segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Livro: O Jogo do Anjo













Ráaa! Acabei de ler meu 3º livro do ano, à meia noite e cinco! T_T

 Sinopse: Um escritor nunca esquece a primeira vez em que aceita algumas moedas ou um elogio em troca de uma história. Nunca esquece a primeira vez em que sente o doce veneno da vaidade no sangue e começa a acreditar que, se conseguir disfarçar sua falta de talento, o sonho da literatura será; capaz de garantir um teto sobre sua cabeça, um prato quente no final do dia e aquilo que mais deseja: seu nome impresso num miserável pedaço de papel que certamente vai viver mais do que ele. Um escritor está; condenado a recordar esse momento porque, a partir daí, ele está; perdido e sua alma já; tem um preço.

Humm... o que posso dizer dele? Filosoficamente, ele é muito mais substancial e audacioso que A Sombra do Vento. Esse sim, eu diria que exige um pouco mais de atenção do leitor, embora não seja de uma complexidade tão grande quanto a de alguns autores tupiniquins, por exemplo.

Pois vejam, a certa altura da trama, é designada à personagem central, David Mártin, um escritor de talento, a missão de escrever um livro. Mas não é um livro qualquer; seria O livro. A obra mais importante de sua vida. Eis que o autor surge com uma ideia tão brilhante quanto louca, no meu ponto de vista. Pois imaginem vocês, David deveria escrever uma nova religião! Achei isso genial!

Bom, com isso já dá para imaginar que a trama atacaria questões céticas e emocionais sobre crenças. Até a metade do livro, eu me perguntava por que diabos ele vendeu tão pouco, em comparação com A Sombra do Vento. E então, quando cheguei a essa parte foi que me dei conta. Afinal, são poucos os tolerantes e pessoas de mente aberta capazes de tragar novos pontos de vista...

Outro ponto que simplesmente amei, foi perceber que o autor fez ligações com personagens que apareceram em sua primeira obra. Isaac, Barceló, Daniel Sempere e Sempere pai e Isabella. Ou seja, apesar de ter sido lançado depois, O Jogo do Anjo conta uma estória que antecede a da Sombra do Vento. — Mas sugiro fortemente que leiam A Sombra do Vento antes de ler o Jogo do Anjo.

Enfim... amei o livro! A personagem que mais me cativou, sem dúvidas, foi Isabella. Uma adolescente de 17 anos, de mente bem mais avançada que seus pais. Ela era aspirante a escritora, e vai atrás de David para conseguir aprender algo com ele, mas acaba se envolvendo com o escritor de uma maneira deliciosamente delicada e, ao mesmo tempo, sutilmente maliciosa. Confesso que em algumas partes, os diálogos entre eles me arrancou boas risadas. Aliás, que diálogos, hein?! Todos muito bem escritos, de dar inveja! Muito bem articulados, bem pensados. Muito inteligentes.

Mas se me perguntassem qual dos dois gostei mais, diria que, apesar de muito bem bolado, eu ainda preferiria o primeiro. Em termos de leiturabilidade, senti que o tempo se arrastava mais para a ação acontecesse. Além disso, aquele delicioso e incrível gosto de quero ler mais, resultado da trama eletrizante, envolvente e misteriosa que A Sombra do Vento tinha, praticamente, sumiu nessa segunda obra. Algumas coisas foram levemente previsíveis, apesar de ainda surpreender com algumas facetas. Principalmente o final. De qualquer forma, recomendo a leitura! :)

Meu próximo livro, que levarei na viajem, será Silêncio, o terceiro da série Hush, hush. Provavelmente não vou poder postar a resenha aqui, mas assim o farei assim que voltar! ;)

Besos :*************

domingo, 29 de janeiro de 2012

livro: A Maldição do Tigre





Sinopse: Paixão. Destino. Lealdade. Você arriscaria tudo para salvar seu grande amor? Kelsey Hayes perdeu os pais recentemente e precisa arranjar um emprego para custear a faculdade. Contratada por um circo, ela é arrebatada pela principal atração: um lindo tigre branco. Kelsey sente uma forte conexão com o misterioso animal de olhos azuis e, tocada por sua solidão, passa a maior parte do seu tempo livre ao lado dele. O que a jovem órfã ainda não sabe é que seu tigre Ren é na verdade Alagan Dhiren Rajaram, um príncipe indiano que foi amaldiçoado por um mago há mais de 300 anos, e que ela pode ser a única pessoa capaz de ajudá-lo a quebrar esse feitiço. Determinada a devolver a Ren sua humanidade, Kelsey embarca em uma perigosa jornada pela Índia, onde enfrenta forças sombrias, criaturas imortais e mundos místicos, tentando decifrar uma antiga profecia. Ao mesmo tempo, se apaixona perdidamente tanto pelo tigre quanto pelo homem.


Eu li esse livro no final do ano passado, e me encantei com ele. Apesar de todo o melodrama adolescente das controvérsias do relacionamento entre uma garotinha e um bonitão, a história trás um pouco sobre a cultura da Índia, um país maravilhoso e muito rico em mitos e fábulas.


