexivos, realmente é melhor. Eles ampliam não somente nosso vocabulário, como abrem fronteiras para o mundo exterior (aquele fora da bolha em que vivemos) de forma crítica e consistente. Eles nos dão novos pontos de vista sobre assuntos que eram importantes antigamente, e que perduram ainda hoje (e por isso são tão valorizados! — afinal, até quando será pertinente e "atual" falar de facebook em livros?). Eles nos ajudam a entender o porquê da sociedade atual ser como ela é. Ajuda-nos a entender quem somos, com quem estamos, e ainda nos trás cultura e conhecimentos (críticos!).

Só que as pessoas, infelizmente, têm o costume de valorizar somente o que é antigo — e eu arrisco a dizer que isso é uma visão equivoca, retrógrada. Vejam, por exemplo, a internet. Hoje uma maravilha sem a qual muitos não viveriam (pelo menos, não trabalhariam), e se dizia, lá no passado, que era inútil e supérflua!

Além disso, só para contrapor o que a Ruth Rocha disse: a leitura ajuda, e MUITO, na organização do raciocínio, na escrita, e amplia nosso vocabulário. Seja QUAL FOR. Vale ler até informações nutricionais de embalagens de salgadinhos fandangos ♥, como sempre digo. O que importa é ler. E, de fato, os bestsellers têm feito mais pessoas lerem. E melhor ainda, já vi gente comentar que graças aos bestsellers estão se aventurando, aos poucos, nos clássicos! Quando, na vida, essas pessoas, que tiveram uma péssima educação literária na escola e pouco incentivo em casa, teriam interesse em clássicos?

Vale lembrar que a literatura não tem apenas a função de desenvolver o raciocínio. Ela também se presta para nos transpor para outros mundos, fugir da realidade; trabalhar com o nosso imaginário. Alguém se frustrou, nesses termos, lendo Harry Potter? Quem não conseguiu visualizar o menino com sua varinha, dentro daquele casarão maluco, com escadas que se movem? Aqueles livros reacenderam a crianças adormecida dentro de muitos de nós e devem ser valorizados, sim! ♥

Enfim, era isso o que eu tinha pra dizer, para quem teve saco de ler até aqui. hehe. Se alguém discordar de algo, sinta-se à vontade para rebater. ;)

Para encerrar o super post, trouxe mais alguns conceitos lindos ♥ sobre Literatura, que pesquei do wikipedia.

"Arte literária é mímese (imitação); é a arte que imita pela palavra." (Aristóteles, filósofo grego, séc. IV a.C)

"A literatura é a expressão da sociedade, como a palavra é a expressão do homem." (Louis de Bonald, pensador e crítico do Romantismo francês, início do séc. XIX)

"O poeta sente as palavras ou frases como coisas e não como sinais, e a sua obra como um fim e não como um meio; como uma arma de combate." (Jean-Paul Sartre, filósofo francês, séc. XX)

"A Literatura obedece a leis inflexíveis: a da herança, a do meio, a do momento.” (Hipolite Taine, pensador determinista, metade do século XIX);

“A Literatura, como toda arte, é uma transfiguração do real, é a realidade recriada através do espírito do artista e retransmitida através da língua para as formas, que são os gêneros, e com os quais ela toma corpo e nova realidade. Passa, então, a viver outra vida, autônoma, independente do autor e da experiência de realidade de onde proveio.” ( COUTINHO, Afrânio. Notas de teoria literária. 2. ed. Rio de Janeiro, Civilização Brasileira, 1978. p. 9-10)

Obrigada por acessar o blog! ♥
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26 comentários

  1. Nossa, até eu já disse que certo livro não era literatura, e hoje eu vejo o quanto estava equivocada.
    Até uma bula de remédio é literatura, embora não seja uma das leituras favoritas.
    Isso se trata de puro preconceito, de assumir que algo é bom mesmo não exercendo o esmo trabalho que outros.
    Em fim, concordo plenamente com o que você disse.
    E achei essa postagem maravilhosa.
    Sexo, Fraldas e Rock'n Roll

