segunda-feira, 30 de março de 2015

ilustração: passarinhos em aquarela



Olá!
Num post anterior, mostrei pra vocês uns exercícios que fiz usando aquarela. Pois bem, gostei do resultado e resolvi ir um pouco mais além: agora com passarinhos ♥. Também curti o resultado, que vocês podem conferir mais abaixo. :) De novo, usei a folha em tamanho A5, e fiz alguns ajustes com nanquim colorido. O que acharam?










livro: louco aos poucos



SINOPSE : Cameron Smith tem 16 anos e foi diagnosticado com a chamada "doença da vaca louca". Ele vai morrer. Um encontro com Dulcie, uma garota-anja-punk, o convence a partir em busca da cura. De quebra, ele terá apenas de salvar o mundo. Como ajudantes, terá Gonzo, um garoto anão neurótico, e Balder, um deus viking aprisionado no corpo de um gnomo de jardim. Junte-se a eles numa viagem repleta de questões profundas - e rasas também - que mostram que a vida não passa de uma jornada psicodélica que vale a pena.
Pelo título, já dá para imaginar a viagem que deve ser o livro. E, então, você lê a sinopse, e tem certeza de que é algo completamente fora da casinha. Hehe. Confesso que comprei o livro pela parte cômica que ele prometia, mas não sei é o meu humor que anda meio exigente mesmo, e não me permitiu a tantas gargalhadas como li alguns comentarem... mas o fato é que não achei ele tudo isso, nesse quesito. Houve cenas em que ri, sim, mas não de dar gargalhadas. :/ Mas o livro tem vários elementos interessantes que me fazia sempre prosseguir — que comentarei mais adiante.

Bom, primeiro, vou falar sobre um aspecto que achei inusitado no livro. Para cada capítulo, há uma pequena descrição (ou introdução) do que o leitor pode esperar dele. Eu, pelo menos, nunca tinha visto isso antes. O capítulo um, por exemplo, tem o seguinte: "em que eu me apresento" — o que já me deixou meio "bolada" pensando que seria algo do tipo "olá, meu nome é Fulaninnho, sou assim, assim e assado". Acho isso um pé no saco. Há muitas maneiras mais interessantes de se apresentar o personagem. Então, quando comecei a ler ele, minhas expectativas já foram murchando. Felizmente, a autora não cometeu esse pecado. Na verdade, essas pequenas descrições/ introduções são bem sucintas, e não entregam o ouro que cada capítulo pode conter.

Prosseguindo, então, a história começa com Cameron contando como ele achava que iria morrer (num parque da Disney, quando era criança) — o que é interessante, tendo em vista que o resto do livro nos conta exatamente como ele pode, de fato, morrer. Depois, ficamos sabendo que o pai dele é físico e sua mãe uma professora meio relapsa de História (informações importantes para a história) e sua irmã uma garota popular, boa em tudo o que faz. Na verdade, Cameron é o típico loser, sem habilidade alguma, sem atrativo algum, daqueles que é sempre excluído pela turma da escola. Até aí, um monte de clichês dos quais estamos habituados a ler. Mas, então, lá pelas tantas, Cameron começa a desenvolver alguns sintomas estranhos, como espasmos esporádicos. A coisa vai piorando, a família acha que ele está usando drogas, até que ele finalmente é diagnosticado com a tal doença da vaca louca (tecnicamente chamada de Creutzfeldt-Jakob) — que não tem cura. Assim, ele é obrigado a se internar num hospital para receber um tratamento que irá apenas prolongar um pouco mais seu "prazo de validade". Com a notícia sobre sua condição, de repente, todo mundo a sua volta muda de atitude com relação a ele. Pena, compaixão, solidariedade, sorrisos falsos de gente que nunca se importou com ele... Aí, no hospital, ele conhece Gonzo, um jovem anão com sérios problemas psicológicos, no meu ponto de vista. Afinal, o guri não consegue viver longe da mãe, é cheio de neuroses (que mais tarde, até parece que a autora esqueceu disso), asmático e desconfiado. E ao que me pareceu, a mãe é a fonte dos seus problemas. Quero dizer, já deve ser bem complicado ser um anão nesse mundo, e ainda ter que conviver com uma mãe que liga de cinco em cinco minutos para ver se o filho não morreu com algum infecção, é pra lá de preocupante... Contudo, para aliviar tudo isso, acho eu, Gonzo é inteligente, engraçado, meio nerd e perspicaz. Sem ele, realmente, a viagem não teria sido a mesma...

