terça-feira, 28 de abril de 2015

best sellers e a vergonha de lê-los


Preciso fazer mais um desabafo...por que, como podem ver aqui no blog, eu leio best sellers. E gosto de falar sobre eles. Tenho duas amigas lindas (a Angélica ♥ e a Jéssica ♥) com quem posso ficar horas conversando sobre eles, pois elas também os leem, *amo elas*. Mas toda vez que posto sobre um livro aqui, fico com um pequeno sentimento estranho, de estar compartilhando conteúdo de má qualidade... (sinto até um friozinho na barriga por estar postando isso aqui T_T)

Como alguns sabem, atualmente, sou estudante de Letras (o que me torna muito crítica quanto a isso). Já tranquei minha matricula duas vezes, e ainda sinto que posso deixar o curso (para fazer Artes visuais, que foi sempre o que, no fundo - e apenas não sabia - queria fazer). Mas não me arrependo de ter entrado no curso, de modo algum. Aprendi muitas coisas que, provavelmente, jamais teria aprendido se não tivesse ingressado nele (o curso). E, como sabem, conhecimento nunca é demais. ;)

Uma dessas coisas maravilhosas que aprendi como letranda foi sobre a literatura. Os mais acadêmicos, estudiosos, críticos e etc, gostam de definir o que é literatura. Mas a literatura, bem como a arte, não segue um único propósito; logo, defini-la, acredito eu, seria um equivoco. Claro que há algumas características das quais ela deve obedecer. Assim como é possível distinguir um desenho publicitário de uma ilustração artística, é possível dizer o que é um texto literário, o que é um texto informativo e o que é apenas entretenimento. Pois, sim, hoje em dia há essa nova categoria "literatura de entretenimento" — que seria 95% dos livros infanto-juvenis, entre outros mais adultos (tipo 50 tons de cinza). Digamos que, para ser considerado literatura, é preciso que haja sutileza, estilo (assim como o pintor, o escritor precisa ter seu estilo próprio), sensibilidade, que transmita alguma mensagem e que não afronte a intelectualidade do leitor, como muitos fazem — foi o que minhas professoras de literatura me ensinaram.
"A Literatura, como toda arte, é uma transfiguração do real, é a realidade recriada através do espírito do artista e retransmitida através da língua para as formas, que são os gêneros, e com os quais ela toma corpo e nova realidade. Passa, então, a viver outra vida, autônoma, independente do autor e da experiência de realidade de onde proveio. Os fatos que lhe deram às vezes origem perderam a realidade primitiva e adquiriram outra, graças à imaginação do artista. São agora fatos de outra natureza, diferentes dos fatos naturais objetivados pela ciência ou pela história ou pelo social. (...) São as verdades humanas gerais, que traduzem antes um sentimento de experiência, uma compreensão e um julgamento das coisas humanas, um sentido da vida, e que fornecem um retrato vivo e insinuante da vida, o qual sugere antes que esgota o quadro.

A Literatura é, assim, a vida, parte da vida, não se admitindo possa haver conflito entre uma e outra. Através das obras literárias, tomamos contato com a vida, nas suas verdades eternas, comuns a todos os homens e lugares, porque são as verdades da mesma condição humana." (Afrânio Coutinho)

Nos últimos anos, eu diria que começou por volta dos anos 2000, houve um BOOM no mercado editorial. Até então, não se via tantos livros assim nas prateleiras das lojas. O negócio está tão intenso que até lojas, antes focadas na venda de eletrodomésticos, estão oferecendo livros também. Vide a Ponto Frio, lojas Americanas, até Supermercados! Hoje fui no Zaffari (rede de supermercados dominante que há aqui em Porto Alegre) que tem aqui perto da minha casa, e levei um susto com a prateleira enorme que colocaram lá. Ela é novinha e estava repleta de best-sellers (esse post é uma mescla de dois posts que escrevi em 2012 - para o meu blog antigo, com mais algumas edições que fiz hoje — logo, hoje, 2015, isso já não é mais novidade).

Para quem não sabe, essa "explosão" de livros se deu graças à criação de editoras independentes. Antigamente, as grandes editoras estavam mais interessadas em publicar livros de escritores renomados. Afinal, a venda e lucro era mais garantida. Mas lá pelas tantas, graças, também, ao advento da internet — que contribuiu para que as pessoas se tornassem mais leitoras e escritoras, através de sites e blogs — as pessoas, frustradas por não poderem ter seus próprios livros publicados, resolveram abrir suas próprias editoras. E foi mais ou menos por aí que a coisa foi andando...

Bom, o que quero dizer é que, com isso, hoje temos uma enxurrada de livros caindo nas nossas cabeças. Consequentemente, temos também mais um bando de críticos em nossas costas, como urubus que vão atrás de carniça. Ou seja, loucos para apontar o que é "podre" e o que não é.

Eu aderi a várias páginas no facebook de grupos literários, e um deles costuma postar fotos das coleções de livros dos membros do grupo. Bem, como vocês podem imaginar, o que mais se encontra são o best-sellers, sempre acompanhados por um comentário de algum pseudo-critico literário do tipo: "Só porcaria..."

OBS: A partir daqui, vem minhas considerações pessoais sobre o assunto. 

Sempre (pelo menos, depois que comecei a estudar mais sobre o assunto) me atenho a falar sobre esse tipo de coisa, tendo consciência de que minha opinião pode não significar nada, já que não sou especialista no assunto. E, por especialista, me refiro àqueles que realmente estudam e se aprofundam no assunto. Sempre tomo cuidado ao tratar de assuntos filosóficos, sociais e políticos, pois sei que as coisas são mais complexas e profundas do que costumamos acreditar (facebook NÃO é fonte de informação). Mas, sinceramente, acho que certas pessoas merecem levar uma bela de uma resposta do tipo "tomate cru, seu filho da fruta", sem precisar pensar duas vezes. ¬¬

Eu, sinceramente, acredito que não existe leitura ruim! O que existe é leitura reflexiva e leitura não reflexiva. Só isso. De fato, best-sellers se enquadram na segunda categoria. São livros de entretenimento. Mas JAMAIS podem ser considerados ruins e menos ainda nocivos. E hoje, eis que abro o facebook e encontro a seguinte entrevista, de uma das escritoras mais aclamadas da atualidade no Brasil: Ruth Rocha diz que Harry Potter não é literatura. Nessa entrevista, vejam bem, ela, na verdade, se contradiz. Primeiro, ela diz que Harry Potter é ruim, mas, depois, talvez para não soar tão arrogante, ou sei lá o quê, ela diz que gosta, e volta a dizer que não gosta! ¬¬ acho que nem ela sabe do que gosta.

