Filme: The Breakfast Club

São pouquíssimos os filmes que me fazem querer vê-lo mais de uma vez, e esse com certeza vai entrar para a lista de "vale à pena ver de novo" (e já o vi duas vezes, antes de vir escrever sobre ele). Eram duas da manhã, e eu estava vagando em blogs alheios quando vi um gif animado do filme. 
Quando vi o tal gif, achei a menina ruiva parecida com uma atriz de um seriado que estou vendo... Então, olhei os comentários para ver se achava o nome do bendito filme, só para verificar se eram a mesma pessoa. Enfim, não eram. Mas por curiosidade, dei uma olhada na sinopse, e ele estava bem cotado no IMDB (com 7,9 pontos). Resolvi procurar ele no Netflix, sem muitas esperanças, mas, para minha surpresa, ele estava lá! o/

Enfim, abaixo seguem meu comentários sobre o filme. Contém spiolers.



Sinopse: Em virtude de terem cometido pequenos delitos, cinco adolescentes são confinados no colégio em um sábado, com a tarefa de escrever uma redação de mil palavras sobre o que pensam de si mesmos. Apesar de serem pessoas completamente diferentes, enquanto o dia transcorre eles passam a aceitar uns aos outros, fazem várias confissões e tornam-se amigos.

The Breakfast Club (O Clube dos Cinco) foi lançado em 1985, com um pequeno elenco estrelado por
Emilio Estevez  (Andrew Clark), Anthony Michael Hall (Brian Johnson), Judd Nelson (John Bender)
Molly Ringwald (Claire Standish), Ally Sheedy (Allison Reynolds), Paul Gleason (o professor) e John Kapelos (o zelador). De acordo com o Wikipedia, o filme é "criticamente considerado um dos maiores filmes de ensino médio de todos os tempos, bem como uma das obras mais memoráveis ​​e reconhecível de Hughes (o diretor). O filme se tornou um clássico cult, um obra que define a década de 1980, e teve uma enorme influência sobre a vinda de muitos dos filmes do gênero, desde então." — E eu acredito que tenha se tornado mesmo, porque ele me pareceu ser tudo isso, sim.

Como a sinopse diz, cinco alunos são obrigados a ir à escola num sábado pela manhã, para passarem o dia inteiro em detenção escrevendo um texto com mil palavras. À princípio, esses alunos não tem nada em comum um com o outro. Como eles mesmos se intitulam: um delinquente (no inglês "a criminal", mas hoje em dia dá pra dizer que ele está mais para um delinquente do que criminoso), uma princesinha (do tipo "a mais popular da escola"), um atleta, um nerd e uma neurótica (do inglês "a basket case", que significa alguém incapaz de fazer qualquer coisa - e no filme vocês verão o por quê). Aliás, é o professor quem os intitula dessa forma, mostrando como era a relação aluno/professor nos EUA naquela época (não muito diferente daqui). Um dos maiores pontos do filme é justamente mostrar, de certa forma, como a educação era muito baseada na hierarquização de poderes. O professor estava acima dos alunos, e por isso tinha algumas "liberdades", como insultar os estudantes. Situação que ainda acontece em algumas escolas, infelizmente.

Continuando, eles todos chegam pontualmente, e o professor os manda para a biblioteca, onde passam o dia inteiro. A tarefa é simples, escrever um texto enorme sobre o que cada um pensa de si mesmo. O professor os deixa a sós, e então Bender (o "delinquente") começa a provocar todos eles.

Embora o personagem Bender, segundo o que li em algumas páginas, tenha sido o ultimo a ser criado pelo diretor/escritor, é o mais importante, porque é ele quem dá a largada para que toda a trama se desenrole. É graças as provocações dele que os personagens interagem e vão se conhecendo.

Judd Nelson (o ator que interpreta Bender) me chamou bastante atenção por sua atuação. Desde o inicio senti que seu personagem era uma pessoa agressiva, com muita raiva acumulada. O que logo me fez associar a problemas familiares. E um pouco antes da metade do filme, vemos que realmente ele é um garoto que sofre agressões físicas e morais de seus pais. Ele é o típico bad boy, briguento, que pratica bullying. Ele é o reflexo dos seus pais. Na verdade, aos poucos, vemos que todos eles têm problemas familiares (Brian sofre com a pressão de ser sempre o melhor aluno, o Andrew sente que precisa sempre impressionar o seu pai, a Allison é ignorada pelos seus, e a Clair). Alguns com mais intensidade do que outros, mas ainda com problemas a serem resolvidos. E eles chegam a se questionar sobre isso, "será que estamos fadados a ser como nossos pais somos?". Isso me lembra a música do Renato Russo, "Você culpa seus pais por tudo, isso é absurdo. São crianças como você. O que você vai ser Quando você crescer". O que é engraçado, porque, de certa forma, é o que acontece. Sem que percebamos, acabamos adquirindo algumas "manias" deles.

Bom, o filme não se propõe a profundas reflexões, longe disso. Ele é raso, com um roteiro simples, mas os diálogos e as cenas foram muito bem boladas, no meu humilde ponto de vista. É um filme agradável de ver, com uma boa dose de sarcasmo, e tem umas boas pegadas. Além disso, dando uma rápida pesquisada, vi alguns fatos interessantes sobre ele. Como na cena em que todos eles se sentam para contar o que fizeram para ir parar lá, na detenção, que foi totalmente improvisada pelos atores — o que me fez gostar ainda mais do filme.

A única coisa que não entendi, e não sei se realmente importa, talvez não, é o motivo pelo qual eles se intitularam "The Breakfast Club". Nas duas vezes que vi o filme, não captei uma explicação para isso. A única associação que consigo fazer é ligar ao fato de que eles foram cedo para a escola, mas isso me parece um motivo tão fraquinho... Talvez nem tenha explicação mesmo.

Enfim, é um filme que, em todo caso, eu recomendaria para quem curte o gênero. Para quem já viu e curtiu "100 coisas que odeio em você", "Um amor para recordar", "Juno" e a "Arte da Conquista", creio que esse também satisfaça. :)

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