Bom, ganhei o livro do meu namorado, meio a contra-gosto. Na verdade eu queria outro, mas ele me comprou esse. Li essa sinopse, e senti muito pouco tesão pela leitura. Achei que seria mais um conto fraco de aventuras juvenis, apesar de ter me intrigado com a capa (que é MUITO linda) e com o fato da menina estar num circo — algo um tanto incomum. Só com isso, realmente, não dá para fazer a menor ideia do quão fascinante é a estória. Do inicio ao fim, me vi devorando as linhas, sem conseguir parar. Li em dois dias o livro!


Enfim, não vou fazer uma resenha dele agora, porque quero escrever esse ano apenas resenhas relacionadas aos livros que li este ano. Na medida em que eu acabar de ler, deixarei aqui as minhas observações. Mas que fique claro que super recomendo o livro.

O que quero mesmo deixar aqui é a entrevista que a autora fez, dando ótimas dicas.
Além do vídeo, a editora arqueiro conseguiu uma entrevista muito bacana com ela. Ela dá dicas para quem pretende publicar algum livro, entre outras cositas a mais. Aqui o link.

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Filme: Hanna











Vi esse filme a pouco tempo com meu namorado, segurando minhas expectativas para com a película. A atriz principal, Saoirse Ronan, é uma das grandes promessas de Hollywood. Vi The Lovely Bones (Um Olhar do Paraíso) protagonizado por ela também. Acho que não dá para negar que a guria seja uma boa atriz. Em Hannah, ela está ainda mais divina.

Mas vamos separar as habilidades da atriz, com a do escritor/roteirista. Bom, para começar com a minha crítica, devo confessar antes que escolhi o filme achando se tratar de outro, com a mesma atriz. No desenrolar da trama foi que me toquei que havia me enganado. Enfim, continuei assistindo. Hannah é um daqueles filmes de espionagem, de caça ao rato — completamente diferente do dramático The Lovely Bones. Começa mostrando a vida reclusa da sociedade e tecnologia que a menina levava no Alasca (se não me falha a memória) com o pai (interpretado pelo boníssimo Eric Bana). Já de cara, percebemos que a menina possui algo incomum, com suas extraordinárias habilidades em luta e defesa. No início pensamos que há algo de errado em sua relação com o pai, mas depois nos damos conta que o cara está apenas a treinado para se virar perante a civilização — treinamento um tanto fraco, eu diria, por que ela mal sabia o que é energia, pois vivia à base se luz de vela. Sinceramente, não vi necessidade para tanto. Ou pelo menos, não foi mencionado no filme.

Enfim, Hannah vai atrás da mulher responsável pela morte da mãe, uma agente russa sem escrúpulos, que também a caça. E nisso, descobrimos junto com a menina que ela é mais do que apenas uma garota. Há um "q" de ficção científica aqui.

Mas por que mencionei o escritor/roteirista? Vejam bem, o filme poderia ter sido muito melhor explorado, e recebido pelo público, se ele tivesse se focado mais nas descobertas da menina, do que nas cenas de ação — que devo dizer: foram ótimas, sim. Mas a sensação que tive ao final, é que ficou faltando algo, a essência substancial da estória. Da forma como saiu, parece apenas um filme de ação incompleto. E digo incompleto, por que percebemos há uma ligeira intenção em mostrar as delicadezas, as proezas da feminilidade e desenvolvimento de uma menina, em suas descobertas. Há cenas em que mostra a Hannah maravilhada com as coisas que nunca havia visto do mundo "lá fora", sobre romance e amizade, que são bruscamente partidos pela estúpida necessidade do diretor em mostrar as benditas cenas de ação. Fica aquela intensão no ar, do filme querer ser mais do que ele se mostra. E isso foi muito decepcionante de se ver. O filme poderia ter sido muito mais consistente se tivesse se focado nisso. Mas não se enganem. Eu ainda acho que ele é um bom filme, embora não o melhor. Eu sempre categorizo os filmes que assisto em três: os dispensáveis; os que servem para entretenimento (e aqui deixo Hannah); e os que merecem ser visto a todo e qualquer momento da vida (que são muito poucos).

Hannah não é de todo mau. As cenas de fuga, que foram muito bem bolados, são ótimos. A parte fotográfica do filme mais a trilha sonora são realmente boas. O ritmo do filme flui bem, apesar de alguns momentos em que, de repente, paramos na monotonia de algumas cenas que não perdem seu mérito. Ele meio que dá um vai-e-vem interessante entre ação e drama.