"Criança deve ler tudo, o que tem vontade, o que gosta, mas eu sei que não é bom. (...)
Não acho errado os livros fazerem sucesso. Eu gosto porque acho que as crianças leem, mas eu não gosto de ler “Harry Potter”, não acho que é literatura." (vocês podem conferir toda a entrevista no link acima).

As pessoas precisam entender que estamos na Contemporaneidade, e que esse é o tipo de literatura da nossa época. Vivemos num outro contexto, numa época em que as pessoas têm menos tempo para ler, e por isso precisam de leituras rápidas, práticas; as pessoas não têm tempo para pensar e refletir sobre o que estão lendo. Vivemos numa época em que homens e mulheres passam o dia inteiro fora de suas casas trabalhando, e que mal conseguem cuidar dos filhos! E quando chegam em casa, precisam executar mais mil e uma tarefas! Muitos leem apenas no curto tempo que possuem no trajeto casa > trabalho > casa. E literatura clássica requer mais tempo para raciocinar e processar o que se lê. Requer até mesmo que se leia mais de duas vezes! É por essas e outras que se faz necessário que haja uma linguagem mais coloquial nas páginas, cenas mais detalhadas e pensamentos expostos para que a interpretação seja rápida e certeira.

E tem mais! Se vocês estudarem um pouco de história da literatura, vão ver que até o próprio Shakespeare, na época em que escrevia suas peças, era "tachado" de ruim. Mas não me entendam mal, ler livros clássicos, livros reflexivos, realmente é melhor. Eles ampliam não somente nosso vocabulário, como abrem fronteiras para o mundo exterior (aquele fora da bolha em que vivemos) de forma crítica e consistente. Eles nos dão novos pontos de vista sobre assuntos que eram importantes antigamente, e que perduram ainda hoje (e por isso são tão valorizados! — afinal, até quando será pertinente e "atual" falar de facebook em livros?). Eles nos ajudam a entender o porquê da sociedade atual ser como ela é. Ajuda-nos a entender quem somos, com quem estamos, e ainda nos trás cultura e conhecimentos (críticos!).

Só que as pessoas, infelizmente, têm o costume de valorizar somente o que é antigo — e eu arrisco a dizer que isso é uma visão equivoca, retrógrada. Vejam, por exemplo, a internet. Hoje uma maravilha sem a qual muitos não viveriam (pelo menos, não trabalhariam), e se dizia, lá no passado, que era inútil e supérflua!

Além disso, só para contrapor o que a Ruth Rocha disse: a leitura ajuda, e MUITO, na organização do raciocínio, na escrita, e amplia nosso vocabulário. Seja QUAL FOR. Vale ler até informações nutricionais de embalagens de salgadinhos fandangos ♥, como sempre digo. O que importa é ler. E, de fato, os bestsellers têm feito mais pessoas lerem. E melhor ainda, já vi gente comentar que graças aos bestsellers estão se aventurando, aos poucos, nos clássicos! Quando, na vida, essas pessoas, que tiveram uma péssima educação literária na escola e pouco incentivo em casa, teriam interesse em clássicos?

Vale lembrar que a literatura não tem apenas a função de desenvolver o raciocínio. Ela também se presta para nos transpor para outros mundos, fugir da realidade; trabalhar com o nosso imaginário. Alguém se frustrou, nesses termos, lendo Harry Potter? Quem não conseguiu visualizar o menino com sua varinha, dentro daquele casarão maluco, com escadas que se movem? Aqueles livros reacenderam a crianças adormecida dentro de muitos de nós e devem ser valorizados, sim! ♥

Enfim, era isso o que eu tinha pra dizer, para quem teve saco de ler até aqui. hehe. Se alguém discordar de algo, sinta-se à vontade para rebater. ;)

Para encerrar o super post, trouxe mais alguns conceitos lindos ♥ sobre Literatura, que pesquei do wikipedia.

"Arte literária é mímese (imitação); é a arte que imita pela palavra." (Aristóteles, filósofo grego, séc. IV a.C)

"A literatura é a expressão da sociedade, como a palavra é a expressão do homem." (Louis de Bonald, pensador e crítico do Romantismo francês, início do séc. XIX)

"O poeta sente as palavras ou frases como coisas e não como sinais, e a sua obra como um fim e não como um meio; como uma arma de combate." (Jean-Paul Sartre, filósofo francês, séc. XX)

"A Literatura obedece a leis inflexíveis: a da herança, a do meio, a do momento.” (Hipolite Taine, pensador determinista, metade do século XIX);

“A Literatura, como toda arte, é uma transfiguração do real, é a realidade recriada através do espírito do artista e retransmitida através da língua para as formas, que são os gêneros, e com os quais ela toma corpo e nova realidade. Passa, então, a viver outra vida, autônoma, independente do autor e da experiência de realidade de onde proveio.” ( COUTINHO, Afrânio. Notas de teoria literária. 2. ed. Rio de Janeiro, Civilização Brasileira, 1978. p. 9-10)

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domingo, 26 de abril de 2015

Mais aquarelas, frustrações, a lua e a rinite: como o outono me afeta



Olá!
Viram só como estou caprichando mais nos títulos! haha, se forem ver minhas primeiras postagens aqui no blog, vão ver que algumas, inclusive, estão sem título. x.x Mas andei analisando os títulos que outras blogueiras estão criando, e acho que estou meio que entendendo melhor como fazer a coisa...

Enfim, a foto da lua é só para enfeite mesmo. Esses dias, a flagrei assim, brilhando sozinha com aquela estrelinha, que mal dá para ver na foto, mas aos olhos ela estava bem visível. Não havia nuvem alguma "perto" delas. Era final de tarde, umas seis horas...Estava linda (sou meio romântica nesse aspecto), e resolvi bater essa foto com a minha câmera digital capenga. hehe.

Mas mudando de assunto, acreditem quando digo que adoro essas meias estações (outono, primavera), mas em todas as suas passagens, não me lembro de um ano sequer que eu não tenha ficado mal com rinite. E sinusite. E a garganta ruim.... E pra piorar o meu humor, vi que perdi a oportunidade de ouro de participar de uma oficina de aquarela com o maravilindo do Nestor Jr, aqui, na minha cidade, em Porto Alegre, pertinho da minha casa, (que ocorreram ontem e hoje — e a múmia aqui só ficou sabendo, tipo, agora, depois das 19 horas)!!! Que ódio, que raiva, que dor no peito, que tudo! T______T Fiquei muito murcha com isso, muito mesmo. Há um tempão que babo e admiro as obras dele, e venho acompanhando o trabalho dele. Não acredito que perdi essa chance...Buáááááááááá

Mas, pelo menos, apesar da dor de cabeça (na alma e no corpo) e o nariz ruim (que tenho vontade de arrancar e jogar fora! Grrr) consegui fazer mais essas bonequinhas...

