quarta-feira, 10 de dezembro de 2014

Do cansaço contínuo à depressão: na eterna desmotivação


Me desculpem, mas esse é mais um desabafo que preciso fazer.

Não sei quantos aqui já chegaram aos vinte anos. E é possível que alguns dos que já tenham vinte não se sintam assim, mas esse artigo parece um raio-x meu.

Todo dia, parece ser a mesma coisa. Acordar, escovar os dentes, se arrumar para estudar/trabalhar, mergulhar em todo o estresse que o trabalho/ estudos causa, e voltar pra casa no final do dia para, algumas horas depois, no dia seguinte, repetir tudo de novo.


Assim, no fim de semana, resta apenas aquela sensação de que tudo o que fazemos é apenas para ganhar dinheiro, pagar contas, e morrer mais tarde. E motivação para seguir a diante, onde está?

Achei que eu fosse a única a me sentir assim, mas a GQ publicou ontem um texto sobre uma pesquisa de Ibope, "encomendada pelo grupo farmacêutico Sanofi", que apontou para dados assustadores. "98% dos entrevistados apresentavam algum nível de cansaço mental ou físico, dos quais 63% acordam já indispostos e cansados."
"[...]O mais curioso é que jovens entre 20 e 29 anos, justo de quem se espera mais vigor para o dia a dia, formam o grupo mais cansado de todos, com 99%. As principais causas são estresse, correria do cotidiano e falta de condicionamento físico. Além delas, problemas pessoais, alimentação desequilibrada, acomodação ou preguiça sem motivo.
“As pessoas vivem em estado de tensão absurda e ficam sempre com a sensação de que estão devendo, se não com o trabalho, com o filho, com a esposa. Não conseguem relaxar”, relata Marine Meyer Trinca, psicóloga do Hospital Albert Einstein que estuda especificamente a síndrome de burnout. Isso quer dizer: tamanho desgaste emocional que danifica aspectos físicos e emocionais da pessoa. “Ela fica deprimida, ansiosa, desmotivada, até letárgica, e isso gera várias doenças associadas a esses sintomas”."

Acredito que hoje em dia se espera muito dos jovens. É colocado muitas expectativas sobre nós (embora eu já esteja quase passando dos vinte, "casada", não me sinto completamente adulta). E não só isso, esse excesso de informações que recebemos diariamente é cansativo, é estressante, é aborrecente.


Às vezes tenho vontade de largar tudo, estudos/emprego, família, amigos, e ir para um lugar deserto, e viver isolada lá, cultivando o meu próprio alimento, e pronto. Viver lendo livros, cercada por mato.


Fonte: gq.globo.com

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