Acho que o maior ponto positivo do filme vai para o elenco. Se não tivessem escolhido esses atores, poderia ter sido um desastre total. Além da queridíssima Ronan e do Eric, ainda temos o peso da Cate Blanchett, no papel de antagonista. Além do O Curioso Caso de Benjamin Button, O Senhor dos Anéis e O Dom da Premonição, sei que já vi outros filmes com ela, mas que agora não me vêm à memória. Mas creio que não preciso mencionar que a mulher arrasa, né? Além de linda e maravilhosa, é excelente atriz. E nesse filme ela me impressionou ainda mais, porquê acho que foi a primeira vez que a vejo no papel de vilã. E, claro, ela não deixou em momento algum a desejar. Foi super convincente em todas as cenas. #Deu pra perceber que sou fã dela, né? ;) Bom, e agora estou virando fã da Ronan também, por que a guria foi tão incrível quanto! :D Em momento algum a Ronan se apresenta exagerada, descontrolada, ou fraca demais. Ela convenceu muito bem em seu papel. E convenhamos, não foi um papel fácil. Ela mostra força e delicadeza ao mesmo tempo, como nunca vi. Foi muito incrível mesmo. Já o Eric, não sei se foi porquê apareceu pouco, ou o quê, mas ele meio que aparece como personagem beeeeem secundário.

E acho que é isso. Qualquer coisa a mais que eu disser, pode estragar a surpresa dos que resolverem assistir ao filme. Pode ser que alguém goste mais do que eu gostei, como o contrário também é válido. Mas acho que não é um filme de todo o mal, não. Os atores deram muito bem conta do recado, a direção não foi de todo o mal; só o que eu julgo mesmo é o roteirista que poderia ter direcionado a trama para um lado mais delicado e sutil, mais observador. Se alguém resolver ver, ou já viu, me conte como foi a experiência! ;) .

Livro: A Sombra do Vento



Uma das minhas leitoras havia me recomendado ler O Jogo do Anjo e, como sou curiosa, lhe disse que daria um jeito de lê-lo. Pedi de presente de Natal para minha mãe o livro, e a mulher me comprou mais A Sombra do Vento (que são do mesmo autor, Carlos Ruiz Zafón). Mas eis que chego em casa, e me dou conta que eu já tinha A Sombra do Vento. ¬¬ Já contei sobre minha mania de ir em livraria, gostar da capa e levá-lo para casa, né? Tenho pilhas de livros aqui sem ter lido, mas toda vez que passo no shopping e vejo uma boa capa, levo assim mesmo. E não leio! ¬¬ Bom, agora estou com dois livros iguais em casa. Vou tentar trocar um deles em algum sebo (estou louca para pôs as mãos no Fantasma da Ópera, Madame Bovary, e em qualquer um da Mariam Keyes). Mas enfim... Terminei meu 2º livro do ano! :D E posso dizer que comecei muito bem, com ótimos livros.

A Gaiola foi ótimo, Marcia Willett tem uma maneira particular de escrever, que nos transmite com muita clareza os sentimentos das suas personagens, sem dizer explicitamente o que elas sentem. Já o Carlos Zafón, é quase um poeta filósofo. Mas ao contrário dos livros dessa natureza, é totalmente de fácil entendimento. Eles escreve com palavras simples, ótimas sentenças.

Vou deixar aqui uma dica aos aspirantes a escritores: uma estória para ser considerada realmente literatura, deve conter uma maneira diferente de ser contada. A escrita do escritor é fundamental para classificá-los como verdadeiros escritores. Esses dias, perguntei a um colega mais entendedor de literatura do que eu porquê de a maioria desses livros infanto-juvenis não poderem ser considerados literatura. Então, ele me explicou além do conteúdo comercial deles, a maneira do escritor também classifica. A falta de estilo literário empobrece muito o conteúdo. E vamos combinar, esses livros não possuem muita distinção de um para o outro, realmente. Estou lendo a série os Imortais (meio em hiatus, na verdade) li Crepúsculo, e estou aguardando a continuação da série House of the Night, Strange Angels, Fallen, Hush Hush, Os Instrumentos Mortais e Interligados... todos esses autores escrevem suas estórias da mesma forma, com o mesmo tipo de escrita (a narração em primeira ou terceira pessoa, mas que sempre relatam a perspectiva da personagem adolescente com seus probleminhas). Sem comentar sobre o conteúdo, que é sempre o mesmo — o amor adolescente entre algumas aventuras, e pronto! Tá feita a estória.

Se vocês pegarem Marcia Willett e o Carlos Zafón, por exemplo, irão notar claramente a diferença na escrita de ambos.

Claro, nem por isso vou deixar de ler todos aqueles livros que citei lá em cima! :D Comentei isso aqui, por que acho interessante abrir os olhos. Esse tipo de leitura meio que nos deixa débeis mentais, por inibir nosso pensamento. Eles jogam tudo na nossas mãos, sem que haja necessidade de refletir sobre o que estamos lendo.

Mas vamos ao que interessa. A Sombra do Vento, do espanhol Carlos Ruiz Zafón, é uma obra completa; há romance, suspense, mistério e drama. Além da prosa, ainda há um ótimo toque de ironia. Possui um enredo bastante complexo — não no sentido de leitura, pois ela flui perfeitamente bem, mas ao que diz respeito à trama. Começa contando sobre um menino, que nasceu em meados do século XX (1940, mais ou menos) que faz uma visita ao "Cemitério dos livros esquecidos" com seu pai, quando tinha dez anos. Lá, ele "adota" um livro. Um livro que, segundo Daniel (o menino), estava ali naquela estante em que o encontrou esperando por ele. Esse livro, simplesmente se chama A Sombra do Vento, de Julián Carax (personagem fictício). Daniel se deslumbra com o livro, no qual descobre ser edição única em todo o mundo, e saí atrás do seu autor, mergulhando de cabeça em uma estória de intrigas, amor, ódio, mentiras, e tudo muito bem recheado de mistério. Nisso, Zafón faz emendas entre o passado e o presente (mas de maneira bem diferente da Marcia Willett, que também faz uso desse recurso em A Gaiola), sempre nos revelando um pedaço do tal mistério sobre o tal autor. Além disso, há um paralelo bastante intrínseco e interessante entre as várias personagens que aparecem na narrativa.