Em todas as outras anteriores, eu tinha rascunhado com lápis no papel, depois passado a aquarela, para só então, depois de seca, passar o nanquim nos contornos. Desta vez, resolvi fazer diferente, passei o nanquim antes da aquarela para ver como ficava. Em algumas delas, vi que a tinta do nanquim meio que se diluiu com a água (levemente)... mas acho que não ficou perceptível, nem ao olho. :) Mas ainda quero tentar aquarelar sem os contornos, também. :S medo!

Gostei principalmente da bonequinha com o fantoche, por que foi uma ideia totalmente espontânea e aleatória que tive, já que nunca fui fã de fantoches, na verdade. Sempre achei eles meio esquisitos, mas não sei dizer o por quê. E, no fim das contas, gostei de como o fantoche saiu. A menininha no patins, na verdade, é um remake. A versão original foi colorida digitalmente aqui, que na verdade, achei que está melhor do que a aquarelada. Ainda falta eu fazer uma com patinete, outra de bicicleta e skate.






E aqui uma fotinho com todos os cartõezinhos que fiz até agora. :3



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Livro: Perdão, Leonard Peacock


Descobri esse livro por indicação da Lygia♥ (na verdade, já faz um tempinho que ela me indicou ele, e é capaz de nem se lembrar que me indicou, mas eu lembrei! xD ) e ele se tornou um dos meus favoritos!♥♥♥

Perdão, Leonard Peacock - Hoje é o aniversário de Leonard Peacock. Também é o dia em que ele saiu de casa com uma arma na mochila. Porque é hoje que ele vai matar o ex-melhor amigo e depois se suicidar com a P-38 que foi do avô, a pistola do Reich. Mas antes ele quer encontrar e se despedir das quatro pessoas mais importantes de sua vida: Walt, o vizinho obcecado por filmes de Humphrey Bogart; Baback, que estuda na mesma escola que ele e é um virtuose do violino; Lauren, a garota cristã de quem ele gosta, e Herr Silverman, o professor que está agora ensinando à turma sobre o Holocausto. Encontro após encontro, conversando com cada uma dessas pessoas, o jovem ao poucos revela seus segredos, mas o relógio não para: até o fim do dia Leonard estará morto.  

Eu tenho uma queda por histórias tristes. E se elas tiverem um final infeliz, melhor ainda (sei que alguns até me trucidariam por isso! xD).

Como diz na sinopse, o livro inteiro, basicamente, é sobre um único dia: o dia em que Leonard nasceu há 18 anos. Há passagens em que ele nos revela coisas do passado, mas a essência está naquele dia, em particular, por que seu aniversário de 18 anos, por algum motivo, significa muito para ele...

Leonard é um rapaz triste, muito triste e solitário. Seu pai, um músico, alguém com quem ele poderia facilmente ter tido uma ótima relação, se fosse presente em sua vida, desapareceu sem deixar rastros. E sua mãe, alguém de quem ele sente MUITO a falta, é uma workholic irremediável. Desde que consegue se entender por gente, Leonard sempre foi negligenciado pelos pais. Ele não tem amigos, a não ser um vizinho idoso com quem divide algumas tardes e noites para assistirem aos mesmos filmes trocentas vezes. E enquanto os ponteiros do relógio vão passando, naquele dia, muitas lembranças do passado se passam em sua mente; algumas boas, algumas maravilhosas, e outras muito ruins...

Além disso, Leonard tem um segredo. Ele odeia o seu melhor amigo de infância e deseja matá-lo com todas as suas forças. E ele tem um bom motivo para isso.

Eu acho. Não sei como eu me sentiria no lugar dele. Apesar de achar errado a atitude dele, mas no lugar de Leonard, com pais como os dele, com uma vida isolada e ignorada como a dela, realmente não sei o que faria ou pensaria... É fácil julgar as coisas quando não acontece conosco, mas é realmente complicado quando a coisa é conosco, não é mesmo? Por isso, não sei bem o que pensar a respeito das atitudes dele... E Leonard não é um adolescente, quase entrando na fase adulta, como outro qualquer. Ele é diferente. Ele observa as pessoa e a vida com mais perspicácia do que as outras pessoas — ao ponto de, às vezes, até mesmo, parecer meio arrogante. Teve vezes em que realmente achei que apenas lhe faltasse umas boas palmadas na bunda para cair na real. Mas, então, achei que, talvez, ele estivesse na real até demais. Por que ele não via sentido na vida, não via poesia nas coisas, não via nada em nada. Ele apenas via a verdade crua e nua, e feia.

Eu não li "O lado bom da vida" do mesmo autor, vi apenas o filme. Mas a escrita do Matthew me lembrou um pouco com a do Charles Bukowski (autor que admiro muito — tenho quase todos os seus livros ♥♥). Sua poesia está no não poético. No que não é belo, mas no que é real e quase obscuro. Está na realidade podre, a parte que ninguém quer observar (o que pode soar um tanto paradoxo, já que poesia é quase sinônimo de beleza). E isso é o que mais admiro na escrita deles. Alguns autores gostam de enfeitar, de tornar tudo belo, como se coisas feias e horríveis não existissem. O belo é importante para a nossa vida, claro, para que as coisas não sejam tão amargas no nosso dia-a-dia, mas nos banhar com o que é real, de vez em quando, também é essencial.

Quick não chega aos pés de Bukowski, é claro, mas acho (na minha humilde e não especialista opinião) que esteve quase lá. E, por isso, lhe dei vários pontos positivos! :) Sem falar que quase chorei no último capítulo do livro, e olhe que sou meio dura na queda pra chorar!

Enfim, para encerrar, quero apenas comentar outro aspecto que achei legal no livro. Leonard vê em seu professor de história uma figura exemplar, quase paternal. É alguém que ele admira e quase idolatra. E esse professor, antes mesmo de saber qualquer coisa que se passava com ele, sugere a Leonard que escreva cartas para si mesmo, mas como se fosse alguém que fizesse parte de sua vida no futuro. Então, ele escreve um carta para si como se fosse sua filha, projetando momentos felizes em que passaram juntos no futuro; às vezes como se fosse sua bela esposa, que lhe conta atributos positivos sobre si. Na primeira carta, ele não revela o que é, e confesso que fiquei meio irritada com isso, achando que fosse o final da história, mas mais tarde ele revela que são apenas fantasias de sua mente. E não se sabe se realmente é ou não o final de sua história. O autor deixa isso em aberto. De qualquer forma, achei essa proposta muito interessante, apesar de bastante triste. Mas estou comentando isso porque é o terceiro ou quarto livro que leio em que o personagem escreve cartas para si, e na verdade achei isso tão interessante quanto repetitivo... De qualquer forma, recomendo a leitura :)

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sexta-feira, 24 de abril de 2015

Links favoritos da semana


Já vi que tem uma penca de gente fazendo isso, e como realmente acesso vários links interessantes, e não dá pra simplesmente copiar o conteúdo maravilindo deles para cá (porque plágio é feio!), acho que essa ideia de criar uma compilação de links interessantes para compartilhar com vocês pode ser bem válida. Sem falar que sou muito à favor de compartilhamento de informações e ideias legais!♥
Então, estou pensando em fazer isso também, uma vez por semana. O que acham? Vou criar uma marcação chamada "links", e usá-la para essas postagens, para facilitar o acesso de vocês.