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    1. Olá, Paola, obrigada pelo comentário, e principalmente obrigada por ter lido todo esse texto! haha sei que tem gente que não tem muito saco para ler textos grandes em blogs, e fiquei receosa que tivesse escrito tudo em vão (afinal, a gente sempre escreve para alguém, mesmo que seja para si mesmos...) O preconceito é uma coisa bem séria. é inconsciente. muitos não sabem nem dizer de onde veio (e muitos dos nossos preconceitos foram herdados dos nossos pais). Mas o conceito de literatura não é tão amplo, a ponto de dizer que bula e receitas de comida, ou tabelas nutricionais sejam literatura! hehe o que eu quis dizer que é o importante é ler, seja o que for. Pois, a Ruth disse que Harry Potter é ruim, mas não é. Talvez eu tenha me expressado mal! T__T
      Mas de qualquer forma, agradeço, mais uma vez, pelo comentário e por ler todo texto! T__T
      bjss :****************

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  2. Menina, eu assumo: eu li Crespúsculo e amei, quando estava no colégio (2008/2009). Eu ainda tenho os livros e até pretendo reler algum dia pra saber se era influência ou gosto! Adorei seu texto, e confesso que até eu estou nesse dilema com relação a faculdade, dado que sou doida pra fazer Design também! <3

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    1. ahhh, mas eu também li! iaehauihauiehauieahi mas só os três primeiros. soube que a Bela teve um filho no quarto, e aí me desanimei! auiheaiuehaui por frescura minha mesmo, não curto quando a personagem principal fica grávida... a não ser que a história fosse gravidez na adolescência...mas como não era o caso, achei a gravidez dela meio desnecessária...mas talvez não seja, pq não li mesmo o final! Enfim, obrigada por ler todo esse texto T___T <3 E pensa bem com carinho sobre o que tu realmente quer fazer. Mas se errar na escolha, é bom saber que nunca é tarde pra tentar de novo! ;)

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    2. Não precisa agradecer, seus textos são excelentes! Muito bem escritos e fazem pensar! E bom, o quarto livro inteiro é desnecessário na realidade. Aliás, eu só gostei dos dois primeiros, meio que terminei de ler porque me forço (forçava porque hoje tô na filosofia de "não sou mulher maravilha!") para terminar tudo. Bom, seja como for, marcou um pouquinho né, eu lembro que eu gostava pra caramba! (dos livros) hauauha!

      E obrigada, eu confesso qeu gosto do curso atual, mas queria algo mais... acho que não sei definir ainda... Eu ainda vou escrever um texto sobre isso, porque tá me incomodando muito! Hahuaha! Um beijo!

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    3. Esqueci de falar: me adiciona no FB? Ou já te tenho?

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  3. Caramba! Fiquei muito feliz em ler seu post. Bem detalhado, rico de informações e você soube se expressar. A literatura, de fato, é algo fascinante. Cabe muito mais nela do que é expressado.
    Beijos!

    dialetosecoisasboas.blogspot.com

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    1. Obrigada por ler todo o post, Jhonata. Fico feliz por saber que curtiu o texto. :)
      bjss :****************

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  4. Os best-sellers são para a literatura o que o Romero Britto é para a arte acadêmica, mas na minha opinião existe é muita gente frustrada nesse meio. Professores que gostariam de ser autores de sucesso e não foram, professores que gostariam de ter sua arte estampada até em chaveirinho e nunca conseguiram.

    Não acredito que exista arte e literatura ruins, e não tiro o mérito de um livro ou de uma ilustração por não terem sido reconhecidos pelo sistema. Não me envergonho dos livros que leio (minha estante no Skoob é um carnaval de gêneros), porque existe uma leitura certa para cada momento.

    A Ruth Rocha deu uma declaração super infeliz a respeito de Harry Potter, apesar de nunca ter lido, sei que foi uma saga responsável por introduzir várias crianças e adolescentes ao mundo da literatura, e isso por si só já é mérito suficiente para reconhecer seu valor, assim como todos os livros que vieram depois dele. E mesmo assim, 70% dos brasileiros disseram não ter lido um único livro em 2014, segundo uma pesquisa que saiu esses tempos...