Outro ponto importante, que acho válido comentar, é a quantidade de referência que ele nos dá. Afinal, Daniel vive entre livreiros, trabalha na livraria do pai, e tem amigos com ótimos conhecimentos literários. Nada mais justo do que mencionar gigantes da literatura. Mas não se deixem intimidar com isso, pois não afeta em quase nada a leitura. Não é preciso ser um grande leitor para conseguir entender o que ele diz. ;)

Bom, como todo bom livro, que nos arrastamos um pouco no início até conseguirmos pegar o fio da meada e nos acostumarmos com a narrativa, esse também assim o foi. Mas olha, comecei a ler o livro na terça e terminei hoje, quinta-feira, pela manhã. Para verem o quanto gostei da estória. Esse, sem dúvidas, é um daqueles que começamos a ler e não paramos até chegar ao final.

Então, SUUUUUUPER recomendo ele!!! :) Eu anotei duas frases que gostei bastante no livro, e me arrependi de não ter feito isso desde o início. Vou tentar pegar esse hábito de agora em diante, até para deixar aqui, como um aperitivo aos que resolverem se aventurar na leitura. ;)

"Falar é para os bobos; calar é para os covardes; escutar é para os sábios" — a frase foi dita por Braulio Recolons, citada por uma das personagens no livro.

"A relação paterno-filial está baseada em milhares de mentiras. Os reis magos, a fadinha do dente, papai noel, coelho da páscoa (...)" — essa é uma paráfrase minha, de uma das falas do Fermín, uma personagem do livro.

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Anime: Nodame Cantabile







Título: Nodame Cantabile
Ano
: 2007
Estúdio
: GENCO, Kodansha, Sony Music Entertainment, J.C.STAFF
Diretor
: Kenichi Kasai
País
: Japão 
Episódios
: 23
Duração
: 24 min 
Gênero
: Musica / Romance / Comédia





Fonte: HinataSoul





Faz mais de ano que vi esse anime, na verdade, mas como estou escrevendo uma fic no qual uma das personagens é ligada à música, lembrei da Nodame enquanto escrevia o capítulo 7. 









Bom, acho que esta resenha vai sair bem curtinha, porque não tenho muito bem vivo na memória dos os episódios (*memory fails*). Eu vi o anime, li todo o mangá, e ainda assisti ao live-action T_T. Minha memória é muito triste mesmo. D: Mas vamos ao que interessa... Nodame Cantabile conta a história de dois estudantes de música clássica. Nodame e Chiaki. Ela, aspirante à professora primária de piano, e ele a maestro.



A estória, então, começa com um encontro ao acaso, quando Nodame encontra Chiaki bêbado em frente à porta do seu apartamento, e o leva para o seu dormitório. E isso já bastou para que ela logo se apaixonasse por ele. Nisso, toda uma confusão é desenvolvida, com bastante comicidade.





Acho que os pontos mais relevantes aqui são as personalidades das personagens. Ele, um rapaz super sério, sempre teve contato com a música clássica, graças ao seu pai que também era músico, *se não me engano*. Chiaki, então, demostra conhecimentos não só no violino, como também no piano e tamborim. E assim, ele somente vê sua carreira a sua frente, e faz de tudo para conseguir alcançar seus objetivos. Ás vezes, eu ficava meio receosa me perguntando se realmente rolaria alguma coisa entre eles, por causa da muralha que ele parecia ter construído em volta dele. Mas apesar do pseudo mal humor e toda sua concentração à música, em alguns momentos, ele mostrava que tinha sim um bom coração e alguma queda pela Nodame. :D Já ela, romântica irremediável, perde um pouco a concentração e o foco por causa do amor que sente por ele. Aliás, ela passa, praticamente, o tempo todo se jogando em cima dele! Nodame se auto intitula esposa do Chiaki, mesmo ele negando até a morte não ter nenhum tipo de relacionamento com a moça. Ela sempre leva uns "pé na bunda", que chega a ser engraçado. Mas voltando, como ela apenas queria ser professora, não se dedicava muito aos estudos. Na verdade, é graças aos esforços de Chiaki em mantê-la na reta, que ela consegue se tornar uma boa pianista.



Além disso, é válido ressaltar que a Nodame não é exatamente uma jovem comum. Além da falta de mania em higiene (aham!) ela é um tanto infantilizada. No entanto, quando é preciso, ela se põe no papel adulto sim. Não que isso seja algo negativo! Pelo contrário, é um dos pontos-chave de toda a trama.







