Livro: O Jogo do Anjo













Ráaa! Acabei de ler meu 3º livro do ano, à meia noite e cinco! T_T

 Sinopse: Um escritor nunca esquece a primeira vez em que aceita algumas moedas ou um elogio em troca de uma história. Nunca esquece a primeira vez em que sente o doce veneno da vaidade no sangue e começa a acreditar que, se conseguir disfarçar sua falta de talento, o sonho da literatura será; capaz de garantir um teto sobre sua cabeça, um prato quente no final do dia e aquilo que mais deseja: seu nome impresso num miserável pedaço de papel que certamente vai viver mais do que ele. Um escritor está; condenado a recordar esse momento porque, a partir daí, ele está; perdido e sua alma já; tem um preço.

Humm... o que posso dizer dele? Filosoficamente, ele é muito mais substancial e audacioso que A Sombra do Vento. Esse sim, eu diria que exige um pouco mais de atenção do leitor, embora não seja de uma complexidade tão grande quanto a de alguns autores tupiniquins, por exemplo.

Pois vejam, a certa altura da trama, é designada à personagem central, David Mártin, um escritor de talento, a missão de escrever um livro. Mas não é um livro qualquer; seria O livro. A obra mais importante de sua vida. Eis que o autor surge com uma ideia tão brilhante quanto louca, no meu ponto de vista. Pois imaginem vocês, David deveria escrever uma nova religião! Achei isso genial!

Bom, com isso já dá para imaginar que a trama atacaria questões céticas e emocionais sobre crenças. Até a metade do livro, eu me perguntava por que diabos ele vendeu tão pouco, em comparação com A Sombra do Vento. E então, quando cheguei a essa parte foi que me dei conta. Afinal, são poucos os tolerantes e pessoas de mente aberta capazes de tragar novos pontos de vista...

Outro ponto que simplesmente amei, foi perceber que o autor fez ligações com personagens que apareceram em sua primeira obra. Isaac, Barceló, Daniel Sempere e Sempere pai e Isabella. Ou seja, apesar de ter sido lançado depois, O Jogo do Anjo conta uma estória que antecede a da Sombra do Vento. — Mas sugiro fortemente que leiam A Sombra do Vento antes de ler o Jogo do Anjo.

Enfim... amei o livro! A personagem que mais me cativou, sem dúvidas, foi Isabella. Uma adolescente de 17 anos, de mente bem mais avançada que seus pais. Ela era aspirante a escritora, e vai atrás de David para conseguir aprender algo com ele, mas acaba se envolvendo com o escritor de uma maneira deliciosamente delicada e, ao mesmo tempo, sutilmente maliciosa. Confesso que em algumas partes, os diálogos entre eles me arrancou boas risadas. Aliás, que diálogos, hein?! Todos muito bem escritos, de dar inveja! Muito bem articulados, bem pensados. Muito inteligentes.

Mas se me perguntassem qual dos dois gostei mais, diria que, apesar de muito bem bolado, eu ainda preferiria o primeiro. Em termos de leiturabilidade, senti que o tempo se arrastava mais para a ação acontecesse. Além disso, aquele delicioso e incrível gosto de quero ler mais, resultado da trama eletrizante, envolvente e misteriosa que A Sombra do Vento tinha, praticamente, sumiu nessa segunda obra. Algumas coisas foram levemente previsíveis, apesar de ainda surpreender com algumas facetas. Principalmente o final. De qualquer forma, recomendo a leitura! :)

Meu próximo livro, que levarei na viajem, será Silêncio, o terceiro da série Hush, hush. Provavelmente não vou poder postar a resenha aqui, mas assim o farei assim que voltar! ;)

Besos :*************

Comentários

  1. Aaaaah, tô louca pra ler todos os livros de Zafón. Depois que li Marina e A Sombra do Vento fiquei horrívelmente apaixonada (esse termo existe? shaosahsoa)

    Enfim, sobre o fato do livro não ter vendido muito... Sei lá. Já leu o Código da Vinci? Se for por esse mesmo raciocínio seu (e eu concordo com ele) não faço a mínimissima idéia de como o Código da Vinci estourou, já que dos três livros da trilogia Robert Langdon (Anjos e demônios, Código da Vinci e Simbolo Perdido) esse foi o que pegou mais pesado em relação a religião.

    Não sei, sério. Talvez sejam as origens barcelônicas de Zafón que não deixaram ele estourar lá nos EUA.

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  2. Eu não li O código Da Vinci ainda, mas tenho aqui na minha estante. Acho ele teve mais publicidade também. Talvez esse foi o fator principal, na verdade. Mas também acho que a poesia no texto do Zafón pode ter afastado muitos leitores também... Mas nãosei, não sou especialista no assunto aihaaiuh. mas realmente é uma pena que não tenha feito mais sucesso. Aqui no Brasil, pelo menos. Lá, se nao me engano, ele ganhou um premio pela escrita, e sei lá mais o que... tu viu que tem um terceiro livro dele, continuando com a historia dos Sempere.. T__T é meio que um especial de Natal. Eu ainda nao comprei ele, mas vou comprar... T_T

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  3. Ah, eu vi sim, 'o prisioneiro do céu', não? É mais fininho (e mais barato!)

    Acho que por código ser mais dinâmico, a quantidade de abandonos foi menor que A Sombra Do Vento que, covenhamos, é bastante cansativa por muitas vezes principalmente pra quem não tá acostumado a ler.

    Ah, leia logo Código, quero ver sua resenha. T.T

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  4. eu achei ele cansativo apenas no inicio..mas pensando bem, eu acho isso em praticamente todos os livros que pego pra ler...acho que o leitor passa por um processo de adaptação com a escrita do autor que pegou para ler..e o Zafón, de fato tem um estilo de escrita bem diferente dos demais que fazem sucesso hoje...
    mas enfim, eu vou ler sim. pelo menos, esse ano juro que leio. no momento estou lendo aquela trilogia 50 tons de cinza! auihauiahui é uma bosta sem igual, mas nao consigo parar de ler T__T depois dele, pretendo pegar o fantasma da opera pra ler, e entao eu pego o codigo. *_*

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