    Enfim, acredito que todo processo de democratização de algo que sempre foi considerado elitizado, gera preconceito, gera comentários maldosos. É assim com a literatura, com as artes... até mesmo com os aeroportos!!!!! Tem um vídeo da Tati Feltrin falando sobre preconceito literário que acho excelente, é o "Quem tem cacife pra falar de literatura".

    Beijokas :**

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    1. "Os best-sellers são para a literatura o que o Romero Britto é para a arte acadêmica" - perfeita colocação! Quando eu estava cursando Design Gráfico, lembro do pessoal criticar bastante o trabalho dele...pq, realmente, o que ele faz está muito mais para design gráfico ou publicidade. Mas acredito também nessa teoria dos frustrados por não receber reconhecimento...

      Eu também não li Harry Potter (até tenho todos os livros na minha estante, presente da minha irmã, mas ainda não tive saco para lê-los). Pois como bem dissestes, existe os momentos para ler gêneros. E ainda não encontrei meu momento de ler HP. Mas é isso mesmo, não só HP, mas vários desses bestsellers tem sido responsáveis pela introdução à literatura clássica a muitas pessoas. Já vi muita gente dizer que depois de ler tantos bestselles, resolveram se arriscar nos clássicos, o que é realmente ótimo. E como eu disse, qualquer leitura é válida pra desenvolver nossa escrita, vocabulário (o que, consequentemente, desenvolve nosso raciocínio) e esse foi o grande xis da questão que quis levantar, quando pessoas criticam quem lê bestsellers, como se fosse algo totalmente ruim, que não traz benefício algum.
      Não conheço esse vídeo da Feltrin, mas vou dar uma olhada, com certeza. ;) obrigada pela dica. E obrigada por ter lido esse texto enorme! T__T
      bjss :**************

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  5. Super digna sua reflexão. Acho que toda forma de leitura é válida. Não é porque não leio Machado de Assis que tenho que ser desmerecida por ler o que eu leio. Leio e ponto. =D

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    1. É isso aí! O que importa é ler, pq ler desenvolve o raciocínio, desenvolve a escrita e a fala. ;)
      Obrigada pelo comentário e pela visita, e por ler o texto! <3
      bjss :**************

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  6. Confesso que li quase tudo e ficou ótimo seu texto, parabens !
    Falar que HP não é literatura?? Ham?? estranho ne?
    Eu acho que exstem livros ótimos, bons e ruins e isso depende muito sabe??
    Amei esse tema..

    www.chaeamor.com

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    1. Obrigada pelo comentário, Camila! <3 Obrigada por ter lido o post também. Pois é, como aquele velho ditado, "o que é bom para você, pode não ser bom para mim". É um conceito equivoco que estão dando aos livros.
      bjs :**************

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  7. Adorei o assunto do post! Também cursei Letras e uma das coisas que aprendi nas minhas aulas de literatura foi não ter preconceito literário. Ninguém pode dizer ao certo que autor comtemporâneo vai entrar para o cânone daqui a alguns anos, então aquilo que criticam hoje pode muito bem ser referência amanhã (quem sabe?). Por isso, sempre leio o que gosto e o que me chama atenção, sendo "erudito" ou não. Ah, e verdade seja dita, tem autor clássico que é um porre!
    Parabéns pelo post!
    Beijos.

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    1. ahahaha "e verdade seja dita, tem autor clássico que é um porre!" eu concordo e assino embaixo. Não consigo ler Simões Lopes Neto, por exemplo. reconheço sua importância para a literatura, mas não consigo, não me desce, por mais dicionários que eu tenha a minha volta!!! >___< enfim, é bom saber que não sou a única da área que pensa assim. T_T é reconfortante, na verdade! haha
      obrigada pelo teu comentário! <3
      :************************

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  8. Sempre vale a pena ler seus post. Eu vi no twitter sobre essa mulher que falou de Harry Potter, francamente, nao quis nem ler o que ela tinha a dizer sobre.
    Tenho um livro pra te recomendar, não sei do que se trata, ainda nem li a sinopse, mas a minha irmã não para de falar o quão maravilhoso ele é, foi ela que falou pra te recomendar, se chama: Mar de Tranquilidade. Confio o suficiente no gosto dela pra ter certeza que deve valer a pena.
    beijo, to te esperando em incógnita ou no calendário do mês de maio, quero muito ver como ficou.
    PS: vc leu Naruto Gaiden? Tava esperando por um post seu no 'Amanur' falando algo sobre, sei lá.