Depois tem a Dulcie, um anja meio maluca, que os guia em sua jornada dando dicas e pistas enigmáticas. Ela aparece quando quer, e ainda arruma confusão. E não só isso, ela diz que há alguém que pode salvar o Cameron, e de leva, o menino salvaria o mundo de uma grande catástrofe. Mas, para isso, Cameron deve levar Gonzo em sua viagem, e não contar nada para seus pais.

Mais tarde, aparece Balder, um Deus Viking encarnado num gnomo de jardim que ganha vida (e trás um toque bacana de mitologia nórdica). Pois é. Uma viagem total. Cameron vê gigantes de fogo, passa por um grupo de auto-ajuda, viaja no tempo, explode um cafeteria, encontra cientistas malucos, uma árvore dos desejos, é procurado pela polícia como terrorista e mais o diabo à quatro. Parece até que o guri fumou meias com chulé e cheirou peido! Apesar dessa meleca toda, achei a história bem contada, bem estruturada, com uma boa narrativa. Teve até uma cena em que a autora tentou trabalhar com a sinestesia visual, imitando cenas de filme — quero dizer, dá pra ver que a mulher trabalhou bastante nessa história, além das quase 600 páginas! É bem verdade que teve vezes que a linguagem coloquial me irritou um pouco, mas entendo que o livro é para o público infanto-juvenil.

Também gosto do toque musical que a autora deu. Não é como em As Vantagens de ser Invisível, que apenas há citações de música, aqui ela dá uma importância incrível à música, como se ela fosse a chave para todos os mistérios do universo. E ela ainda criou um músico chamado o "Grande Tremolo" (que na verdade, tremolo é a repetição rápida de uma nota ou uma alternância rápida entre duas ou mais notas musicais, segundo o Wikipedia), do qual Cameron é muito fã, que canta em português com flautas e ukelele. :)

Enfim, ademais, o livro está cheio de referências, que vai desde Dom Quixote (que ainda ei de ler!), passa por jazz, até física quântica. Afinal, nada mais louco do que tentar explicar a física quântica, né?! Aliás, acho que a autora foi bem criativa nesse ponto, pois ela usou vários elementos da física para desenvolver a história maluca. Por exemplo, Interpretação de Copenhagen, que se transforma num grupo musical que Camaron também é fã, e mais tarde sua música se torna chave para o problema dele; tem o Gato de Schrodinger que aparece como um gato de estimação mesmo; até o Calabi Yau como um souvenir. Eu precisei pesquisar na internet o que são cada um deles, porque realmente desconhecia. E achei tão complicado de entender, que me deu um nó. Exatas não é para mim. De qualquer forma, são coisas que enriqueceram a trama, a tal ponto que me faz pensar que, no final das contas, o livro é sobre o poder da física sobre nossas vidas, sobre as possibilidades das coisas que não vemos, e não conhecemos, sobre o que fazemos com a nossa vida nessa curta passagem pelo mundo...

"Porque devemos morrer, quando tudo em nós nasceu para viver?" — página 404.

Ah, mais uma coisa, (e aqui vai um grande spoiler, apesar de que está mais para uma suposição minha...) lembram que mencionei no início sobre o fato de o pai dele ser físico importante? Acho que, no fundo, o menino tinha algum problema a resolver com ele, e por isso acabou viajando nessa questão da física quântica. Por que seu pai era um workaholic, do tipo que as vezes negligenciava os filhos. E Balder, como o elemento histórico que entra na trama, representa a mãe dele.

Para finalizar, outra coisa que me chamou a atenção para o livro foi a arte da capa, lomba, orelha, folha de rosto e a ultima página. Esse é o primeiro livro que leio da Editora iD e me deixou bastante contente nessa parte gráfica. Eles produziram pequenos ícones para representar os personagens, e que foram colocados nessas áreas. Só acho que poderiam ter sido um pouco mais ousados, e utilizado eles nas páginas também, ou pelo menos nas aberturas dos capítulos, já que são elementos bem importantes e que fazem relação com a história. Uma pena que não fizeram isso.