Então, os primeiros links que tenho para vos trazer-lhes, são esses:

♥ Ideia para alegrar a estante de livro de vocês. Nesse post,a autora faz um passo-a-passo de como deixar sua estante mais linda com bichinhos que parecem sair do meio dos seus livros. Além do passo-a-passo, ela disponibiliza moldes para baixar, imprimir e se divertir! xD achei muito legal essa ideia, e estou pensando em criar alguma coisa do gênero para a minha estante!
♥ Que beleza que é a série do Demolidor. Essa é uma dica para quem assina o Netflix. Eu comecei a ver a série, vi apenas uns sete episódios, mas já estou ficando apaixonada. Há uma mistura de elementos interessantes acontecendo nessa série. A introdução bem bolada, misteriosa, minimalista, cheia de simbologias e sanguinolenta, além dos atores maravilhosos (sem tirar nem por!), a trama...sem falar que essa é a história mais humana de um personagem em quadrinhos da Marvel. Eu não conhecia a história do Demolidor, nem vi o filme ainda, aquele com o Ben Affleck... mas estou adorando! Ainda estou pensando em comentar ele num post, mais pra frente, pois preciso ver mais episódios para isso...
♥ 35 mil imagens em alta resolução de obras de arte para download gratuito. Esse post é meio antigo, na verdade, mas achei ele sobrando nos meus favoritos, e resolvi trazer para cá. Esse é para quem curte arte mesmo. A National Gallery of Art (Galeria de Arte Nacional) é quem está disponibilizando os downloads. Mas, para isso, eles pedem um registro básico no site. :) Para estudos, ele é ótimo!
♥ Como fazer um jardim em vidros de conserva. Esse é muito lindo! Além de super ecológico, é encantador! Imaginem uma estante cheia de vidrinhos assim?! *_* Ainda ei de fazer um desses aqui para casa. :D

♥ Caneca personalizada. Aqui, a autora faz um tutorial super prático e simples de seguir sobre como personalizar uma caneca usando canetinhas permanentes e papéis! E ficou muito fofo!

♥ Principais características do papel para aquarela. Este é um pequeno (e muito útil) apanhado de informações sobre vários tipos de papeis, entre outras informações úteis, que a Kris Efe juntou para quem lida com isso.

As mais belas caligrafias. Este post, na verdade, está em inglês, mas achei legal compartilhar aqui, pois sei que bastante gente curtiria. Aqui tem um apanhado de 44 imagens cadernos com as mais belas caligrafias para se inspirar. Alguns, parecem verdadeiros livros feitos à mão! *_* Uma lindeza só!
E por hoje é isso. Gostaram das ideias, dos links? :)


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quarta-feira, 22 de abril de 2015

Tag: Não provoque!




Fui indicada pela Jaqueline do 4sphyxi4 para participar desta Tag. Não sou muito de postar tags, mas reconheço que elas sejam uma boa ferramenta para conhecer um pouco melhor os blogueiros mundo afora. Então, aqui está um pouco mais sobre mim! :) se é que alguém se interesse em saber!
 
1. Você é calmo ou estressado?
Depende. Em geral, sou calma, até demais... Na verdade, não sou do tipo que extrapola o estresse. O estresse se manifesta em mim de maneira silenciosa, e até dolorosa... Com manchas avermelhadas na pele e "bolinhas" no couro cabeludo. Por um lado, esses sintomas até que são bons, por que acabam servindo de "termômetro" para meu estresse. E quando o estresse passa, elas também passam. ^_^
 
2. O que tira você do sério?
Como disse, sou uma pessoa super calma e dificilmente me tiram do sério. Só o namorado, minha mãe e minha irmã são capazes de me tirar do sério. o/

3. O que a sua família faz que te deixa irritado?

Bom, eu fico bastante irritada quando querem dar pitacos na minha vida, me dizendo como agir, o que fazer (coisa que minha mãe adora fazer)... E detesto com todas as forças quando tentam impor a verdade deles, ignorando o que eu sinto. Minha mãe faz isso bastante. ¬¬ 

4. Por qual motivo você e seu namorado(a) mais brigam?

Houve um tempo em que brigávamos muito por qualquer bobagem, geralmente motivos de ciúmes bestas (coisa de gente insegura!— esse cara, era eu!), mas hoje só brigamos por quem fica com a última latinha de cerveja! xD

5. Já brigou com seus amigos?
Por causa do trabalho e da faculdade, me distanciei dos meus amigos, e tenho convivido somente com meu namorado e minha irmã (que acabaram se tornando meus melhor amigos ♥)... Mas já briguei com amigas, sim. :)

6. O que mais te incomoda na internet?
Gente mal informada, mal intencionada, mal educada e péssimos de raciocínio. Chega a me dar um nó na garganta quando leio alguns comentários em notícias. Cheguei a me afastar do facebook por uns 4 meses por conta disso. E, no fim, decidi que o melhor é nem ler os comentários... o que é uma pena, porque sei também que tem muita gente bem intencionada por aí, que poderia me acrescentar algo... mas os outros me fazem tão mal, que tive que escolher ignorar a todos. :\ .

7. Já brigou/bateu em alguém?
Se já briguei? Já, com minhas amigas (e familiares), como disse antes. Se já bati? Também! Duas vezes. Uma na minha amiga...a briga foi feia mesmo, teve até arranhões no rosto (ninguém sangrou, mas ficamos com vergões). Só não lembro o motivo. Mas eu era criança, tinha uns nove anos! haha Com certeza foi por motivo besta... Lembro até que foi à noite, e, algumas horas depois, já tínhamos feito às pazes! xD E teve outra vez que enfiei os dedos nos olhos de uma desconhecida que começou a implicar comigo, num clube. Na verdade, enfiei os dedos nos olhos dela sem querer (estávamos aos tapas), mas isso a fez parar e sair de perto....

