terça-feira, 27 de março de 2012

Filme: Always



Título original: O-jik geu-dae-man
Duração: 108 min
Gênero: Drama
Lançamento: 20 October 2011 (Coreia do Sul)
Diretor: Il-gon Song
Escritores: Il-gon Song, Hong-jin No
Elenco: Ji-Sub So, Hyo-ju Han e Shin-il Kang

Sinopse: Uma história de amor fatal centrada no ex-pugilista Chul-min (So Ji-sub) e a operadora de telemarketing Jung-hwa (Han Hyo-joo). Ele fechou seu coração para o mundo e ela continua animada, apesar lentamente perder sua visão.

Eu não costumo ver filmes coreanos, japoneses, chineses... apesar de gostar bastante deles. Os orientais possuem uma maneira muito delicada de ver as coisas. Eles são muito mais perceptíveis, no que diz respeito à sensibilidade humana do que os americanos. Os filmes deles costumam conter bastante poesia, embora muitas serem clichês ao extremo.

Sei que há muita gente que não consegue apreciar filmes orientais por conta do "exagero" dos atores. Mas uma vez que você se habitua, e entende que isso é, de fato, parte da cultura deles, passa a gostar mais. Os japoneses são, por natureza, exagerados em muitas coisas. Por isso, muitas vezes, a atuação deles parece "forçada". Mas não é. Eles se expressam muito por gestos e expressões faciais, realmente. Vemos isso tanto em filmes, quanto nos seriados, e até mesmo nos animes e mangás. :)

Mas vejamos... Não sei bem dizer o que me atraiu a este filme. O encontrei por acaso, num site de indicações de filmes. Acho que o poster foi o que me chamou. E talvez, um pouco, o fato de eu estar necessitando de um drama, estilo mamão com açúcar — porque é bem isso o que ele é.

A estória começa com uma música do U2. Acho que são deles, a voz do vocalista me pareceu ser a do Bono... e então, temos o protagonista. Ele trabalha fazendo entregas de garrafões de água para empresas e residências, enquanto à noite, monitora o estacionamento de um shopping (acho que é um shopping). Só que ele passou a tomar o horário de um outro senhor, que costumava fazer o mesmo. E então, de repente, aparece uma jovem dentro da cabine de monitoramento, lhe entregando doces, frutas e sei lá mais o que, toda animada. Ele a recebe, sem entender o que diabos ela está fazendo ali, lhe entregando tudo aquilo com toda aquela empolgação. Até que, então, ela percebe que ele não é quem ela pensava que estaria ali. Afinal, ela é cega, e não sabia da troca. Logo, ela se desculpa, e se afasta. Mas vejam que conveniente!, está chovendo canivetes e ele a chama de volta para se abrigar na cabine junto com ele.

Ela conta a ele que costumava visitar o senhor para assistir uma novela na televisão dele. Eu tive que ver o filme com legendas em inglês, então, houve algumas partes que não captei bem o que diziam. Não sei se ela trocava as horas de tv com ele por comida, ou se apenas fazia companhia ao velho. Enfim, ela continua visitando a cabine para ver a novela, todas as noites. E é aí que o relacionamento entre eles vai se desenvolvendo.
Ele a observa se emocionar ouvindo as cenas, e se encanta com as expressões que ela faz. Há uma cena muito bacana que mostra ele sozinho lá, esperando ela, de olhos fechados — como se tentando imaginar o mundo em que ela vive, somente de sons. E depois, aparece ela sempre fazendo perguntas sobre como são aos atores da novela, se são bonitos, o que estão usando; e ele sempre responde relacionando a ela. "A mulher está usando um brinco parecido ao seu." — ele diz. Ela se emociona com isso, e a câmera mostra que é totalmente diferente.