Enfim, espero não ter dado spoilers demais. Na verdade, eu li várias críticas negativas sobre o livro, mas nenhuma delas comentava sobre essas questões da física quântica e a importância da música na trama, talvez por não terem captado. Então, quis mostrar um ponto de vista mais positivo sobre o livro, porque realmente gostei dele, do início ao fim (embora o final tenha sido bem previsível, eu me surpreendi com o quanto gostei dele. E apesar de este não ser o tipo de livro que me faça querer ler mais de uma vez...).

sábado, 28 de março de 2015

Inspirada em florais

Eu já disse que sou péssima pra títulos? Por que sou péssima pra títulos. x.x
Enfim, aqui está o desenho finalizado do post anterior. Passei a noite toda finalizando ele. Eu gostei bastante do conjunto, olhando em sua totalidade as cores e composição, mas analisando as partes, nem tanto. :/ Principalmente o cabelo. Talvez eu devesse ter usando uma outra mídia (fiz com lápis aquarela)... De qualquer forma, foi um bom exercício. :)


 E aqui embaixo estão uns exercícios que fiz hoje de manhã com aquarela, num papel mais liso. A Camila havia sugerido que eu tentasse desenhar flores e, bem, me senti tentada a fazer isso. E foi bem legal, hein?! As folhas estão em tamanho A6, pois achei que seria mais fácil de trabalhar num espaço menor. E apesar desse papel que usei ser de baixa qualidade (ele esfarela com facilidade na água, ou até mesmo com a borracha), eu senti que tinha mais controle sobre a tinta... O.o Mas gostei bastante do resultado final de todas elas. :)






quinta-feira, 26 de março de 2015

Dark as my humor

Não sei se foi o tempo cinzento, trazendo um pouco de frio tanto para o tempo quanto para a alma, mas hoje (assim como em vários dias) me senti um pouco "blue" e inspirada a desenhar algo um pouco mais "obscuro". Na verdade, não é de agora, às vezes me pego desenhando coisas assim, meio melancólicas, meio sombrias... Minha mãe, uma vez, me disse para "desenhar coisas alegres" por que as pessoas gostam de olhar para coisas alegres. Mas tem dias, acredito eu, que também enamoramos o obscuro, o dark. E falando nisso, me lembrei que já ouvi dizer que é na tristeza que os artistas desenvolvem suas melhores obras. Não sei se concordo com isso, mas de fato é quando me sinto mais impulsionada a desenhar (sem falar que não me considero uma artista, ainda)...

Gosto do inverno, mas esse tempinho cinzento, sem cor, sem vida, me deixa sempre pra baixo. Pobre dos ingleses. O que me deixou feliz foi que pude almoçar com o namorado ♥ hoje, e ainda comprei esses dois mangás, volumes únicos. "Croquis" — sobre arte ♥, mas que foca no romance entre os dois protagonistas (temática gay); e "Só você pode ouvir" — sobre uma menina com dificuldades de se comunicar.



Além disso, comecei a trabalhar num desenho com aquarela (tinta e lápis) e nanquim colorido, numa folha A3 — sobra do material da época em que eu cursava Design Gráfico. Nunca pensei que fosse reutilizá-los. Mas depois de ver as obras lindas da Lidiane para a exposição dela, confesso me senti tentada a usá-los. Afinal, aquelas folhas foram usadas apenas para desenhar carros, cadeiras e cubos. ¬¬ Merecem algo mais. Enfim, depois, colocarei aqui o resultado final. :)


quarta-feira, 25 de março de 2015

Quadrinhos

Ontem, como não tive aula, passei a noite toda trabalhando nesses quadrinhos. Comprei essas moldurinhas lindas nas Americanas, por um preço muito bom — R$ 9,90, cada. *_* Na loja tinha esse modelo de moldura com outras cores (laranja, verde e amarelo neon), mas preferi ficar com o básico preto e branco. Estou pensando em colocá-los à venda, mas ainda não tenho certeza sobre a arte. Fiz elas usando aquarela (que ainda preciso melhorar muito) sobre papel canson para aquarela mesmo, naquim coloridos, caneta gel dourada e prateada, além de caneta hidrocor.