No geral, acho que podemos dizer que há uma boa mistura de romance e comédia — daqueles que realmente te faz rir —, e mais um pouco de drama. A animação mostra muito bem os desafios que pode ser encontrado nesse meio musical. Ah, e o mais legal é que a estória não é focada somente nos dois. No início, eles formam uma banda na faculdade, que depois é desfeita quando eles conseguem uma bolsa para estudar fora do Japão. E lá, eles têm contato com estudantes de toda parte do mundo, e trocam bastante experiências interessantes. :) No fim, acho que todos, mesmo os que não gostam de música clássica, ficam torcendo por todos.



Apesar do final, que creio que ninguém gostou — é um daqueles finais que nos deixa intrigado porque não parece ter sido o final, deixando a dúvida: acabou assim?? —, eu super recomendo ele também. Vale muito a pena ver! A trilha sonora é ótima, os dubladores foram ótimos também, principalmente a da Nodame.
















segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Livro: A Gaiola







Primeiro livro do ano! Levei mais tempo do que ele merecia ter sido lido, talvez por não ter me identificado com nenhuma das personagens. No entanto, ele merece entrar para a lista de favoritos de qualquer um que aprecie a verdadeira literatura.

Sinopse: Ninguém é capaz de prever o momento em que a vida está; prestes a mudar de rumo. Felix Hamilton teve o seu ao conhecer a atriz Angel Blake. Dali em diante ele soube: sua vida nunca mais seria a mesma. Assim começa A Gaiola, segundo romance de Marcia Willett publicado no Brasil. Um livro que viaja deliciosamente pelo passado e pelo presente dos personagens, mostrando como tudo na vida está; ligado às escolhas realizadas.“De talento comparável ao de suas conterrâneas Rosamunde Pilcher e Maeve Binchy, Willett constrõi personagens que despertam sentimentos profundos enquanto tece enredos instigantes e provocativos.” (Booklist)

Eu não conhecia esta autora, foi a primeira vez que li seu nome em uma capa de livro. Na orelha de trás, informa que ela é autora de 13 romances.

Enfim, a Marcia leva o leitor a uma fantástica viagem no tempo, na história das personagens, com idas e vinda ao passado e presente. Esse tipo de enredo pode ser meio perigoso, para quem não souber escrever bem; para quem não tiver bem definido seu foco, mas, em A Gaiola, esse recurso está muito bem definido. Em nenhum momento me senti "perdida" no tempo.

Bom, como de costume, o que me atraiu ao livro foi a capa. Tão linda e delicada, passa realmente a ideia de romancismo. Como sou designer gráfica, me sinto obrigada a fazer esse tipo de cometário sempre. É a capa dos livros quem chama em primeira instância o leitor. E ela deve estar muito bem caracterizada de acordo com a estória que estamos prestes a ler, caso contrário ela perde todo o seu papel de convite à leitura. Se o convite não for bom o bastante, com atrativos suficientes, ninguém irá à festa.

Mas qualquer dia desses, vou dar com a cara no chão por me deixar sempre levar pelas capas. É, eu sei! Haha.

Bom, a estória gira em torno de quatro personagens: Lizzie, Angel, Felix e Piers. Felix, infeliz com seu casamento, se encanta com a graciosidade, generosidade e bom humor de Angel, que também já tinha uma filha — Lizzie. Os dois se envolvem tão rápida e profundamente quanto a separação aconteceu.

Piers, filho de Felix com sua esposa, por comentários maldosos de sua mãe enciumada, vê o pai como um inimigo. Ele passa boa parte da trama guardando rancor e dúvidas sobre o amor paterno, e vive por anos sem compreender porque o pai traíra sua mãe, mesmo reconhecendo o gênio possessivo da mulher.

Nisso, vidas surgem, dramas se desenrolam, problemas vêm e vão, até Lizzie, filha de Angel com um homem praticamente desconhecido, ressurge na vida de Felix. Anos mais tarde, depois de um terrível incidente, (ela, agora mulher de quase cinquenta anos) retorna à Gaiola (o recando especial de romance entre Feliz e Angel) para buscar mais verdades sobre o passado, e o motivo do desaparecimento repentino de Felix. Sem querer, encontra Piers, e mais um monte de novas emoções transborda na trama.

Como a própria Booklist criticou, Marcia mostra com grande maestria os sentimentos mais humanos em suas personagens. Amor, ressentimento, mágoa, medo, receios... todos muito bem demonstrados nas personagens com seus dilemas. Eu resumiria o enredo como uma deliciosa salada de sentimentos, que nos faz sentir o gosto amargo de algumas fugas, o doce sabor da delicadas personalidades femininas, mas azedos em alguns...

É um romance adulto; para quem está acostumado a ler somente infanto-juvenis, talvez, não goste. Mas eu super recomendo a leitura. Além disso, ele mostra claramente que em um um bom romance, nem sempre, é necessário cenas de beijos. Apenas a relação entra as personagens, entre algumas palavras bem pensadas, transmite toda a imagem romântica necessária para se torcer por casais. Esse, sem dúvidas, é um daqueles livros para se ler tomando uma xícara de café com biscoitos. Ou, quem sabe, bebendo um bom vinho à beira da lareira, ou na varanda de casa. :)

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

Anime: Chihayafuru











Título em Japonês: ちはやふる.