Ai, credo, até parece que sou agressiva. Eu juro que sou uma pessoa calma, tá? iauheauiehauiehai Essas foram as únicas vezes, e foi só porque elas começaram. Eu era tão covarde, que quando me insultavam, eu apenas abaixava os olhos... nesses casos, foram só pra me defender mesmo. :3

8. Qual foi a sua última briga/discussão? E por qual motivo?    
Minha última discussão foi com a minha mãe, por motivos que prefiro não citar. Eu discuto bastante com ela, pois ela tem a cabeça meio dura... mas amo ela! ♥

E é isso. Não vou taguear ninguém, porque sei que algumas pessoas não curtem, então, quem quiser fazer a Tag, sinta-se tagueado. :)

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terça-feira, 21 de abril de 2015

Aquarela e a preguiça do feriado



Eu tinha planejado fazer um monte de coisa nesse feriado, mas, no final das contas, acabei não fazendo nada... x.x Está um dia super bonito em Porto Alegre, com temperatura muito agradável, bem típica de Outono, levemente friozinho, com bastante vento, e eu aqui morrendo de preguiça. Detesto! Mas não consigo nem ler, nem assistir nada na tv, e menos ainda escrever ou desenhar...

Resolvi, então, postar aqui essas ilustrações que fiz com aquarela... elas são mais ou menos do mesmo período em que fiz essas daqui, e me dei conta de que ilustrei meninas brincando. Foi totalmente inconsciente, mas gostei do resultado... já tenho em mente mais algumas para fazer. Se a preguiça me permitir, quem sabe, ainda as faço hoje... u.u






O que me deixou mais animada, foi que o namorado disse que faria um porta-lápis desses para mim!♥ Isso me deixou bem empolgada, na verdade, porque minha mesa já está bem atrolhada de canecas (portanto lápis, pincéis e canetas), tomando um espaço absurdo! E um desses na parede cairia muito bem! :)

Fonte da imagem

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Livro: Menino de Ouro



Olá,
Preciso comentar sobre esse livro. É um dos que vai ficar na minha lista de favoritos, por que, até agora, não vi, nem ouvi, falar de outro livro que aborde esse tema como a autora fez (se alguém souber de outro, me avise!).

Sinopse: A família de Max não permitiria nenhum desvio na imagem perfeita que havia construído. Karen, a mãe, é uma advogada renomada, determinada a manter a fachada de boa mãe, esposa e profissional. Steve, o pai, é o exemplo do chefe de família presente em sua comunidade, favorito a um importante cargo público. O ponto fora da curva é Daniel, o caçula, que, para os padrões da família Walker, é “estranho”: não é carinhoso, inteligente ou perfeito como Max. Melhor aluno da escola, capitão do time de futebol, atlético, simpático, sucesso entre as garotas: Max, o primogênito, é o menino de ouro. Ninguém poderia dizer que sua vida não é perfeitamente normal. Ninguém poderia dizer que Max esconde um segredo. Ele é diferente, especial. Max é intersexual: nasceu com os dois conjuntos de cromossomos, XX e XY e, portanto, é menino e menina. Ou nenhum dos dois. É a partir do olhar de cada pessoa que orbita a vida de Max que a autora Abigail Tarttelin compõe a sua narrativa em Menino de Ouro. Cada uma das personagens esboça seu dia a dia, suas inseguranças e conquistas, e, principalmente, seu relacionamento com Max. Apesar da dimensão de seu segredo, Max parece à vontade com sua vida. Seus questionamentos sobre sexo, relacionamentos e até sobre rejeição são tantos quanto um adolescente de 15 anos poderia ter. O cenário muda drasticamente quando Hunter, seu melhor amigo desde a infância, volta do passado e abusa de sua confiança da pior maneira que poderia. No romance, Abigail Tarttelin trata de forma sensível, mas direta, as questões da identidade e do que consideramos “ser normal”. A autora traz à tona questionamentos sobre até que ponto o gênero sexual define uma pessoa e suas relações, por dentro e por fora.

Como a sinopse diz, Max é um rapaz que tem tudo: uma boa educação, uma família exemplar (mãe advogada, pai político), amigos e garotas a sua volta... ele faz parte da elite. Ele é alto, tem olhos azuis, é lindo, esbelto, desejado... Mas ele guarda um segredo que pode e vai destruir sua família. Afinal, ele é intrasexual (ou seja, hermafrodita) com órgãos reprodutores femininos. A análise do seu DNA indica que ele é 50% menino, 50% menina. Um caso raro. Ele é os dois, ao mesmo tempo. Ou ele não é um, nem outro. E ele não tem certeza sobre sua identidade, e não há ninguém com quem possa conversar a respeito. Ele é confuso sobre si mesmo. Mas como se isso não bastasse, algo realmente terrível acontece com ele. :(

Li o livro em dois ou três dias, sob a indicação da minha afilhada Jessica.♥ Quando me dei conta, estava completamente submersa na história que a autoria criou. Max é um menino (ele se identifica como um menino, não gay) muito doce, obediente, dedicado à família e aos estudos. Gosta de jogar futebol e vídeo games, e é amigo de todos. Ele ama seu irmão mais novo e seus pais. Ele parece ser o típico garoto de ouro, perfeito, que todos os pais almejam como filho, e todas as meninas desejam como namorado. Mas ninguém sabe dessa sua condição (além dos pais e um amigo de infância). E há um número considerável de pessoas assim, como ele (talvez não nas mesmas condições sociais), no mundo.

O livro é narrado em diversas perspectivas: a da mãe, do irmão mais novo, dele próprio, do pai, da namorada e da médica. Cada um dá um ponto de vista sobre o que está acontecendo com o menino, o que torna a narrativa mais interessante.

Particularmente, gostei muito mais do Daniel, o irmão mais novo de Max, que vê tudo com naturalidade, e do pai do Max que parece muito mais preocupado com o que o Max quer para si, o que ele pensa, do que a mãe. Não gostei da mãe dele, teve várias vezes que senti raiva dela, por me parecer muito preocupada com o que os outros pensam. Ela se preocupa com a felicidade do filho, sim, mas me pareceu mais amedrontada com relação aos outros, do que com o próprio filho. Ela não pergunta a ele o que ele quer! Ela impões suas crenças e esperanças nele, e ponto.

Enfim, não quero dar muitos spoilers, porque acho que, apesar de um bestseller, ele realmente vale à pena ler. <3 Ele me fez ver algumas coisas com outros olhos.

domingo, 19 de abril de 2015

Buugeng: a dança mágica com objetos de Gustavo Ollitta


Gente, que coisa mais linda é essa??? D:
Alguém postou o vídeo no facebook e, como eu estava meio à toa mesmo, resolvi dar uma bisbilhotada... me encantei com o trabalho desse rapaz — e achei meio desperdício não compartilhar essa lindeza toda aqui!

O nome do moço é Gustavo Ollitta, e ele "manipula com maestria staffs em S (buugengs) e buugengs triplos. A ilusão trazida pelas peças é fantástica, quase mágica. Ele flui, presente."