Sempre que eu uso esses materiais, fico comparando o que faço com o que poderia ficar se tivesse feito digitalmente, por que sei ficaria muito melhor (no sentido que me sinto mais segura colorindo digitalmente, isto é). T_T Mas vamos ver...

Edit: esqueci de dizer que, na verdade, uma delas eu já tinha feito digitalmente. Só as outras que não. Coloquei a imagem dela digital, mais a baixo pra vocês verem.





E essa é a versão digital que eu tinha feito.


terça-feira, 24 de março de 2015

Speedpainting de Paprika


Como prometido, meu segundo vídeo. Aqui, vocês verão mais ou menos como é o processo que uso para colorir no Photoshop CS5. Lembrando que esse é apenas uma forma, pois existem inúmeras maneiras de colorir usando o software.

Bom, vocês vão ver também que algumas "camadas" já estavam prontas, pois eu já tenho salvo arquivos modelos para cada coisa que faço: um para ilustrações, outro para papéis de parede, outro modelo para cada um dos meus projetos, e por aí vai. Em cada um deles, há tamanhos de "folha" diferentes, texturas diferentes... Então, para esta ilustração, eu já tinha duas camadas com texturas diferentes, uma com a minha assinatura, outra com o endereço do blog, e outra camada colorida que vai por cima de todas para dar um toque a mais nas cores, que sempre uso.

Como dá um pouquinho de trabalho de fazer o vídeo, acho que vou ficar com a meta de um vídeo por semana... :/ Enfim, a trilha sonora, desta vez, foi do anime Death Note que, à propósito, ADORO (tanto o anime/mangá quanto as músicas)!

A ilustração que escolhi para mostrar para vocês é uma fanart que fiz ontem mesmo, do filme Paprika, que comentei no post anterior. Espero que gostem do vídeo. Se tiverem alguma sugestão ou dúvida, é só mandar nos comentários que responderei, sem problema algum! ;)

segunda-feira, 23 de março de 2015

Filme: Paprika 2006



Olá!

Esse post fazia parte de um dos posts do meu antigo blog. E resolvi repostá-lo hoje aqui porque revi o filme ontem, e lembrei do quanto havia gostado dele. Paprika é MARAVILHOSO. E é mais maravilhoso do que eu possa entender.

Saca só a sinopse: num futuro próximo, o Dr. Tokita inventa um poderoso aparelho chamado DC-Mini, que torna possível o acesso aos sonhos das pessoas. Sua colega, a Dra. Atsuko Chiba, psicoterapeuta e pesquisadora de ponta, desenvolve um tratamento psiquiátrico revolucionário a partir do aparelho. Mas, antes de seu uso ser sancionado pelo governo, o DC-Mini é roubado. Quando vários dos pesquisadores do laboratório começam a enlouquecer e a sonhar em estado de vigília, Atsuko assume seu alter-ego, Paprika, a bela detetive de sonhos, para mergulhar no mundo do inconsciente e descobrir quem está por trás da tragédia.

O filme foi lançado em 2006 em animação, mas é baseado num romance de 1993, do japonês Yasutaka Tsutsui. Aqui no Brasil, ele foi lançado diretamente em DVD.

Bom, daqui em diante seguem minhas humildes observações a respeito do filme. Digo humilde porque ele é complexo, e não é para crianças. É um tanto psicodélico e cheio de referências, não apenas cinematográficas, mas também religiosas, históricas, políticas e psicanalistas. Fora as referências orientais que, eu, como ocidental, não tenho conhecimentos para reconhecê-los e compreender seus papéis no filme. Mesmo assim, não deixa de ser encantador. É um filme para quem gosta de observar e raciocinar, é um filme para os olhos e a mente, porque há muitas mensagens na tela. Vi-o apenas uma vez, e já digo com certeza que precisa ser visto mais vezes para poder captar todos os detalhes.

Pela sinopse, vocês devem pensar "opa, mas já vi isso antes". Antes, não, tecnicamente, já que o Paprika é quem veio antes. Vi o Inception (A Origem, em português) há um tempo atrás, e confesso que precisava vê-lo mais uma vez para entender bem a história, porque algumas coisas ficaram confusas na minha cabeça. Mas sem ele eu não teria entendido o Paprika como o entendi. Imagino que se eu tivesse feito o inverso, o mesmo teria acontecido. E esses dias, então, fiquei sabendo que ele era, na verdade, mais ou menos plágio deste.

