terça-feira, 11 de março de 2014

Anime: Shingeki no Kyojin



Sinopse: A história de Shingeki no Kyojin gira em torno de uma humanidade que vem sendo exterminada por gigantes. Porém alguns seres humanos estão dispostos a mudar história e formar um exército de ataque aos seres assassinos. É assim que entra Eren, nosso protagonista, que após ver sua mãe ser devorada por um gigante decide que não deixará nenhum deles vivo e buscará sua vingança completa.

Com 25 episódios lançados, mais um OVA, esse anime ganhou o prêmio de melhor anime de 2013, no Japão. Eu assisti ele no ano passado, e assisti outra vez durante este carnaval com o namorado, que não conhecia a série, e devo dizer que me apaixonei outra vez por ele. Tanto que estou pensando em comprar os mangás (já comprei os dois primeiros que saíram aqui), mesmo já tendo me decidido a não comprar mais mangás longos...sem falar que o traço do autor não me agrada muito, mas estou pensando ainda.

Com um tema inovador (o planeta é atacado por gigantes, e a humanidade praticamente exterminada por esses titãs que busca a exterminação da raça humana), o autor nos sensibiliza para a natureza humana.

É bem verdade que os cinemas estão permeados por filmes em que os humanos precisam lutar contra o desconhecido para sobreviver, mas acredito no plot deste mangá, que conseguiu inovar em muitos aspectos: a começar por nos apresentar a humanidade encurralada num cercado "como cado" (para mim, a questão das palavras usadas são muito importantes!). Ele mostra o quanto somos criaturas frágeis, o quanto nos desestabilizamos perante o medo, e ao mesmo tempo somos "monstros vestidos de humanos". A crueldade está a nossa volta 24 horas por dia. E muitas vezes praticadas por nós mesmos. Matamos animais para nos alimentar, matamos insetos como se não fizessem parte da vida, da natureza, do clico que nos envolve também. Pessoas matam pessoas. Mas diante do medo da morte, vivemos o que nossas presas vivem, nos mostrando o quanto somos criaturas hipócritas. Em essência, todos nós somos. Outro ponto inovador são as questões que ele nos incita a pensar: se tivéssemos em mão uma arma para combater o nosso inimigo, o que faríamos? Conseguiríamos manter nossa consciência intacta, ou viraríamos animais selvagens como eles? Afinal, somos ou não somos seres racionais? Pois, perante o medo, o pavor, o que nos sobra? Além disso, ele trás elementos do que já estamos acostumados a ver nos dias atuais: os que possuem mais poder (leia-se: dinheiro) obtém mais vantagens, são os que conseguem comer melhor, viver melhor, enquanto que os mais fracos passam fome, são tratados como o lixo, e morrem primeiro. Já os que possuem instinto de justiça, são os que vão para a guerra, para as batalhas.

Como disse antes, em Shingeki no Kyojin, o que restou da humanidade vive "preso como gado" cercada por muralhas gigantes que os protegem, sem poder descobrir o que há no mundo "lá fora", há muitos anos. Até que, depois de 100 anos de calmaria, um enorme gigante colossal, com mais de 50 metros, surge perante a muralha externa e abre um buraco nela, fazendo com que outros gigantes menores invadisse o cercado da humanidade, alavancando uma série de ataques.

No primeiro episódio já temos bastante ação; o anime todo é recheado com muito ação, mortes, sangue, suspense e tensão. O que, no fundo, faça com que ele seja apenas mais um anime de batalhas, com ótimos gráficos. Para quem não está acostumado a ver coisas diferentes, pode estranhar nos primeiros episódios com a estética dada pelo estúdio responsável pela animação, mas com o tempo vai se habituando. Algumas das muitas cenas de lutas, no entanto, sinceramente, achei meio fracas. Algumas me pareceram estáticas demais, mas com o passar dos episódios, foram melhorando. Os dois últimos episódios, principalmente, achei sensacionais as manobras 3D da Mikasa.