A música, a fotografia, o ambiente, a dança, o preto e branco, os movimentos... tudo parece se encaixar perfeitamente nesse vídeo! ♥ Não tem como não se apaixonar!

Quem quiser dar mais apoio ao trabalho lindo dele, pode acessar seu canal no youtube e se encantar mais ainda com seus vídeos!





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sábado, 18 de abril de 2015

Ilustraday: Outono



Olá!
Eu já disse que gosto dos fins de semana? Por que eu gosto muito dos fins de semana!♥
Nada como poder pegar uma folga no sábado e relaxar desenhando, ouvindo música. :D
Vi que o Ilustraday escolheu o outono como tema para o mês de Abril (sim, ele saiu meio atrasadinho, mas ainda está valendo!), e resolvi arriscar algo. E acho que acabei me empolgando com o tema; fiz mais de um desenho! hehe. Não sei bem por que, talvez pela cor laranja, mas sempre achei que raposas têm a ver com o outono... Na verdade, gostei de todos, mas achei o último mais apropriado pra mandar para o ilustraday... Enfim, fiz um speedpainting dos dois últimos, que depois vou adicionar ao canal. Ainda preciso editá-los e escolher uma música! ♥ Espero que gostem.





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sexta-feira, 17 de abril de 2015

Tutorial: colocando assinaturas no final de postagens




Olá,
Hoje estou trazendo um tutorial bacana para quem mexe com o blogger. Achei esse vídeo no youtube, super prático e fácil de como colocar assinatura no final da postagem. Eu ainda não criei a minha assinatura com imagem, mas pretendo fazer isso ainda essa semana. Por enquanto, então, vou deixar só os links ali embaixo, que a partir de agora aparecerão nas postagens. :D

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quinta-feira, 16 de abril de 2015

Teru Teru Bozu: Faça amanhã um dia ensolarado














Ontem choveu aqui, em Porto Alegre, e o tempo parece querer continuar a chorar à noite (como ontem fez), e me lembrei desses bonequinhos... Então, fiz um desenho bobo deles, pra ilustrar o post de curiosidade que importei do blog antigo...

Se vocês nunca ouviram, já devem, pelo menos, terem visto em algum lugar esses bonequinhos, né?! Pelo menos, os que curtem animes e mangás...Bom, eles se chamam Teru Teru Bozu. Em japonês, “teru” significa sol e “bozu“, monge budista. Ou seja, eles são o “Monge do Bom Tempo”.

Os Teru teru bozu são bonecos feitos a mão com papel ou pano. De acordo com o wikipedia, os fazendeiros do Japão começaram a prende-los na janela como amuleto, que, supostamente, teria poderes mágicos para trazer bom tempo e prevenir ou parar os dias de chuva. Teru Teru Bozu ficaram populares durante o Período Edo pelas camadas urbanas, em que as crianças faziam os bonequinhos para que o dia seguinte viesse o sol. Hoje em dia, crianças fazem teru-teru-bozu com papel para não chover nos dias de excursão escolar ou de piquenique.



Ele também pode ser pendurado de cabeça para baixo, quando estão pedindo por chuva, e os Teru teru bozus invertidos são tão comuns quando os de cabeça para cima. :)

Existe uma famosa cantiga de roda japonesa associada ao teru teru bozu, e sua versão traduzida seria mais ou menos isso:

Teru-teru-bozu, teru bozu

Faça amanhã um dia ensolarado
Como o céu de um sonho que tive
Se estiver sol eu te darei um sino dourado

Teru-teru-bozu, teru bozu

Faça amanhã um dia ensolarado
Se meu sonho se tornar realidade
Nos beberemos muito vinhos doces feitos de arroz

Teru-teru-bozu, teru bozu

Faça amanhã um dia ensolarado
Mas se chover você estará chorando
Então eu cortarei a sua cabeça com a tesoura

Meio sádico para crianças, né? Mas é como muitas outras cantigas de roda... D:
Dizem que essa música é associada com a história de um monge que prometeu aos fazendeiros parar a chuva e trazer tempo ensolarado em um tempo em que a chuva estava destruindo a plantação de arroz. Quando o monge não conseguiu trazer o dia ensolarado foi executado. Vários historiadores japoneses discordam com essa versão da história. Provavelmente "bozu" é o nome que se refere não aos monges budistas atuais, mas aos que tinham a cabeça raspada (como a do boneco), e "teru teru" é uma brincadeira em relação com o brilho do sol na cabeça raspada deles (por que teru pode também significar "brilho").

Eu ainda vou fazer um bonequinho desses para deixar pendurado na minha janela! :3 e o meu vai ter cabelinhos, sim u.u

quarta-feira, 15 de abril de 2015

incubadas

 Estranho o suficiente, ou não, no dia do desenhista (hoje o/) trouxe essas duas ilustrações de meninas incubadas. Não faço a menor ideia do que isso pode significar, mas está aí. :) Feliz dia para todos os desenhistas, artistas, ilustradores. :) Profissionais e amadores. E que não parem nunca de desenhar. <3

Desabafo: o que é ser humano?



Às vezes sinto uma inquietação inexplicável. Vontade de fazer tudo e nada, ao mesmo tempo. Vontade de salvar o mundo inteiro, e salvar somente a mim. E, às vezes, não tenho vontade de salvar ninguém, nem mesmo a mim. É estranho, eu sei. "Falta humanidade em muitos de nós" — ouvi alguém dizer. Não sei bem qual é a etimologia da palavra, mas pressuponho que humanidade vem de "humano". Mas não sei bem o que isso significa. Quando ouço isso, tenho a impressão de que a pessoa está dizendo que está nos faltando bondade (como se o ser humano fosse bom: humanidade = humano = bom).

Mas o ser humano é naturalmente mau. Basta observar crianças, elas são as criaturas mais puras, sem conhecimento de mundo, e com expressões tão lógicas e claras, e mesmo assim são mesquinhas, egoístas, violentas e egocêntricas. Se não fosse pela educação herdada de nossos pais, avós, bisavós, tataravós; se não fossem pelas regras ditadas pela sociedade (leiam o caso desta moça e tirem suas conclusões)... acredito que o mundo estaria em puro caos. Então, o que é ser humano? O que é essa humanidade que nos falta? Quem somos nós, o que somos nós? O que é natural, e o que não é natural?

