segunda-feira, 9 de março de 2015

mangá: Usagi Drop

Olá, hoje resolvi trazer para cá mais um mangá que estou lendo. Esse mangás super fofo!♥

Ele ainda está sendo publicado aqui no Brasil, a terceira edição acabou de sair nas bancas, mas eu já o tinha lido em inglês antes, então, acho que já posso falar sobre ele...
Por aqui, é a editora Newpop quem o está trazendo com impressões impecáveis, em folhas de ofício. Ele custa R$ 19,90, mas além de vir bimestralmente (o que te dá uma chance a uma folguinha por mês), cada edição tem em torno de 200 páginas, com algumas coloridas. <3 Acho que vale muito à pena, não só por isso, é claro.

Sinopse: No funeral de seu avô, o solteirão Daikichi Kawachi acaba descobrindo que o velho tinha uma amante e, mais ainda, juntos tiveram uma filha, a pequena Rin! O resto da família fica chocada e ninguém pretende ser responsável pela menina. Irado com o descaso familiar, Daikichi resolve tomar a guarda da garota e passa a cuidar dela sozinho. Mas criar uma criança não é trabalho fácil e ele passa a repensar sua vida e – mais ainda – considerar os sacrifícios que fará pelo bem da Rin.

O mangá foi sucesso no Japão, tendo a história recontada numa adaptação em uma série animada, além de um filme com o maravilindo Kenichi Matsuyama no papel de Daikichi. <3

Como a sinopse já diz, Daikichi é um solteirão de 30 anos que nunca casou-se, nem teve filhos. Mas, então, de repente, ele se vê abrigando uma menina de 6 anos em sua casa — graças ao seu bom senso de justiça. De repente, ele está procurando por escolas onde possa matricular a menina. De repente, ele está indo atrás de lojas de roupas infantis, lojas de brinquedos, procurando receitas saudáveis, aprendendo a prender cabelo em rabo de cavalo, lendo histórias... Pois imagine, a cabeça de uma criança já é bem confusa com o bombardeio de informações complicadas que recebe todos os dias, vindo de todos os lados, para então descobrir que uma das poucas pessoas com quem convivia não estava mais ali, ao seu lado. De repente, ela estava completamente sozinha no mundo, deprimida, sem conseguir entender o que deveria fazer agora... Ela se fechou em seu mundo, falava muito pouco, não sentia mais estímulos para brincar. E Daikichi simplesmente não podia deixá-la. :)

Não vou entrar muito em detalhes sobre a relação que ela tinha com o velho, nem a relação do Daikichi com ele, ou com seus pais, até porque o que realmente importa é a relação que ele acaba construindo com essa menina, que até então lhe era uma completa estranha. Pois é isso que o mangá trata, com bastante reflexões a cerca do que é ser um pai solteiro, o que é educar e criar uma criança, estando completamente sozinho.

Não é nada fácil. Esses dias, não me lembro agora onde, provavelmente no facebook, li o seguinte comentário "uma coisa é ter um filho; outra, completamente diferente, é ser um pai.". E acho que é exatamente isso o que a autora dessa história quer nos passar. Ter uma criança muda completamente tudo. Sua rotina muda, seus hábitos mudam, sua maneira de pensar muda, suas amizades mudam... Ele é forçado a abrir mão de muitas coisas, mas descobre que tudo isso vale a pena ao ver que a menina está feliz, se desenvolvendo muito bem. Por que Daikichi se importa com a Rin, e faz questão de estar presente na vida dela. Ele fica constantemente pensando no que é melhor para ela, no bem estar dela, como todo pai preocupado com seu filho deve fazer. Tudo o que ele faz, de repente, parece ter um propósito, um motivo. E isso é uma das coisas que achei mais bacana da história. Quase me dá vontade de ter filhos. Quase. Hehe.

Mais tarde, Daikichi acaba descobrindo quem é a mãe da menina, e leva um choque ao descobrir que ela é praticamente uma menina também. Quero dizer, muito nova, imatura. E começa a se questionar o que faz uma mãe ou pai abandonar o seu filho. Se é mesmo por falta de amor, se é só por dinheiro... Por que, com o tempo, ele percebe o quão difícil é realmente ter um filho, e percebe que não deve julgá-los, afinal, nem ele sabe a resposta para a questão: "o que é pior, abandonar um filho ou o criar mal"?Acho que essa é uma questão bem pertinente. Se por um lado é terrível crescer sem os pais, por outro, talvez até pior, é crescer tendo pais horríveis que negligenciam seus filhos.

Agora falando sobre o mangá em si, a autora tem um traço bem simples, mas muito fofo. Não sei se é por que com o tempo a gente acaba se habituando aos traços do autor que está lendo, mas eu achei os desenhos até mesmo condizentes com a história. Acho bom que seja simples (sem ser infantil), por se tratar de uma história que, apesar de não ser para crianças, fala de crianças. E, de certa forma, torna a leitura mais prazerosa. Na minha humilde opinião, é claro.

Enfim, está aí meus comentários. Sou apaixonada por essa história, acho ela super gostosa de ler. É do tipo que me fez pegar as primeiras páginas para só largar quando dissecasse todo o volume! Super recomendo o mangá para quem não o conhecia.

Mais alguém lê ele? :)




E aqui uma pequena fanart que fiz da fofinha da Rin, com base na capa do terceiro volume! <3

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