Livro: Dezesseis Luas






Sinopse: Ethan é um garoto normal de uma pequena cidade do sul dos Estados Unidos e totalmente atormentado por sonhos, ou melhor, pesadelos com uma garota que ele nunca conheceu. Até que ela aparece... Lena Duchannes é uma adolescente que luta para esconder seus poderes e uma maldição que assombra sua família há gerações. Mais que um romance entre eles, há um segredo decisivo que pode vir à tona.

Sinceramente, ainda estou em dúvidas sobre minha opinião desse livro. Li muitas criticas positivas sobre ele, antes de comprá-lo, mas agora já não sei bem o que dizer.

Bom, como a sinopse fala, Ethan é o protagonista/ narrador da estória. Ele perdeu a mãe num acidente, e o pai é meio recluso em seu escritório particular. Mas o guri conta com os cuidados de uma governanta (não sei bem se esse é um termo adequado para ela, mas enfim) que toma conta dele como se fosse o próprio filho. E Amma (que trabalha para a familia há muito tempo), no entanto, não é uma governanta qualquer. Ela é supersticiosa, ligada em vudus e magias do tipo. Ela é apresentada bem no inicio, e, junto com os sonhos misteriosos do guri, instigou bastante minha vontade de ler. Sem falar que na contracapa há aqueles comentários de críticos e sei lá mais quem que ajudam a criar expectativas também.

Bem, a principio, ele me pareceu uma estória meio sombria, com magias, e achei que teria uma pitada de terror. A trama se passa numa cidadezinha pequena, onde nada acontece, todos se conhecem, mas que havia aquele sujeito recluso, suspeito de tudo o que acontece. E esse seria o Macon Ravenwood — que, por acaso, é o responsável pela fundação da cidade. E então, a garota dos sonhos de Ethan (super clichê, diga-se de passagem) aparece, nada mais nada menos que na escola dele. A guria, então, logo de cara vira o assunto do ano, e é odiada por todos por fazer parte da misteriosa família Ravenwood..

Até aí, foi tudo bem, tudo tranquilo. Li cheia de vontade. A leitura estava fluindo muito bem, as autoras pareciam ter um estilo próprio de escrever narrando e descrevendo os fatos. A questão da bruxaria também me estimulou bastante, com a questão da lua, magia, mistério (já falei isso). Achei que sairia algo bem diferente, inovador. Mas depois que a menina, Lena, chega, a coisa começou a desandar para outro lado. Pois vejam bem, quando reparei que o narrador seria um menino, achei muito bom, por que tive uma ótima experiência lendo a série Interligados (quem não conhece, corra já para ler!) no qual também é um menino que narra. Aliás, ele alterna entre um menino e uma menina (apesar que, agora, estou achando que ele foi em terceira pessoa... não tenho certeza). Mas o que quero dizer, é que não teve aquele nhenhe meloso que as narrativas femininas têm. Achei que não teria aquela coisa de "ela é tudo para mim, sinto calor quando me toca, não consigo respirar sem ela... blablabla" o tempo todo. ¬¬

Teve. Infelizmente teve. E no final, ainda ficou uma coisa meio "O amor vence tudo." ¬¬

Enfim, continuei lendo.

Ah! Outra coisa que me irritou (e PRECISO comentar!) foi a quantidade de erros de digitação que encontrei no livro. PUTA MERDA!, com o perdão da expressão. Mas alguém me explique, por gentileza, como é que um trabalho desses me foi aprovado para impressão???? Pessoal da Record que me desculpem, mas vão trabalhar direito! Estamos pagando fortunas por esses livros. O mínimo que podem fazer é revisarem bem os textos! ¬¬ Reparei também que a impressão não estava lá grandes coisa não. Tinha muitas partes meio apagadas, mal impressas, na verdade... outro ponto negativo.

Mas voltando ao livro... no final, senti que todo aquele ar de mistério se perdeu do meio para o fim. Uma lástima. E aquela expectativa de que a trama seria diferente, com uma abordagem menos clichê, mais misteriosa, sombria... se foi pelo ralo. As personagens se tornaram óbvias, algumas meio sem sentido — me pareceu que estavam ali só para encher linguiça. Os fatos que aconteceram, as cenas, foram bem toscas, no meu ponto de vista. Probleminhas na escola, em casa... festinha de aniversário, confusão em ginásio... nada inovador. 


Mas há uma coisa que posso elogiar sim. AMEI o Macon Ravenwood. Ele foi minha personagem favorita. Tem uma cena que tive vontade de dar um beijo nele, mais para o final, quando ele faz aquela aparição dramática, no meio da tempestade, para salvar a donzela. Mega clichê, mas o diálogo que se sucedeu foi muito bom mesmo. Aliás, falando em diálogos, outra personagem que gostei bastante foi a Marian (não lembro o sobrenome dela), melhor amiga da mãe do Ethan. Ela é escritora, e praticamente fala citando versos e frases de grandes escritores. Há muita coisa interessante da parte dela. Esses dois, foram as personagens mais bem elaborados do livro. A Lena, tinha tudo para ser muito mais... mas ela me decepcionou muito mesmo. Teve partes em que tive a sensação de que ela se transformava numa mosca morta, uma barata tonta, ou uma coitadinha... Acho que faltou mais personalidade nela. No Ethan mais ainda, que parecia um boboca apaixonado... E o pior é que comprei o segundo volume. Vou ler, né... talvez as autoras ainda me surpreendam.

Comentários

  1. Seu blog me faz ter vontade de afundar a cabeça pra ler tudo e só perceber quanto tempo se passou quando terminar =o
    O engraçado é que eu também resolvi criar uma história infanto juvenil comercial, mas eu mesma não aguento mais o clichê da minha história, hahha...
    Muito ruim quando as coisas ficam idealizadas demais, né? =/

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  2. Olá, anonimo... sabe que até nem tenho tanto problema com clichês... as cosias viram cliches, por que são usadas demais, e se são tão usadas, é por que são boas, nao concordam? A única questão pertinente a isso, é com relação à originalidade, criatividade...mas fora isso, nao me incomodo com cliches, de modo algum. até uso bastante em minhas fics..asiuahsiauhi :p o problema é quando voce percebe que alguma coisa está inverossímel, mal contada, ou exagerada demais...aí, torço o nariz mesmo...no caso desse livro, o personagem principal me pareceu molengão demais, e a outra chorona demais...aí irrita mesmo, né? :/

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