quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Filme: Hanna











Vi esse filme a pouco tempo com meu namorado, segurando minhas expectativas para com a película. A atriz principal, Saoirse Ronan, é uma das grandes promessas de Hollywood. Vi The Lovely Bones (Um Olhar do Paraíso) protagonizado por ela também. Acho que não dá para negar que a guria seja uma boa atriz. Em Hannah, ela está ainda mais divina.

Mas vamos separar as habilidades da atriz, com a do escritor/roteirista. Bom, para começar com a minha crítica, devo confessar antes que escolhi o filme achando se tratar de outro, com a mesma atriz. No desenrolar da trama foi que me toquei que havia me enganado. Enfim, continuei assistindo. Hannah é um daqueles filmes de espionagem, de caça ao rato — completamente diferente do dramático The Lovely Bones. Começa mostrando a vida reclusa da sociedade e tecnologia que a menina levava no Alasca (se não me falha a memória) com o pai (interpretado pelo boníssimo Eric Bana). Já de cara, percebemos que a menina possui algo incomum, com suas extraordinárias habilidades em luta e defesa. No início pensamos que há algo de errado em sua relação com o pai, mas depois nos damos conta que o cara está apenas a treinado para se virar perante a civilização — treinamento um tanto fraco, eu diria, por que ela mal sabia o que é energia, pois vivia à base se luz de vela. Sinceramente, não vi necessidade para tanto. Ou pelo menos, não foi mencionado no filme.

Enfim, Hannah vai atrás da mulher responsável pela morte da mãe, uma agente russa sem escrúpulos, que também a caça. E nisso, descobrimos junto com a menina que ela é mais do que apenas uma garota. Há um "q" de ficção científica aqui.

Mas por que mencionei o escritor/roteirista? Vejam bem, o filme poderia ter sido muito melhor explorado, e recebido pelo público, se ele tivesse se focado mais nas descobertas da menina, do que nas cenas de ação — que devo dizer: foram ótimas, sim. Mas a sensação que tive ao final, é que ficou faltando algo, a essência substancial da estória. Da forma como saiu, parece apenas um filme de ação incompleto. E digo incompleto, por que percebemos há uma ligeira intenção em mostrar as delicadezas, as proezas da feminilidade e desenvolvimento de uma menina, em suas descobertas. Há cenas em que mostra a Hannah maravilhada com as coisas que nunca havia visto do mundo "lá fora", sobre romance e amizade, que são bruscamente partidos pela estúpida necessidade do diretor em mostrar as benditas cenas de ação. Fica aquela intensão no ar, do filme querer ser mais do que ele se mostra. E isso foi muito decepcionante de se ver. O filme poderia ter sido muito mais consistente se tivesse se focado nisso. Mas não se enganem. Eu ainda acho que ele é um bom filme, embora não o melhor. Eu sempre categorizo os filmes que assisto em três: os dispensáveis; os que servem para entretenimento (e aqui deixo Hannah); e os que merecem ser visto a todo e qualquer momento da vida (que são muito poucos).

Hannah não é de todo mau. As cenas de fuga, que foram muito bem bolados, são ótimos. A parte fotográfica do filme mais a trilha sonora são realmente boas. O ritmo do filme flui bem, apesar de alguns momentos em que, de repente, paramos na monotonia de algumas cenas que não perdem seu mérito. Ele meio que dá um vai-e-vem interessante entre ação e drama.

Acho que o maior ponto positivo do filme vai para o elenco. Se não tivessem escolhido esses atores, poderia ter sido um desastre total. Além da queridíssima Ronan e do Eric, ainda temos o peso da Cate Blanchett, no papel de antagonista. Além do O Curioso Caso de Benjamin Button, O Senhor dos Anéis e O Dom da Premonição, sei que já vi outros filmes com ela, mas que agora não me vêm à memória. Mas creio que não preciso mencionar que a mulher arrasa, né? Além de linda e maravilhosa, é excelente atriz. E nesse filme ela me impressionou ainda mais, porquê acho que foi a primeira vez que a vejo no papel de vilã. E, claro, ela não deixou em momento algum a desejar. Foi super convincente em todas as cenas. #Deu pra perceber que sou fã dela, né? ;) Bom, e agora estou virando fã da Ronan também, por que a guria foi tão incrível quanto! :D Em momento algum a Ronan se apresenta exagerada, descontrolada, ou fraca demais. Ela convenceu muito bem em seu papel. E convenhamos, não foi um papel fácil. Ela mostra força e delicadeza ao mesmo tempo, como nunca vi. Foi muito incrível mesmo. Já o Eric, não sei se foi porquê apareceu pouco, ou o quê, mas ele meio que aparece como personagem beeeeem secundário.

E acho que é isso. Qualquer coisa a mais que eu disser, pode estragar a surpresa dos que resolverem assistir ao filme. Pode ser que alguém goste mais do que eu gostei, como o contrário também é válido. Mas acho que não é um filme de todo o mal, não. Os atores deram muito bem conta do recado, a direção não foi de todo o mal; só o que eu julgo mesmo é o roteirista que poderia ter direcionado a trama para um lado mais delicado e sutil, mais observador. Se alguém resolver ver, ou já viu, me conte como foi a experiência! ;) .

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