Mas diferentemente do Inception, Paprika é muito mais mágico. Sim, eu diria que este é um filme mágico, recheado de efeitos fantásticos, fantasiosos, cheio de maluquices que podem nos confundir no início. No entanto, assim que você começa a entender o que está acontecendo, a coisa toma outras proporções. Ele se passa sempre nessa mistura maluca entre o que é realidade e sonho, do início ao fim. Uma hora, você está com os pés no chão, acordado, e, sem aviso algum, entra num sonho estranho, cheio de elementos, efeitos visuais, cheio de fantasia!



Eu diria que aqui há 5 grandes personagens. A começar pela Paprika, que pode ser encarada como o alter ego da Dr. Atsuko. A personagem que dá nome ao filme, é uma espécie de Femme Fatale meio infantil. Ela é a materialização (no meio onírico) do que o que a Dr Atsuko queria ser, porque Paprika é livre, mais espontânea, mais alegre, mais expressiva, como o seu amigo de infância, o gênio e obeso Tokita. Ela é uma personagem "apimentada" (páprica é um tempero apimentado, de cor avermelhada, eis o seu cabelo e camisa e batom), interessante, ao mesmo tempo um tanto misteriosa. Ela é aquele tipo de mulher que chama a atenção.



No entanto, a Dr. Atsuko é seu oposto. Ela é apagada, discreta, embora muito inteligente, bela. Mas se mantém presa aos padrões japoneses da mulher madura e bem sucedida; aquela que é respeitável e respeitada, sempre certinha e séria. É vista como uma mulher fria, inexpressiva, presa na realidade. Aquela que mantém os pés sempre firmes. Mas ao mesmo tempo, ela parece ter as mãos atadas, sempre cautelosa, desconfiada.

Já o Tokita, o terceiro grande (não só em tamanho!) personagem, é o inventor por trás do aparelho DC-mini. Com sérios distúrbios alimentares, ele ainda possui um jeito tanto infantil no seu modo de agir e falar. Ele não gosta de enxergar a realidade, e se refugia em sua sala apertada cheia de máquinas eletrônicas, onde todas as suas engenhosidades são desenvolvidas. Ele vê a dr Atsuko como uma irmã, e a chama pelo apelido carinhoso de A-chan (o que reforça a sua imagem infantilizada, pela falta de profissionalidade dele em se referenciar colegas de trabalho). Mais para o final, ele aparece como sendo a chave para trazer a realidade de volta, que parece se distanciar cada vez mais. Ele se fecha em sua mente, em seus sonhos, mas se vê como um robô, aquela figura que representa tudo o que é automático e mecânico, comandado por outros.

Tem também o detetive Kogawa. Ele é outro personagem importante na história, pois, graças a ele, Atsuko é salva das garras do vilão ganancioso. Kogawa abre o filme com o seu sonho, pois ele é um paciente, que está experimentando o aparelho. Ele tem um problema; não consegue resolver um caso de assassinado, ao mesmo tempo em que não tira da cabeça um amigo da época do colegial. Juntos, eles sonhavam em desenvolver filmes. E assim, se passa os sonhos do Kogawa, entre cenas de filme que se misturam aos seus pesadelos do passado e problemas do presente. E é a Paprika quem, de certa forma, o salva. Ela é a sua musa, a sua mulher ideal, é quem o trata, e o faz enxergar a realidade e encontrar a sua outra metade.

E tem o Osanai Morio, colega de trabalho da Dr Atsuko e o Tokita. Talvez o mais complicado e complexo dos personagens, porque se sente inferior ao Tokita, inveja ele por sua genialidade, e deseja a Atsuko. De certa forma, ele também é meio infantil por manter essa visão de querer ser o melhor de todos — como crianças querem ser. Ele se une ao chefe de pesquisa (o careca, me esqueci o nome dele agora) que por uma paralisia não caminha, tornando-se, assim, a mobilidade dele. Osanai invade o sonho da Atsuko, e ainda a estupra de um modo bem estranho: enfiando a mão dentro dela (literalmente) a arrancando do alter ego da Paprika. Nua, não apenas em carne e osso, ela aparece completamente indefesa, sem a roupagem da Paprika que a protegia antes, e isso, de certa forma, o engrandece. E então, tem essa imagem de milhares de borboletas que saem de dentro dele, nesse turbilhão de caos. São suas emoções embaralhadas, alvoraçadas, confusas e perdidas. E ele não sabe mais o que fazer, não consegue se controlar, e se transforma num gigantesco monstro, causando um buraco negro no mundo.



