Anime: Boku wa Tomodachi Ga Sukunai








Título em Japonês:
僕は友達が少ない 0

Episódios: 13 + 1.

Produtores: AIC Build

Gênero: Comédia, Romance, Vida Escolar, Shounen, Ecchi.

Duração: 23 min. por episódio










Até semana passada, eu estava com o
péssimo hábito de ir dormir às 6:30. Meu namorado ia dormir à 1:00, ou 2:00 e
eu ficava na cama com meu note no colo e o fone de ouvidos, assistindo animes.
Fazia um bom tempo que eu não via anime algum, e resolvi voltar a pratica
nestas férias. 





Enfim, assim que terminei Basilisk, comecei a ver Boku wa Tomodachi Ga Sukunai —
título alternativo: I Don't Have Many Friends, "Eu não tenho muitos
amigos". As ilustrações chamaram minha atenção e resolvi dar uma chance a
ele — confesso que a primeira coisa que me instiga a assistir um anime, ou
comprar um mangá, quando eu não sei nada sobre a história (não tenho o hábito
de ler sinopses por que nunca os acho satisfatórios), é a arte. E o traço do
anime é simplesmente fofíssimo! *_*












Bom, o anime conta a história
de Hasegawa Kodaka, protagonista da história, filho de mãe inglesa e pai
japonês. E por herança da mãe, ele tem o cabelo naturalmente loiro. Mas por
causa da coloração do cabelo, no entanto, ele encontra dificuldades para
conseguir a amizade com alguém. Seus colegas o taxaram de Yankee (em inglês, a
palavra possui conotação pejorativa; como delinquente) e o apelido o perseguiu
até o colegial. Além disso, quando ele tenta sorrir, ele faz uma careta um
tanto quanto assustadora, afastando ainda mais as pessoas. Mas quando ele era
pequeno, no entanto, ele fez amizade com Sora. Alguém com quem ele passava
muito do seu tempo, e tinham a solidão em comum. Eles brincavam, conversavam, e
um defendia o outro quando se encontrava com problemas. Um dia, no entanto,
Kodaka se muda para a Inglaterra para ir morar com a mãe. Meio sem graça, ele
pede a Sora para encontrá-lo no último dia, antes de sua partida, só que Sora
não aparece, e Kodaka não consegue se despedir do único amigo que teve.  







Seis (ou dez, agora não tenho
certeza) anos depois, ele volta para o Japão. Graças a amizade especial do pai
dele com o reitor de uma escola de freiras, o guri consegue se transferir para
a tal instituição. 





Como 90% dos animes/ mangás do
gênero, ele começa com o atraso da personagem para o primeiro dia de aula na
nova escola. E é a partir daí, que a história começa a se desenrolar. Kodaka
conhece Mikazuki Yozora, uma menina que também tem dificuldades para
se encaixar na turma por ser tímida e, ainda por cima, a guria tem um amigo
imaginário. Durante o intervalo do primeiro dia de aula, Kodaka, sem querer, a
encontra falando sozinha na sala de aula. Ele entra na sala, os dois se olham
constrangidos, e ele pergunta na lata se ela é meio louca mesma. A partir
disso, eles começam a conversar, até que Yozora tem uma idéia: ela percebe que
os dois estão sozinhos, e decide criar um clube para recrutar amigos. 










Bom, a história vai se alternando
entre o presente e as memórias do Kodaka sobre o passado, que sempre se
pergunta o que aconteceu com Sora. A resposta vem meio obvia, logo de cara e
acho que isso poderia ter sido evitado, para tornar a estória mais
interessante, mas enfim...





Sobre as personagens, devo dizer que
quem eu mais gostei foi da irmãzinha do Kodaka, a Kobato. Ela é simplesmente
fofa!!! Vive no mundo de fantasia dela, graças ao seu anime favorito que vive
assistindo, e passa 80% da história fazendo cosplay e imitando as falas e
gestos da personagem que é uma vampira. Ela bebe sempre suco de tomate, fazendo
de conta que está a beber sangue, tem uma risadinha engraçada, mas é super
apegada ao irmão. Com ciúmes pelo Kodaka passar mais tempo no clube do que com
ela, a Kobato acaba entrando no clube também, mais tarde.







Ainda tem a Sena, a terceira
integrante do clube, e a que mais provém fan service no anime. Mas achei-a
muito fofa e cativante também. Ela, na verdade, é a filha do reitor, e sofre
com o assédio dos meninos por conta dos seus "melões". Mas por
perceber que todos que a rodeavam não eram, exatamente, seus amigos, ela
resolve entrar para o clube. Uma das coisas que achei mais interessante sobre
ela, é que apesar de fazer o papel de "loira burra" (mas nem tanto),
ela tem uma paixão incontrolável por games. Achei isso interessante, por que
geralmente são os meninos que ficam sempre com o título de gamer nerd. E a
Sena, uma patricinha gamer, achei bacana. Inclusive, em alguns episódios,
aparecem eles na sala do clube jogando, e são inseridos na realidade virtual
como personagens do próprio jogo, rendendo algumas piadinhas.