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    1. oieeeee!!!! xD Ahh, eu quase comprei uma vez esse mar de tranquilidade! fiquei bem interessada nele também! T__T assim que o conseguir, lerei! xD E, puxa vida, carambolas, o calendário de Maio!!! tinha até me esquecido! T_____T to em época de provas e trabalhos na facul, e com mais uns serviços aqui e ali, que ando meio atazanada mesmo. mas vou aproveitar esse feriado pra colocar tudo em dia! já até deixei isso anotado no meu bloquinho de afazeres, pra não correr o risco de esquecer ;) Sobre o Naruto Gaiden, eu li sim, mas confesso que fiquei sem muito o que dizer...eu vi todas as especulações que o povo saiu falando na internet, mas sinceramente, acho que é só jogada no Kishimoto. Pra mim, ele apenas quis causar um impacto no primeiro capítulo! ;) sobre o outro blog, na verdade, não sei se não deixei claro..acho que não...mas a minha intenção era não postar mais lá. A principio quero apenas manter esse. não vou deletar aquele lá por causa das fics, mas não pretendia atualizá-lo, não. :(
      bjss :*******************

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  9. Oi Bia, tudo bem?
    Seu texto foi a melhor resposta que li até o momento sobre essa polêmica.
    Essa discussão sobre o que é e o que não é literatura é tão antiga que me fez ter alguns momentos agitados na faculdade, pois tinha uma professora de Literatura Brasileira que tinha um posicionamento bem semelhante ao da Ruth sobre a literatura de massa. O mais interessante é que o posicionamento dela era tão extremo, que ela chegou a afirmar que a Literatura Brasileira estava a um nível acima das demais pela sua profundidade. Respeitei a opinião dela, mas nunca concordei. O que me incomoda, e você colocou de uma forma bem interessante no seu texto, é que infelizmente alguns desses autores e mestres, consideram Literatura de verdade apenas aqueles grandes escritores do passado, e em alguns momentos esquecem que aqueles escritores também sofreram preconceitos em sua época. Pensando por esse lado, J.K está no caminho para se tornar o clássico do seu tempo. Minha opinião é que todos esses livros, mesmo os de literatura de massa, são literatura sim, contudo, a qualidade de cada obra é que difere. Não dá pra comparar em qualidade literária o livro Meninos Valentes, de Patrick Modiano, com 50 Tons de cinza. E se pensarmos nas crianças, não dá pra introduzi-las no mundo literário entregando-lhes Memórias póstumas de Bras Cubas, se elas não tem nem bagagem e nem conhecimento de mundo pra poder entender de fato a obra. Elas podem ler, claro que podem, mas não é atoa que muitos estudantes do ensino médio odeiam Machado, pelo simples fato de não entenderem (fui uma delas, só na faculdade é que entendi o quanto esse homem é um gênio das palavras).
    Enfim, pra resumir porque esse meu comentário tá enorme, achei que ela foi muito infeliz na colocação, e ela como autora renomada poderia pelo menos expor sua posição de uma maneira mais coerente, pois como você disse, nem ela mesma sabe de fato do que gosta.
    abraços, e foi um prazer conhecer seu blog.