Categoria: Série TV.




Episódios: 25.




Produtores: MadHouse Studios




Gênero: Romance, Comédia, Drama, Vida Escolar, Shoujo, Jogo.




Duração: 23 min. por episódio.









As informações acima, eu retirei do HinataSoul, mas temo que estejam erradas, ao que diz respeito aos gêneros, pelo menos. Ele entra na categoria esportes, e não é um shoujo. Eu acho. Já ouvi dizerem que é Josei. Confesso que sou meio ignorante nessa parte de classificações. Pelo que já li em algum lugar, o que determina o que um mangá é ou não, é apenas em que revista eles saem lá no Japão. Se saem numa revista voltada para o publico feminino mais adulto, é Josei. E é só por isso. Mas me corrijam se eu estiver errada, por favor.





Enfim, vamos à sinopse. 







Chihayafuru começa com a perspectiva de uma bela menina, Chihaya, que, diferente das outras de sua idade, não possui seu próprio sonho. Quando lhe perguntam o que ela quer ser quando crescer, ela apenas diz que sonha em ver sua irmã, que é modelo, fazer cada vez mais sucesso. No entanto, isso muda quando conhece o Arata. Um menino que estuda na mesma turma que ela, mas era meio fechado, na dele, excluído pelos demais colegas. Há até algumas cenas de bullying praticadas com ele. Mas enfim, Arata mostra à Chihaya o quanto é importante ter um sonho para si mesmo, e apresenta a ela seu próprio sonho, que é se tornar o melhor jogador de Karuta (um jogo diferente, de cartas, e que realmente existe) do Japão. Ela fica maravilhada com a determinação do menino, aprende a jogar e gosta. E assim, os dois passam a compartilhar o mesmo sonho. 







Eu confesso que achei essa parte meio estranha. Tipo "maria-vai-com-as-outras", sabem? Ela não tinha opinião, lhe é apresentada uma e resolve segui-la. Principalmente quando um outro menino resolve jogar também, só por causa dela. Depois isso é camuflado mostrando o quanto eles ficaram bons no jogo, e se empenham em praticá-lo sempre.













Bom, voltando à estória, algo acontece com Arata, não vou dar muitos spoilers, e o trio se separa. E então a trama começa a ficar mais tensa quando eles crescem. Chihaya inventa de criar um clube de Karuta na escola, e sai atrás de integrantes que dividam o mesmo sonho.










Eu sei que o anime ainda está em andamento, mas não faço idéia sobre o mangá. Mas pelo que vi, já foram publicados, pelo menos, quinze volumes (de acordo com o wikipedia) da série por lá. Acabei de ver o episódio 14 e percebi que ainda há bastante coisa a ser falado. Como sempre, ou na maior parte das vezes, o que me atraiu ao anime foram as ilustrações, a arte. As personagens são muito bem desenhadas e trabalhadas. Li inclusive aqui  um comentário comparando o enredo com a Disney, que concordo. Há alguns momentos em que ele lança alguns ares superficiais que remetem às obras americanas. Algo como: bela princesa indefesa com um sonho de se tornar a melhor jogadora de Karuta. Mas, particularmente, não vejo isso como algo negativo.










Confesso que no início fiquei com medo por saber que envolve esportes. Não costumo ver nada nesse gênero, embora eu precise, necessite, ver Prince of Tennis! *_* Ainda vou ver esse anime só por causa das fanarts de babar dos meninos! Mas ainda nesse episódio 14 deu para perceber que a história vai muito mais além da obsessão pelo jogo. A estória ainda fala sobre amizades que vão e vem, amores que permanecem no coração, a importância de persistir em seus sonhos e ainda mistura problemas familiares, que todos temos. Tem drama e romance, entre um triângulo amoroso, para ninguém botar defeito.










Além disso, há uma leve pitada de humor na trama. Mas nada muito digno de comentários. Acontecem cenas bobinhas, como essa da imagem acima. Acho que a comédia aqui serve unicamente para descontrair, ou distrair o expectador dos problemas deles. Ou mesmo da seriedade com que tratam o jogo — eles levam a brincadeira muito à sério mesmo. 





            





Bom, falando sobre a personagem principal, Chihaya é o tipo de garota insistente — eu diria até que teimosa. Quando mete uma ideia na cabeça, vai atrás até dar com a cara no chão. Ela me lembra minha irmã. Tão teimosa que, as vezes, chega a irritar. Mas o que gostei nela também, é que Chihaya não é o tipo de mocinha delicada, cheia de "não-me-toques". Ela é considerada uma das meninas mais bonitas da escola,  e ainda mais admirada por ter uma irmã que é modelo, no entanto, ela não dá muita bola para isso. Isso chega, na verdade, a irritá-la — talvez essa não seja bem a palavra correta. Magoá-la, talvez. Pelo menos, é o que se percebe nos primeiros episódios, quando mostram eles pequenos. Enquanto sua bela irmã se exibe em passarelas e lentes de câmera com seu enorme cabelão, Chihaya mantém seu corte de cabelo meio "joãozinho". Essa atitude também serve para se diferenciar para seus pais, que parecem dar muita atenção para a primogênita de sucesso, enquanto ela se esconde nas sombras, meio ignorada.










