Filme: Oblivion



Lançamento: 12 de abril de 2013 (2h 6min)
Diretor: Joseph Kosinski
Elenco: Tom Cruise, Olga Kurylenko, Morgan Freeman
Gênero: Ação, Aventura, Ficção científica
Nacionalidade: EUA

Sinopse: 2077. Jack Harper (Tom Cruise) é o responsável pela manutenção de equipamentos de segurança em um planeta Terra irreconhecível, visto que a superfície foi destruída devido a confrontos com uma raça alienígena. O que restou da humanidade vive hoje em uma colônia lunar. Jack irá para este local daqui a duas semanas, já que está perto de terminar seu trabalho na Terra. Só que, um dia, ele encontra uma espaçonave que traz uma mulher dentro. Ao conhecê-la, tudo o que Jack sabe até então é posto em dúvida. É o início de uma jornada onde ele precisará descobrir o que realmente aconteceu no passado.

Esse é mais um filme que especula o fim do mundo, no entanto, com uma abordagem bem inusitada. Enquanto até então tínhamos visto filmes que retratava a Terra em catástrofes ou em guerras com seres de outro planeta, Oblivion faz uma mistura com ambos, nos mostrando como seria o nosso planeta depois, sem grandes exageros. Ok, alguns exageros... A Terra foi destruída em um confronto com alienígenas. "Ganhamos a guerra, mas perdemos o planeta", diz o protagonista, cuja função é fazer manutenção de máquinas, dos Drones. Essas máquinas são autômatos que sevem para manter a segurança local; são máquinas de destruição usadas no patrulhamento. Jack (personagem do Tom, conta com a ajuda de Vika (Andrea Riseborough), que cuida de sua retaguarda do alto da torre onde vivem. Enquanto ele é a força, ela é a mente da coisa. Para seus líderes, eles formam uma "boa equipe". No entanto, Vika trabalha com a razão, enquanto ele ainda mantém a emoção, apesar do programa de remoção de memória a que todos foram submetidos.Mas Jack, por alguma razão, manteve lá no subconsciente alguns flashbacks de seu passado, que se apresentam em seus sonhos, e isso o impulsiona a se questionar sobre o trabalho deles.

Achei a trama boa, com algum nível de complexidade, que somente no meio do filme é que as coisas vão se tornando claras. O conflito principal realmente é a descoberta do personagem sobre sua verdadeira identidade, no meio de um ambiente hostil, mas ao mesmo tempo fica a sensação de algo faltou. Em mim, pelo menos. Achei tudo muito mecânico. Com exceção de uma cena em que o Jack encontra uma flor no meio do nada e leva para a Vika. Mas com medo de radiação, ela imediatamente a joga fora, deixando Jack completamente sem palavras. Também há o questionamento sobre o quão frágil somos dentro de um sistema dominante. Nos faz pensar no quanto somos controlados sem saber. Mas ele romantiza com a ideia de que um único ser possa, realmente, mudar o percurso das coisas.

Sinceramente, não curti muito a atuação do Tom Cruise nesse filme. Ele ficou muito superficial. Nem mesmo o muso Morgan Freeman conseguiu dar sua graça, e não sei se foi por conta do plot, do roteiro ou da direção. A atuação teve mais destaque para as moças, principalmente a Vika — que foi quem, no fim, mais conseguiu se expressar.

Notei uma coisa interessante. O diretor de Oblivion é o mesmo do filme Tron: Legacy. Além de ambientes visualmente impactantes (tem uma piscina de cair o queixo) e paisagens bem elaboradas (ambiente deserto, meio pós apocalíptico), reparei numa característica em que ele mais ou menos se iguala ao Tron. Os cenários possuem poucas cores, em Oblivion é bem perceptível o uso do branco, inclusive no figurino usado pelo Tom, e isso tudo podemos reparar em Tron, também. Ele faz composições minimalistas, pois é perceptível no filme anterior que os cenários eram limpos, com poucos elementos na tela, e o mesmo se repete aqui em Oblivion. Acho que é uma característica do diretor que devemos levar em conta, pois contribui muito na composição da película. É possível também encontrar semelhanças no próprio uniforme de Jack, com o uniforme do Sam. Mas enquanto Tron é escuro, cheio de neon, Oblivion é branco, com cores opacas. Enquanto Tron há bastante personagens, em Oblivion vemos apenas o Tom (em grande parte das cenas).

Enfim, Oblivion maneira bem na dose de drama, capricha na adrenalina, e a combinação desses elementos com bons efeitos especiais revela-se uma grata surpresa que mantém a tensão, apesar de um final que acabou seguindo uma linha mais tradicional — um tanto desapontadora, no meu ponto de vista. Ele poderia ter sido mais criativo, em minha particular e singela opinião... Eu não conseguia deixar de pensar que estava assistindo a mais um filme de Hollywood. Mas para quem é fã de ficção científica, acho que posso dizer que o filme é bem recomendado! :)

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