E por falar nela, sobre os personagens, não há muito o que dizer. Temos o protagonista Eren, um jovem com cede de vingança e justiça, que pretende exterminar o mundo dos gigantes; a sua amiga que cresceu ao seu lado, Mikasa (que nutre um sentimento de romance por ele que, para alguns, pode parecer meio obsessivo — mas eu vejo o medo dela em ficar sozinha como algo natural de alguém que viu sua família ser morta cruelmente de uma só vez); temos também o medroso Armin, que ninguém dá bola para ele, mas é muito inteligente e é ótimo em táticas, o que acaba lhe dando mais importância na trama; e o "bonzudo" do Levi, que faz o estilo badboy e que todo mundo adora. Temos também uma cientista maluca, um capitão sério, o amigo divertido com pouco inteligência, uma menina meio abobada e debiloide, o marrento, a boazuda boa de briga, o bonzinho que não vê maldade em nada, o mais sério, a lésbica (falta o gay! auishaui), e por aí vai... São muitos personagens. Muitos personagens com character design mais ou menos diversificado, mas devo dar pontos pelos uniformes deles que achei muito bacanas (e sexy), sem falar nos equipamentos que foram bem pensados, na minha humilde opinião. Achei muito legal ver que eles usam bombas de gás para voarem entre os prédios, e com o auxílio daquelas cordas com garras (não sei como se chama aquilo)!

Uma coisa que achei interessante no plot foi como o autor teve a sensibilidade de dizer que a humanidade não é constituída apenas por asiáticos, colocando personagens com nomes de origem dos mais lugares (Alemanha, Russia, EUA, Japão, Áustria, Itália...). E por falar nisso, me lembrei daquela mini série de episódios curtinhos, o Hetalia Axis Power, que eu nunca consegui assistir. Mas, enfim...

Eu o considero como um "muito bom anime". Vi alguns comentarem que o anime, inclusive, conseguiu a façanha de fazer a animação ser melhor do que o original, e eu sinceramente não sei se concordo ou não, por que é realmente muito bem produzida, apesar dos pontos fracos que apresenta. Para quem já leu as primeiras edições, já sabe que o anime possui vários mini fillers, mas que foram tão bem encaixados na história que nem percebemos que o são enquanto estamos assistindo. Sem falar na excelente trilha sonora, que consegue captar muito bem os momentos de tensão, suspense e ação.



O autor, Hajime Isayama, tem apenas 28 anos (muito jovem para um mangaka que ganha prêmios) começou na época da escola a desenhar. Ao terminar a escola, ele estudou vários cursos de mangás. Enquanto isso, trabalhava num café para conseguir pagar suas despesas. Shingeki no Kyijin foi o primeiro projeto dele, tendo sido inicialmente apenas uma oneshot — pelo qual recebeu menção honrosa, em 2006. O interessante dessa história é que, primeiramente, ele tentou vender a série para uma revista renomada, que o rejeitou, dizendo que ele precisava mudar o estilo dos seus traços,e mudar sua história também, pois não estava adequada para o público que ele queria atingir. Mas ele se negou a fazer isso, e foi atrás de outra revista, algum tempo mais tarde que o recebeu de braços abertos. xD

Em 2008, ele se candidatou para o 80 º Weekly Shonen Revista Freshman Manga Award, onde seu trabalho "Heart Break One" (seu segundo trabalho) recebeu o Prêmio Special Encouragement Award. Seu outro trabalho "Orz", foi escolhido como um trabalho selecionado na mesma competição no ano seguinte.

Em 2009, seu primeiro trabalho Shingeki no Kyojin começou no mensal Bessatsu Shonen Magazine. Ele venceu a categoria Shonen do 35 º Kodansha Manga Award em 2011, e foi indicado tanto para o 4 º prêmio Manga Taishō anual quanto ao prêmio anual Tezuka Osamu Cultural. Shingeki no Kyijin inspirou três spin-off da série de mangá, uma light novel, uma adaptação para a TV (o anime), vários romances, um vídeo game e um filme live-action que está em produção (!!!). O resort Bungo Oyama Hibiki no Sato, em sua cidade natal de Oyama, ainda realizou uma exposição livre exibindo cópias de manuscritos de Isayama para o mangá, em 2013.

Já vi muita gente de mimimi na internet, resmungando bobagens, justificando seus argumentos rasos dizendo que é apenas mais um anime que virou "modinha". As pessoas esquecem que as coisas viram moda, ou se tornam clichê, justamente por serem boas, e todos a quererem usá-la/consumi-la. Por que o que é ruim, ninguém usa, certo? Ok, que não é TUDO aquilo, mas, por favor, né, o cara tem seus méritos por sua primeira obra e com apenas vinte e poucos anos!

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