Há outra cena que gostei bastante, dela entrando na cabine e sentindo o forte cheiro de chulé do cara. E ele, todo envergonhado, deixa ela pensar que estava suado porque trabalhou muito durante o dia. Mas ela bem sabia que era chulé, sim. E ele corre para lavar os pés, e no dia seguinte aparece com um par de tênis novos. O filme é cheio desses pequenos detalhes, que fazem toda a diferença na trama...
 Lá pelas tantas, então, para agradecer tudo que ele fazia por ela, a moça o presenteia com dois ingressos para um show. Ao perceber que ele não tinha quem levar, ela mesma se oferece para acompanha-lo. Os dois vão ao show e, de lá, seguem para um café. É então que a conversa entre eles fica mais séria. Ela fala sobre si, seu trabalho e, percebendo que ele era muito calado, começa a fazer perguntas pessoais. Só que ele dá uma bela cortada na moça com um "Cuide do seu próprio umbigo. Não se meta onde não é chamada."

Ela ficou ofendida, é claro. Acha que ele está ignorando-a por que ela o aborrece; se levanta e vai embora. Mas ele a segue, sempre de cabeça baixa, até a porta da casa dela. E então esclarece que não queria falar nada porque tem vergonha do seu passado, e não por que a ignorasse. Ele é órfão, e se metia em trabalhos sujos, batendo em inocentes. Passou quatro anos e meio na cadeia, e agora queria reconstruir sua vida.

Ela o desculpa, e ambos começam a se envolver mais. Ele reconstrói o apartamento dela, arredondando cantos de mesas, arranjou mais espaço para ela se locomover sem bater em nada, tirou todos os degraus que havia entre as portas..ou seja, adaptou o apartamento para que ficasse de acordo com as necessidades de um deficiente visual. E passa a viver com ela, construir sonhos junto com ela... Só que as sombras do passado dele ainda o aterrorizava, e ele acaba por descobrir que teve uma parcela de culpa no acidente que matou os pais dela, e que a deixou cega. Isso o consome imensamente, até que ele toma uma importante decisão. Que não vou contar! >:D Assim como não contei como foi o acidente... mas é bem previsível.

E então, vem a parte mais crítica do filme. Ela fez uma operação para voltar a enxergar... E é aí que que todo o drama fica mais pesado. No final acontece algo que eu não esperava acontecer... (mas que, se pensar bem, é algo previsível sim).

Bom, como eu disse antes, é um drama/romance mamão com açúcar. Ou seja, meloso. Mas eu gostei... houve partes que me tocou, sim. A representação que ela coloca dos dois em duas pedras que encontraram, e a parte em que ele desaparece e ela tenta reproduzir em argila o rosto dele, com base nas memórias... Foi aí que meus olhos se encheram de lágrimas, por que me coloquei no lugar dela, com toda aquela angustia de querer vê-lo e ter que se contentar com a porcaria da memória. Afinal, foi ele quem a convenceu de fazer a cirurgia. E ela diz que além de ver o próprio rosto, ela quer ver o dele. Mas quando acorda, vê somente o próprio porque ele não está mais lá.

A atuação dos atores foi muito boa. E a guria fez muito bem papel de cega, que não é nada fácil. Não sei se conseguiria me manter por tanto tempo olhando para um único ponto, sem mal piscar como ela fez...E ambos conseguiram passar muito bem as emoções através das expressões (sempre faço esses comentários banais e óbvios, mas é por um motivo). A única cena que achei exagerada foi uma, no final, em que ela corre desesperadamente pelas ruas atrás dele, e desaba no chão. Bom, não sei bem se exagero é a palavra certa. Eu, pelo menos, senti muito bem a agonia dela. Mas vê-la fazer aquele escândalo não me pareceu muito justo... não sei.

Há cenas muito bonitas e muito bem fotografadas também, que fazem valer a pena ver o filme... E So Ji-sub, o ator principal (coreanos têm nomes tão estranhos...), é de tirar o fôlego... se é que vocês me entendem ;D








Os cartazes são lindos, né? *O*

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