Falando agora sobre o Arata, o menino da imagem abaixo. No início ele é apresentado como alguém meio misterioso, meio reservado. Ele é bastante centrado em seus objetivos, mas põe sua família em primeiro lugar, deixando-os, inclusive, que atrapalhem seu sonho. Depois ele some, e dá a entender que se tornou uma personagem bem secundária. Só que depois ele ressurge, e parece tomar uma importância quase tão grande quanto à da protagonista. Afinal, ele foi o precursor de toda a obsessão pelo jogo. Se não fosse por ele, Chihaya continuaria no limbo. E no episódio 13 ainda é mostrado um pouco mais sobre o que aconteceu com o rapaz, e esse fato dá uma nova perspectiva à trama. A estória fica entre seguir seus sonhos, ou abandonar sua família quando ela mais precisa de você. É um drama bastante comum, mas acho que é muito bem vindo na obra. Afinal, realmente não é todo mundo que consegue realizar seus sonhos. Embora eu acho que o final dessa estória é óbvio. Mas talvez o autor (ou autora, não sei) ainda nos surpreenda. Acho difícil, mas enfim...










Bom, sobre o jogo... Se tiver alguém aí que entendeu melhor, me ajude! Eu confesso que ainda não entendi muito bem como funciona. 





Ao que entendi, Karuta não é um esporte muito conhecido nem mesmo no Japão. Mas é um jogo antigo, que vem lá dos tempos do período Edo. Em um dos episódios, inclusive, uma das recrutas para o clube conta um pouco a história do jogo, e nos mostra a beleza dos poemas. chega a dar vontade de jogar.





Mas voltando sobre as partidas, posso dizer que há certo nível de complexidade, e contém bastante regras. As partidas, em competições, são constituídas por um orador e dois jogadores. Cada jogador tem suas cartas. E essas cartas, contém trechos de um poema. Ou mais de um poema...não me lembro agora. O orador, então, começa cantando uma introdução, que é sempre a mesma. Depois que a introdução é dada, o orador canta um trecho que contém em uma das cartas. Os jogadores, então, devem ter decoradas todas as cartas — são cem para cada lado (ou cinquenta) —, e devem tirar a carta cantada para fora da tabela. Quem conseguir tirar mais cartas, é o vencedor. 





Nisso, os jogadores podem blefar, proteger sua carta, e não sei mais o que... E isso é tudo o que eu entendi até agora! 










Eu sou fã de jogos de carta, e confesso que fiquei mesmo com vontade de aprender. Qualquer dia desses eu busco mais informações a respeito. 





Bom, a trilha sonora eu julgo como sendo boa, principalmente a de abertura. É daquelas musicas chiclete, que gruda na cabeça. É animada, eu gostei. O vídeo é bacana também porque mostra eles pequenos e depois crescidos — não sei por que, mas gosto de ver a evolução e crescimento das personagens, sempre que possível. 





No mais eu recomendo, e muito. Ele também é o tipo de anime que te faz querer ver o próximo episódio, sempre que se chega ao final de um.












quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

desabafo: debater é também conhecer a si mesmo

Preciso fazer um desabafo!

Ontem, caiu na minha página do facebook uma enxurrada de mensagens sobre o caso do BBB (leia-se Big Bosta Brasil). Antes disso, se não me engano, o bafafá era sobre o caso da enfermeira que havia maltratado seu cachorrinho. Antes era algo sobre os gays... E por aí se iam as revoltas... Eu não costumo comentar sobre tudo, confesso, mas comentei sobre o caso do BBB num post de uma amiga, e ficamos discutindo por horas a respeito do assunto.

Mas o que eu quero comentar mesmo é a respeito de um post em especial que recebi de uma pessoa "próxima" a mim, que no mínimo me intrigou.

"Michéis Telós e BBB's à parte, algum compartilhador fervoroso aí sabe que fim levou a enfermeira, ou ela se perdeu em meio à toda a pseudo-intelectualidade e toda a indignada moral de cuecas? Dá nada, amanhã a gente discute animosamente sobre algum assunto de suma importância, tipo o Ronaldinho Gaúcho vir pro Inter. Porque afinal, é como dizem: assim caminha a (des)humanidade."

Não é a primeira vez que me deparo com uma mensagem como essa e, por isso, minha indignação. Bom, não sei vocês, mas eu sou a favor do debate e liberdade de expressão. E digo que acho muito melhor ver o povo discutir, com ou sem razão, na presença ou na ausência de bons argumentos, do que ver todos calados. Acho muito melhor quando há troca de informações entre as pessoas, para que os desinformados pensem e gerem sua opinião. Acho muito melhor ver as pessoas pensarem, mesmo que sem fazer nada, do que simplesmente não fazer absolutamente nada. Não tratemos as pessoas como se fossem amebas! Nem todo mundo tem condição de sair na rua levantando uma bandeira em prol a alguma causa.