Acho que transformações nos faz nos sentir assim, pensativos...

segunda-feira, 13 de abril de 2015

Livro: Claros Sinais de Loucura

 
Sinopse: Você nunca conheceu ninguém como Sarah Nelson. Enquanto a maioria dos amigos adora Harry Potter, ela passa o tempo escrevendo cartas para Atticus Finch, o advogado de O sol é para todos. Coleciona palavras-problema em um diário, tem uma planta como melhor amiga e vive tentando achar em si mesma sinais de que está ficando louca. Não é à toa: a mãe tentou afogá-la e ao irmão quando eles tinham apenas dois anos, e desde então mora em uma instituição psiquiátrica. O pai tornou-se alcoólatra. Prestes a completar doze anos, Sarah sente falta de um pai mais presente e das experiências que não viveu com a mãe, está preocupada com a árvore genealógica que fará na escola e ansiosa porque seu primeiro beijo de língua ainda não aconteceu. Tragédia e humor combinam-se de forma magistral nesta incrível história sobre a aventura que é crescer.

Quando comprei Louco aos Poucos, levei junto comigo Claro Sinais de Loucura, só pelo anseio de ler alguma coisa louca.. O primeiro, até que se superou, mas esse, nem tanto. Não foi o que eu esperava. Mas mesmo assim, não foi ruim.

Sarah e seu pai vivem se mudando de cidade, por causa de um terrível incidente que aconteceu quando ela tinha dois anos... Bem, sua mãe tentou matá-la, levando seu irmão gêmeo para o túmulo. Desde então, sua família não consegue se estabelecer num local, sempre assombrados pelo fantasma do passado. Por causa disso, seu pai se entrega para a bebida, é seu modo de esquecer o que aconteceu, mas, sem querer, acabou se afastando da filha. A mãe de Sarah, comedida pelo gene da loucura, faz parte de praticamente todos os pensamentos da menina. E Sarah teme ter herdado esse gene, desconfiando de todos os seus atos. Só que a verdade é que ela é uma "garotinha" de onze anos, passando por uma transformação pessoal que a deixa meio confusa, meio perdida. Como se viver mudando de residência já não fosse ruim o suficiente para um menina que foi criada apenas pelo pai. E de "garotinha", se vê passando para uma quase mulher — que agora menstrua, usa maquiagens e se interessa por meninos. E sua mãe, onde está nesses momentos difíceis, nesses momentos de transformação? Mas ela sabe que "uma pergunta bem feita mostra mais inteligência e interesse do que dois parágrafos de falatório"(pág 102) e por isso guarda para si essas dúvidas. Aliás, ela duvida que exista mais alguém no mundo que consiga guardar na cabeça tantas dúvidas quando ela.

Mas Sarah é madura, madura até demais para a sua idade, e consegue superar suas dificuldades. E seu pai, um professor acadêmico de história, leitor de Shakespeare e cuidadoso com as palavras, provavelmente é o grande responsável pela maturidade prematura da menina. Seu pai e sua paixão por livros. Graças a eles, ela coleciona palavras e escreve num diário, além de falar com uma planta (um dos claros sinais de que pode ser louca como a mãe).

Realmente não há muito mais o que falar sobre o livro sem acabar dando mais spoilers, além do fato de que este livro é mais um que se embebeda de intertextualidades — algo que parece estar virando moda entre os autores da atualidade. Para mim, soa como uma fraca tentativa de querer parecer mais do que ele realmente é. Apesar disso, eu não diria que ele é um livro ruim. Pelo contrário, depois que percebi que ele não era o que eu esperava que fosse — sim, me decepcionei, ainda mais pelo enredo parado, sem muitas ações, sem muitos acontecimentos. E a personagem passa a maior parte do tempo narrando seus pensamentos, e entre cartas a um personagem de ficção (uma ideia que achei muito legal, até). Portanto, cheguei até a cogitar largar o livro... Mas persisti e, depois da metade do livro, voltei a me empolgar com Sarah ao perceber que a personagem estava amadurecendo mesmo.

Sarah, na verdade, é uma menina com muita sensibilidade e perspicácia. Ela nota as pequenas coisas da vida. Ela sente o que nem mesmo muito adultos conseguem sentir. No fundo, ela apenas quer levar uma vida calma, tranquila, e encontrar a felicidade, "alguém que fique tão feliz em vê-la, que tire seus pés do chão" (pág. 236). E essa pessoa, de fato, está lá, o tempo todo, sem que ela perceba.

E essa foi a melhor frase que encontrei no livro: "A arte pertence ao mundo, como as nuvens e a chuva." (pág. 234) ♥

terça-feira, 7 de abril de 2015

Studio Ghibli e seus filmes mágicos



Hoje resolvi trazer uma super indicação de filmes de animação japonesa para quem curte bom filme, boas histórias e mundos mágicos cheios de aventura e imaginação! ♥♥

Mas, antes, quero apresentar o Studio Ghibli, responsável pela produção dessas super obras que vou mencionar depois, porque não há como falar dos filmes sem citar o estúdio. É o mesmo que falar dos filmes de ação americanos sem relacioná-los a Hollywood. Só que a Ghibli é muito melhor, é claro. Ela é como a Disney do Japão, só que muito melhor.

Antes, deixe-me esclarecer que eu não trouxe esse post de graça, apenas para encher linguiça, ok?! Eu trouxe porque realmente sou fã dos filmes deste estúdio, embora não tenha assistido a todos, ainda, mas vi a maioria. Garanto a todos que são filmes maravilhosos, mágicos, e que com certeza vão ficar na memória por muitos e muitos anos! ♥♥♥

Bom, continuando, de acordo com as informações do Wikipedia, o Ghibli está sediado no bairro Koganei, em Tóquio, e foi fundado em 1985 por Hayao Miyazaki, Isao Takahata, Toshio Suzuki e Yasuyoshi Tokuma, logo após o sucesso de Kaze no Tani no Nausicaä no ano anterior. O estúdio já produziu 20 filmes de animação, sendo o primeiro Tenkû no Shiro Rapyuta, lançado em 1986, e o mais recente Kaguya-Hime no Monogatari, lançado em 2013.

A atual marca da empresa é representada por um dos seus personagens, o Totoro, do filme lançado em 1988. Além de todo o sucesso que eles fazem pelo mundo inteiro, em 2001 foi inaugurado o Museu Ghibli, dedicado as obras do estúdio. Vale lembrar que o filme Kaze Tachinu, de 2013, foi nomeado pelo Chicago Critics (CFCA) e Critics’ Choice Awards (BFCA) para as categorias de Melhor Animação e Melhor filme em língua Estrangeira. Além disso, a animação foi indicada ao Oscar 2014. Eu não tenho certeza, mas ouvi dizer que é a primeira vez que uma animação japonesa é indicada ao globo de ouro! Enfim, parece que o filme levou cinco anos para ser produzido e, dizem as línguas que ele é bem diferente do que o mestre costuma produzir.


Bom, aqui abaixo vai a lista de filmes produzidos por eles. Os que contém um "♥" são os que marquei como já vistos por mim.