Enfim, são personagens gente como a gente, todos com os seus problemas e ambições. Todos com os seus desejos de escaparem da realidade e se refugiarem em seus sonhos. Mas a realidade ainda é mais forte, e a tecnologia ainda é frágil.

É um filme que recomendo, e vai ficar entre os meus favoritos, sem dúvidas! Muito melhor que o Inception. Muito mais interessante, mais emocionante, mais inteligente.

 E aqui uma fanart que fiz, e que mais tarde postarei o speedpainting que fiz do processo de coloração.

domingo, 22 de março de 2015

mangaka: Nakamura Asumiko

Olá!
Ontem terminei de ler um mangá maravilhoso da Nakamura, e resolvi trazer para cá algumas imagens de autoria dela porque simplesmente me apaixonei pelo traço dela; delicado e sinuoso, meio melancólico e ao mesmo tempo simples...Fiquei hipnotizada por cada página que lia!

Barairo no Hoo no Koro, o título do mangá, é um yaoi (ou "boys love", como alguns chamam), mas bem leve. Há somente uma cena de beijo. A história se passa no período da segunda guerra mundial, mas trata sobre descobertas e incertezas. É um tema cliché para o gênero da obra, mas que está em alta, e acredito que seja totalmente válido. Andrew é um jovem meio rebelde, um cavalo selvagem que prefere a liberdade, fazer o que quer. Já Paul é um rapaz comportado, dedicado aos estudos, que espera corresponder às expectativas que lhe são impostas. São dois opostos, e somente um deles parece estar atraído pelo outro. :/ É uma história muito bonita, com dramas que varia entre altos e baixos, mas que me prendeu do inicio ao fim. Aliás, ele não é longo, é uma oneshot com 5 capítulos e um extra.

Bom, para comentários melhores sobre o mangá, vocês podem dar uma conferida no review que a Roberta, do Elfen Lied, escreveu, pois ela conseguiu captar a essência muito melhor do que eu! Foi através dela que descobri a maravilinda da Nakamura! <3 Além disso, o propósito do post aqui era mostrar o traço da autora mesmo, porque simplesmente me encantei por ele. *_* é um traço bastante singular, que foge do padrão de obras que têm sido publicados ultimamente. 







Enfim, gostei tanto do traço dela que resolvi fazer uma releitura do traço dela (que, obviamente, não chega nem aos pés dela! T_T). Mais para exercitar outros traços mesmo, porque, às vezes, sinto falta de desenhar figuras mais humanas, mais sérias (e, sim, a mão segurando a maçã foi baseada na ilustração mais acima)...

quarta-feira, 18 de março de 2015

Ilustraday: Bela



Olá!

Vim postar hoje o desenho que fiz para o ilustraday deste mês. É a primeira vez que participo desse projeto, e estou meio nervosa por estar expondo lá meu desenho, entre tantos profissionais incríveis que há lá. '_'

Bom, o tema é "desenhos que marcaram a infância". Como podem ver, escolhi a Bela, de a Bela e a Fera. Foi difícil escolher um só, mas acabei ficando com ela, por que, além de curtir só filmes da Disney, a Bela é minha favorita por não ser a donzela em apuros que precisa ser salva pelo príncipe.  No meu ponto de vista, ela é quem salva o príncipe. E ela é forte, destemida e determinada. Não se importa com a opinião dos outros sobre com quem deve casar — ela tem o pensamento avançado para a época em que vivia — e é fiel aos seus princípios. Apesar da síndrome de Estocolmo (como já vi alguns apontarem), é claro. hehe.

