quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

Livro: Férias!













Autor: Keyes, Marian; Keyes, Marian

Editora: Bertrand Brasil

Categoria: Literatura Estrangeira / Romance


Sinopse: Rachel Walsh tem 27 anos e a grande mágoa de calçar 40. Ela namora Luke Costello, um homem que usa calças de couro justas. E é amiga - pode-se mesmo dizer muy amiga - de drogas. Até que a sua vida vai para o Claustro - a versão irlandesa da Clínica Betty Ford. Ela fica uma fera. Afinal, não é magra o bastante para ser uma toxicômana, certo? Mas, olhando para o lado positivo das coisas, esses centros de reabilitação são cheios de banheiras de hidromassagem, academia e artistas semifissurados (ao menos ela assim ouviu dizer). De mais a mais, bem que já está mesmo na hora de tirar umas feriazinhas. Rachel encontra mais homens de meia-idade usando suéteres marrons e sessões de terapia em grupo do que poderia supor a sua vã filosofia. E o pior é que parecem esperar que ela entre no esquema! Mas quem quer abrir as janelas da alma, quando a vista está longe de ser espetacular? Cheia de dor-de-cotovelo (o nome do cotovelo é Luke), ela busca salvação em Chris, um Homem com um Passado. Um homem que pode dar mais trabalho do que vale... Rachel é levada da dependência química para o terreno desconhecido da maturidade, passando por uma ou duas histórias de amor, neste romance que é, a um tempo, comovente, forte e muito, muito engraçado.

Sim, voltei de viagem. :)



Depois de muito tempo sem escrever uma resenha (apesar de que não posso chamar isso propriamente de resenha!), resolvi escrever a primeira deste ano. Esse foi o primeiro livro que consegui ler (li durante a viagem), e me senti órfã quando acabei. Não vou contar a história por que essa resenha já diz bastante. Vou apenas deixar aqui as minhas impressões sobre o livro.


Bom, fiquei encantada como tudo fazia sentido no final da história, afinal, falar sobre drogas não é uma tarefa fácil para quem nunca as usou (e eu já sentir o pavor de tentar escrever sobre isso na pele — por conta da verossimilhança, e tal). Já li várias historias falando sobre o uso de drogas, mas nenhuma delas me foi tão elucidativa como esse livro. Aqui, a autora mostra muito bem como o usuário se sente durante o vicio, as sensações que as drogas causam no corpo (durante o uso e depois do uso), e ainda conta como é processo de reconhecimento de ser um dependente químico. Nem todos os usuários conseguem enxergar que são dependentes, muitos negam seus vícios (drogas, bebidas, comida, cigarros, sexo — qualquer tipo de vício)... para muitos deles tudo não passa de um passa tempo do qual podem se livrar quando quiserem, quando a verdade não é bem essa. Mas ela mostra isso tão bem que a personagem chega a realmente enganar o leitor com o seu ponto de vista distorcido sobre o mundo. No início, eu concordava com a personagem, que sua overdose não passara de um mal entendido, de um acidente. Ela estava tão convicta disso, e enxergava tão bem os problemas dos outros, que era difícil acreditar que ela não conseguisse enxergar os próprios. Mas com o desenrolar da história, vamos aos poucos percebendo que havia, sim, algo de errado com a Rachel — e era ela quem não se via. No centro de reabilitação, para onde seus pais a mandaram, ela conhece outros viciados, e aos poucos vai aprendendo com eles, e é então que ela vai se redescobrindo.  


A descoberta não só surpreende à personagem, como surpreendeu a mim. Quero dizer, eu sabia que ela era dependente, mas ao mesmo tempo fiquei surpresa com o modo como ela se revela, contando todos os podres. A negação da dependência, a rejeição de si mesma, a raiva do mundo todo por ser como era, até chegar a aceitação do eu, foi tudo muito bem explicado, no meu ponto de vista. Também não era para menos, afinal, a Marian é jornalista. No próprio livro a autora deixa uma nota explicando que cada centro de reabilitação funciona de modo diferente, de acordo com sua pesquisa. Ou seja, ela deve ter pesquisado, ou já estudado sobre dependência química. Talvez até já convivido com alguns, em seus anos como jornalista.


A Marian já havia entrado na minha lista de autores favoritos por seu modo sarcástico e meio tragicômico de contar histórias. Recomendo à quem curtir esse tipo de leitura. :)

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