sábado, 11 de maio de 2013

mangá: Conhecem Mario?



Aquele, escondido no seu armário!

Ok, piadinha sem graça à parte, para quem ainda não sabe, esse é o novo projeto do tio Kishimoto! XD
Pois, é, nem terminou Naruto ainda, e ele já está fazendo planos para lançar mais uma obra. Desta vez, no entanto, esse será voltado para um publico um pouco mais adulto.

Mario conta a história de um mafioso, que entrou para o lado negro, à principio, por herança de um pai mafioso e uma mãe da Yakuza. Nesse primeiro capítulo não é revelado muito sobre ele, mas já dá para ver bem que o tio Kishimoto caprichou no seinen — e isso significa que ele realmente possui um conteúdo mais adulto. Alguns rumores dizem que se trata de uma oneshot. Não sei. Só sei que neste link, para quem estiver curioso, pode baixar o capítulo piloto da história (em português).


Eu li, e aprovei! A começar pelo primeiro quadro, em que Kishimoto inicia com a personagem secundária admirando a enigmática obra do pintor russo Chagall. A obra foi intitulada de "O aniversário". Especula-se que essa tela, pintada em 1915, foi uma homenagem a sua futura mulher e que lhe foi oferecido no dia do seu aniversário. Como em toda a suas obras, o fantástico, a religiosidade e a influência das suas origens bielo-russas e dos seus elementos étnicos predominam na tela, resultando numa composição pictórica de uma beleza fantástica e perturbadora. Em seu estilo meio romântico e alegórico, ele retrata suas visões místicas e sonhadoras, cheias de símbolos e referências à educação judaica tradicional que recebeu na Rússia.

E, bom, lá na ultima página temos de novo aquele quadro, no entanto, mostrando o rosto da personagem refletida no que parece ser uma janela (no início, essa janela não aparece, mas enfim, está lá no final). E notem a expressão meio psicótica dela! Eu fiquei matutando sobre isso, tentando achar uma explicação razoável. Tendo por base essa informação sobre o quadro, e sabendo pelo capítulo que a moça é misândrica (que odeia homens).... Talvez ela só esteja sendo sarcástica sobre o modo como o homem do quadro se contorce todo para agradar a mulher (e fazendo uma relação mais profunda, digamos que isso também acontece na realidade — afinal, quem nunca fez malabarismos e contorcionismos para agradar o amor? ♥), e ela se sentia superior aos homens. Ou talvez ela esteja debochando do cara por se "rebaixar" ao se contorcer, (de certa forma, se curvar) diante da mulher... Não, sei... mais alguma interpretação?

Chagall: The Birthday (1915)

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