Bom, aproveitando a postagem, trouxe também algumas outras ilustrações que fiz e colori usando lápis de cor comum e nankins coloridos. Eu gostei bastante do resultado, principalmente dessa primeira. :) Depois, vou tentar escanear elas, por que as fotos não ficaram muito legais.. :/



domingo, 15 de março de 2015

Meu primeiro vídeo speedpainting



Oláaa, hoje vim compartilhar com vocês o primeiro vídeo que fiz para o blog, mostrando... Bom, é a minha mão desenhando. Haha. Esse primeiro vídeo serviu mais como um experimento, foi minha primeira tentativa. A ideia é gravar eu desenhando, e depois colorindo (tudo num vídeo só). Mas, para isso, antes, preciso descobrir como gravar screenshots, já que a maioria dos meus desenhos são coloridos no photoshop. Preciso descobrir que software o pessoal usa, já que com câmera mesmo não fica legal... Enfim, agradeço ao amigo da minha irmã pela ideia, à minha irmã pelo incentivo (ela gravou mais dois vídeos que vou postar depois, e vai editá-los para mim - pq sou um zero à esquerda em edição de vídeos e ela manja mais) e ao namorado que editou este. <3 O vídeo, então, é dessa ilustração acima. Espero que gostem, apesar de que nos primeiros minutos não dá para ver muito bem o desenho à lapiseira, por causa da pouca iluminação, mas depois passo caneta nankim, que dá pra ver bem. ;)


sábado, 14 de março de 2015

testando colagem



Esses dias, eu estava viajando na maionese, olhando o Deviantart, quando encontrei esse concurso que alguém resolveu promover. Particularmente, sou meio do contra me envolver em concursos, por uma série de questões autorais. Normalmente, as pessoas ficam com todas as obras submetidas, mesmo as que não ganham o prêmio, e as usam sem pagar nada aos outros que trabalharam duro naquilo. Eu não gosto... Mas no deviantart, os concursos são promovidos apenas como uma forma de incentivar as pessoas a criar. Ninguém usa nada, e alguns ainda ganham prêmios. Quero dizer, pelo menos, dentro desses 8 anos em que estou cadastrada lá, nunca ouvi nenhum problema relacionado a isso. Eu nunca participei de nada, na verdade, mas desta vez, resolvi tentar.

O concurso em questão era justamente para incentivar os artistas a tentarem fazer algo diferente do que estão acostumados. Se você faz desenho digital, tente usar outras mídias. Se desenha em estilo mangá, tente um estilo mais realista...enfim, as opções são várias, e cada um escolhe como desenvolver esse novo trabalho. Eu, então, resolvi participar desse concurso, pois achei muito legal a proposta, embora o prêmio seja bem baixo. Mas como disse, a proposta maior é incentivar os artistas fazer algo diferente e se divertir com isso, apenas.

Eu sempre tive uma queda pela colagem, mas nunca tive muitas ideias para trabalhar com ela. No entanto, eis que resolvi me arriscar nela dessa vez. :) Eu tinha um pedaço de cartolina vermelha, e umas folhas de ofício coloridas. Foi basicamente com isso que fiz o trabalhinho.





E esse foi o resultado final dele. :) Ele teve algumas falhas, mas acho que para a primeira tentativa até que não ficou tão mal. Pelo menos, curti fazer. :)

quarta-feira, 11 de março de 2015

Tatuaram um dos meus desenhos, e alguns links

Enquanto meu escaner não funciona, vim mostrar pra vocês esse post super incrível que recebi há pouco tempo no instagram. Já faz algumas semanas que recebi na minha conta a mensagem desse cara, me perguntando se poderia tatuar um dos meus desenhos. O cara não é daqui do Brasil, e fiquei bastante surpresa que alguém de fora tivesse se interessado pelos meus desenhos! <3 Eu disse que sim, claro, não tenho mesmo como controlar isso. E, então, ele tirou uma foto da tatoo que fez. Como podem ver, é a bonequinha na xícara que eu fiz pra colocar no rodapé do blog. Fiquei super feliz! :D

Aproveitando o post, convido vocês à acessarem a nova página que adicionei aqui no blog, de "Links Favoritos". Como o nome sugere (duh) é uma lista de links que acesso com frequência.  A maioria são de ilustradores, mas mais ao final há alguns sites e blogs diversos que recomendo!
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Maira Gall