Filmes Ghibli

1986 – Laputa: O Castelo no Céu ♥
1988 – Meu vizinho Totoro ♥
1988 – Túmulo dos Vagalumes ♥
1989 – O Serviço de Entregas de Kiki ♥
1991 – Only Yesterday ♥
1992 – Porco Rosso
1993 – Ocean Waves ♥
1994 – Pom Poko
1995 - Whisper of the Heart ♥
1997 – Princesa Mononoke ♥
1999 – Meus vizinhos Os Yamadas
2001 – A Viagem de Chihiro ♥
2002 - O Retorno dos Gatos ♥
2004 – O Castelo Animado ♥ (meu favorito!♥)
2006 – Contos de Terramar
2008 – Ponyo ♥
2010 – Karigurashi no Arrietty
2011 – Kokuriko-Zaka Kara
2013 – Kaze Tachinu
2013 – Kaguya Hime no Monogatari
2014 – Omoide no Maanii

Fonte: StudioGhibli



Agora, conheçam o criador de alguns dos mundos mais incríveis que se pode encontrar nas telas: Hayao Miyazaki. ♥ Além desses mundos, foram personagens inspiradores e histórias emocionantes que o Studio Ghibli produziu.

Gostei muito da descrição que o Wikipedia trás sobre as obras dele:

"Os filmes do Miyazaki usam temas recorrentes como a relação da humanidade com a natureza e tecnologia, e a dificuldade de manter uma ética pacifista. Nos seus filmes, ele costuma retratar os protagonistas como meninas fortes e independentes ou jovens mulheres. Outra característica comum é que a grande parte da sua obra cinematográfica prende-se com os antagonistas, que são apresentados como seres moralmente ambíguos e com algumas qualidades redentoras." — e realmente, os filmes dele são tudo isso, e muito mais!

Aqui vai a listinha (ela é pequena mesmo, porque foram poucos) dos filmes que ele produziu antes de criar o estúdio.

1968 – Horus: O Príncipe do Sol
1972 – Panda! Go, Panda!
1979 – Lupin III: O Castelo de Cagliostro
1984 – Nausicaä do Vale do Vento

E é isso, assistam aos filmes e não se arrependam!
Aqui embaixo, a minha versão da Kiki, do "O Serviço de Entregas de Kiki" ♥

segunda-feira, 6 de abril de 2015

Minhas encomendas da Moon



Olá! Hoje vim fazer propaganda, porque essa merece. ♥♥

Se vocês não conhecem a lojinha de estampas de camisetas da Andressa, do Sábado Chuvoso, recomendo que vá bisbilhotar agora mesmo! *_* Eu encomendei uma para mim e outra para o namorado, e hoje elas chegaram! ♥

E vejam só que amor, ela ainda me mandou uma cartinha fofa (escrita à mão ♥)  de agradecimento, e ainda teve mais o cuidado de me mandar instruções de manuseio das camisetas! Além disso, ela me mandou de brinde uma edição do Ouran Host Club!!! ♥♥♥♥♥♥ Quando abri a caixa e vi, quase pulei de alegria, porque o número cinco era um dos que estavam me faltando!!! Parece até coisa do destino! XD Eu tinha comprado a coleção num sebo, mas faltavam esse e os últimos. T_T Ele ficou lindo, na coleção! xD



Mas voltando às camisetas, elas ficaram perfeitas (principalmente a do Opeth, que deve ter dado uma trabalheira desgraçada, mas ficou direitinho ♥)! Além das imagens que eu queria estampadas, enviei para Andressa as medidas das camisas, e ela as conseguiu no tamanho certinho! ♥ Eu e o namorado gostamos muito! Vale muito à pena encomendar dela, que fez com todo carinho e cuidado! ♥ MUITO obrigada mesmo, Andressa! ♥ ♥ ♥


Só não reparem na bagunça do quarto, pois nos mudamos há pouco tempo e ainda não arrumamos tudo T_T

domingo, 5 de abril de 2015

Feliz páscoa

Olá! Feliz páscoa, para quem comemora. :)

No ano passado, eu havia feito um desenho para a páscoa também, que vocês podem conferir aqui, e tem o que fiz em 2010, que vocês conferem aqui. A diferença é bem grande. :3

Quero aproveitar o post para mostrar mais alguns exercícios que andei fazendo com a aquarela. Eu deveria estar fazendo trabalhos para a faculdade, mas sabe quando até o mosquito te picando é mais interessante? T_T Pois é...

Até que estou curtindo o progresso que estou fazendo com a aquarela. Sinto que aos poucos estamos nos tornando mais amigas. Mas ainda falta um pouco mais de intimidade entre nós, para conciliar bem nossa relação ♥ hehe. Ainda preciso melhorar a pintura da pele delas.


quarta-feira, 1 de abril de 2015

calendario de abril e a minha lojinha

Olá!
Ufa, só eu achei que o mês de Março parecia infinito? O.o Custou a passar, hein... Enfim, trouxe o calendário do mês de Abril que, na verdade, já estava pronto desde a metade de Março.. hehe. O que acharam? Lembrando que para ver a imagem em tamanho maior, basta clicar na imagem e salvá-la na sua área de trabalho! ♥

Além disso, muito feliz, vim anunciar que, finalmente, abri a minha lojinha de produtos na Colab55.♥ Por enquanto, há somente três artes mesmo, mas ao longo do mês vou colocando mais. Além disso, vocês podem me solicitar uma arte para colocar lá ou, se preferirem mandar fazer por si mesmos, também podem me solicitar apenas a arte. :)  Mas, antes, peço para que vocês deem uma olhada nos termos e condições que escrevi no link lá em cima, lojinha para evitarmos confusões. :)

Para qualquer dúvida ou sugestão, podem entrar em contato comigo pelos comentários aqui, ou nos campos da coluna ao lado, ou simplesmente me enviem um email. :)

Agora falando um pouco mais sobre a Colab55, os produtos deles são muito bons, com ótimas qualidades. Por enquanto, fiz arte para cases de celulares (que servem para alguns modelos de iphone, galaxy e LG G3). As canecas são "em cerâmica premium com alça anti-térmica e comportam 300ml da sua bebida favorita, quente ou gelada". ♥ As almofadas, gente, "se você quiser, acompanha enchimento anti-alérgico" e ainda podem ser impressas em ambos os lados. ♥ ♥ E os adesivos, que achei mais legal de todos, "são impressos em vinil fosco e recortados eletronicamente. Chegam pra você em pacotinhos de 5 unidades". ♥♥♥ Além disso, o site aceita parcelamentos de até 4x. Fiquem atentos às promoções de fretes e produtos. ♥

Eu ainda não pedi as minhas amostras, mas assim que as obtiver postarei imagens aqui! :)



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