Depois dela, começam a entrar os
outros participantes do clube — todos com o mesmo problema de conseguir fazer
amigos. E então, vem o Yukimura, uma personagem andrógina, super afeminado, mas
que cai nas garras da Yozora. Ele quer ser másculo como o Kodaka, mas é mal
influenciado pela criadora do clube que o faz se vestir de menina para provar
que se travestir não influencia na virilidade de ninguém. Obviamente, eles
fazem parecer completamente o oposto. E ainda tenho dúvidas, se, na verdade,
ele não seria ela...





Em seguida, entra a Rika — uma
estudante de habilidades especiais. Tão especiais, que ela não frequenta as
aulas normais, e passa os dias trancada na sala de pesquisa fazendo
experimentos. Mas depois de ser "salva" pelo Kodaka, ela entra para o
clube. O que há para se ressaltar nela, no entanto, além do fato de ser uma
otaku fascinada por mangás, é fato de ser uma verdadeira "hentai".
Tarada assumida, fantasia com qualquer coisa. Até mesmo com ferragens! Uhum.
Ela é uma das personagens mais engraçadas, no meu ponto de vista.





Depois entra a Maria, uma noviça. Ela
se junta ao grupo por que, na verdade, a Yozora tomou sua sala, na capela da
escola, para sediar as atividades do clube. Então, ela vê obrigada a aceitar
Maria. A guria, que está no primário, se entendi bem, se apega ao Kodaka e, por
isso, vive brigando com a irmã dele. Além disso, ela realmente acredita que
Kobato é uma vampira. E por conta disso, eles tentam meter a história da igreja
contra esses seres nefastos. Mas não se enganem! Apesar de a história se passar
numa escola de freiras, e ter uma noviça entre as personagens, não há nada de
religioso na trama, que seja significativo.







  


Bom, como eu sempre digo: assim como
não se deve julgar um livro após o primeiro capítulo, nunca desista de um anime
após assistir apenas o primeiro episódio. Para decidir se ele realmente é bom
ou não, eu vejo, pelo menos, os cinco primeiros episódios. E de fato, ele
começa meio chatinho. Mas no momento em que o clube é criado, e a primeira
recruta aparece, a história fica mais empolgante. As piadas são boas, algumas
são até inteligentes, eu diria. Enfim, precisei cobrir meu rosto com o
travesseiro em alguns episódios para não acordar meu namorado.





Resumindo, eu recomendo ele, se vocês
não se importarem com fan service e ecchi, isto é. Pois contém
bastante. Eu confesso, também, que é a primeira vez que assisto um anime com
ecchi. Nunca me interessei por esse tema, por não achar graça, no entanto,
adorei esse aqui. Contudo, havia algumas cenas em que eles exageraram no erotismo,
a meu ver.





A história em si, é bem fraquinha,
como comédias costumam ser. Não há nenhuma inovação no contexto; fala,
basicamente, sobre a traição (muito levemente) e a importância de se
ter amigos — embora ele não aborde a fundo a questão. Na verdade, eu deveria
dizer que ele mostra o quanto é bom ter amigos (e não a importância).
Há um bom equilíbrio entre o drama simples, bastante comum, na verdade, e a
comédia. A trama se foca nas atividades do clube e no desenvolvimento da
relação entre as personagens, e parece haver uma irrefutável intriga entre
todas elas. Mas, na verdade, todos se tornam amigos, apesar de não assumirem.










O ultimo episódio, no entanto, foi um
tanto 
decepcionante, brochante. Foi meio que uma retrospectiva, não mostrou nenhuma cena
cômica, focado apenas no que era já óbvio. Se eles queriam surpreender com
a revelação de que *SPOILER* a Yozora era o Sora, foram muito infelizes. No
início da história já deu pra sacar que eram as mesmas pessoas.





Além disso, a trilha sonora é
condizente, embora eu não tenha gostado da música de abertura nem a de encerramento. Mas
apesar disso, dou uma pontuação média para o anime. No geral, achei um
anime "gostoso" de assistir, a animação foi bem feita e, como eu
disse, adorei a arte. 




Eu entendi que haverá a possibilidade para uma segunda temporada; se for o caso, não sei se terei o mesmo interesse em assisti-lo, no entanto.  




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