    Amanda Almeida
    http://amanda-almeida.com.br

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    1. Olá, Amanda! É ótimo poder compartilhar da mesma opinião com alguém que é da mesma área! hehe me faz me sentir mais segura quanto ao que penso...sobre o posicionamento dessa sua professora de literatura brasileira, olha, também já ouvi algo parecido na faculdade. Eu, particularmente, sou uma pessoa que acredita nos estudos e nas pesquisas, por isso não gosto muito de falar sobre coisas que não sei com profundidade, pra não acabar falando um monte de bobagens. Então, nem sei se concordo ou não com essa ideia... até pq não li autores clássicos suficientes para formar uma opinião sobre isso. Mas acredito é bem isso, acredito que vai acontecer o mesmo com J.K, como dissestes. Não só ela, como com outros. Eu comecei a reler o Mágico de Oz, e lendo algumas informações extras no livro, vi que ele também já foi um bestseller... pra vermos como são as coisas! hehe E concordo contigo nessa questão de comparações também. Cada leitura tem um propósito diferente, um público diferente, e um momento diferente para se ler. E com certeza apresentar Machado para adolescentes, sem um boa explicação e introdução, é muita falta de bom senso! Já sofri esse tipo de coisa, e sei bem como é!
      Enfim, obrigada pela visita e pelo comentário! <3
      bjsss :************

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  10. Clap, clap, clap!
    Você expressou muito do que eu penso. Eu sou do tipo que lê tudo - livro, mangá, revista,encarte de loja, até bula de remédio. E sabe, por mais que tenha muita coisa da cultura pop que eu não curta, eu fico paaaau da vida quando vem um metido a inteligente detonar alguma série só porque ~é modinha~ ¬¬. Sabe aquele que torce o nariz quando você diz que está lendo um livro do John Green, por exemplo? Que diz que é ruim, uma bosta? Aí você pergunta quantos livros do cara a criatura já leu, e ela diz "nenhum, porque é uma bosta".Meeeu, me dá vontade de dar uma bifa no meio da cara de quem faz isso! Eu sou uma pessoa que também implica um pouco quando algo vira "modinha" (não li "Cinquenta tons de cinza" até hoje por causa disso...),mas você jamais vai me ver dizer/escrever que algo que eu não conheço é um lixo. Vou no máximo dizer que não tenho interesse, mas até isso pode mudar, e eu acabar me aventurando, porque como eu disse, eu leio tudo. Além do mais, concordo com você que a vida é corrida, e quero mais é que as pessoas leiam. Se uma ~modinha~ servir para despertar o interesse de alguém na leitura, maravilha! Isso vai fazer com que a pessoa tome gosto e comece a ler mais. Uma das coisas que me deixam super feliz é quando vejo alguém lendo no trem ou no ônibus, diferente da maioria esmagadora que só faz teclar furiosamente no celular.

    Beijinho. :*

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    1. Exatamente, já vi muita gente comentando que graças aos bestsellers que lia, começou a se aventurar nos clássicos. se não fossem eles, quando essas pessoas pensariam em pegar num clássico?pra mim, isso é arrogância intelectual de alguns que não têm mais o que fazer... e bem como tu disse, é muito melhor ver alguém lendo, viajando em outro mundo, do que com a cara grudada em celular, sem nem olhar por onde anda! ¬¬
      bjss :**************

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  11. Que texto maravilhoso. Concordo 100% com seu posicionamento, Bia. E eu sou uma dessas pessoas que graças aos best-sellers estou me aventurando nos clássicos. Comecei por algum lugar e por enquanto isso basta. Mas admito que sinto a mesma coisa que você quando posto uma resenha lá no blog. Uma sensação de estar compartilhando algo fútil ou como você disse: de má qualidade.

    Amo suas postagens aqui no blog. Você escreve super bem. Parabéns!
    Beijos
    Imperfeição Literária

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    1. Que bom saber que curtiu o texto, Bárbara. :) mas como dizem, o blog é nosso, e temos o direito de postar o que quisermos. :)
      obrigada pelo comentário!
      bjss :**************

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  12. Bia, que texto incrível!
    Concordo plenamente com tudo o que você disse. Eu sinceramente prefiro os clássicos, mas volta e meia gosto de me aventurar nos best-sellers. O importante é ler sempre, independentemente do tipo de leitura. Tudo é válido.
    Seu cantinho é uma graça <3
    Bjs

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    1. Oi, Nanda, desculpa a demora pra te responder! Mas, né, acho que essa coisa de ficar criticando os outros é muita falta de bom senso. Cada um cuida de si, e ninguém tem nada com isso. E é como eu digo, vale ler até a tabela nutricional de uma bala! Enfim, obrigada pela visita e pelo comentário! :)
      bjsss :************

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