Então, manifestamos nossa posição em debates. Se uma questão foi levantada, porque não mostrar sua opinião? Por que não ler a opinião dos outros? Afinal, é com a diversidade que aprendemos, que mudamos de ponto de vista, que descobrimos a verdade. É com debates, com geração de opiniões que se forma uma ideia que, por sua vez, se transforma numa conduta.

A humanidade caminhou até onde estamos graças as manifestações, ao grito do povo. O que acontece é que hoje nos encontramos em uma época diferente, onde podemos nos manifestar através de outros meios. Mas acho que a fixa ainda não caiu para todos.

Ah! Além disso, não devemos esquecer de Sócrates, pai da filosofia. O homem nunca participou da vida política, e dedicava sua vida ao ensino e ao conhecimento da virtude. Ele ia para as ruas, sentava em banco de praças e passava o dia inteiro apenas conversando e discutindo com as pessoas. E isso era tudo. Pois ele queria libertar a consciência da opinião errada e da opinião dos outros, no sentido da descoberta por si mesmo, da verdade. E com isso, é claro, ele também aprendia com os outros, pois havia essa troca de informações. Sócrates entendia a investigação filosófica como um exame de si próprio e dos outros (leiam mais sobre ele aqui). Afinal, debater é também conhecer a si mesmo!

Porque Sócrates apenas sentava e conversava, agora desmerece seu valor?

E não sejamos hipócritas! Quem nunca esqueceu uma informação, ou acontecimento importante? Só por isso, desmerece consideração sobre sua capacidade de raciocinar e debater? Pessoas esquecem rapidamente fatos e acontecimentos que se sucederam ao ano por causa da chuva torrencial de informações que recebemos por SEGUNDO. Já pararam para contar quantas informações têm em cada site que vocês acessam? Nosso cérebro não tem capacidade para armazenar tudo! Mais de 80% é esquecido, jogado no limbo do nosso subconsciente. Sem falar que, só porquê determinado assunto deixou de circular, não significa que as pessoas realmente se esqueceram daquilo. As pessoas apenas não vão ficar batendo na mesma tecla eternamente!

A massificação de informação é algo realmente importante e, até mesmo, sério a se levar em conta. Acho que o nosso maior problema, aqui no Brasil pelo menos, é que recebemos muita informação pela metade ou informações manipuladas. Muita coisa que chega os nossos olhos e ouvidos são distorcidas e acabamos sendo tachados de ignorantes por que não vimos a notícia tal, que apenas x número de pessoas tiveram acesso e por aí vai. Então, quando vamos tentar opinar algo, acabamos dando argumentos "rasos" porquê não há uma unificação, digamos assim, das informações. Recebemos tudo em partes. Um blog diz uma coisa, outro diz outra, e assim ficamos feitos baratas tontas querendo saber quem está certo ou errado. É complicado mesmo. Mas de qualquer forma, acho que as pessoas não devem se calar por intimidação. É errando que se aprende. É discutindo e vendo a opinião dos outros que mudamos o nosso ponto de vista... Eu acho que pedir para não opinar, porque deve-se tomar mais cuidado com as informações, é querer calar a mente e liberdade das pessoas. Sim, tem muita gente com pouco acesso a informações e que sai falando muita asneira, mas antes ela manifestar seu pensamento do que simplesmente se calar para tudo. De novo: não somos amebas! Posso estar errada, mas tenho o direito de estar errada e aprender com meus erros. Como já disse, é discutindo que se aprende (e não só sobre os outros, como a si mesmo).

E digo mais: querer ouvir apenas uma parte da história também não dá. Por isso que eu digo, discussão saudável sempre! É preciso reconhecer quando erramos e ouvir os outros, sim. Nem sempre conseguimos chegar a uma fonte de informação confiável, é uma lástima, mas acho que também não podemos sempre ser culpados por isso. De novo: Não somos baratas tontas para sair navegando de um blog para o outro atrás da verdade sobre toda a informação que chega até nós. Que é bom pensar antes de sair falando qualquer coisa, chutando qualquer opinião, realmente é. O ideal é procurar saber a verdade. Mas se todo mundo se calar, esperando para que ela apareça, também nos ferramos. Se ficarmos calados, nada aparece. Notícias pelo qual o povo não dá importância são descartadas rapidinho! As notícias se espalham graças à "bagunça" que o povo faz.

E não nos deixamos esquecer que cada um tem plena liberdade para escolher a informação que quer ingerir. Se cai na minha página do facebook sobre BBB, posso muito bem ignorar e mal passar os olhos sobre aquilo. É o que eu sempre fiz! Cada um tem seu gosto, cada um tem sua opinião...

Ainda tive que ler alguém comentar no post desta pessoa o seguinte: "Resumindo todos os teus questionamento.... B..R..A..S..I..L..!!!! "

Eu não sou patriota, mas devo dizer: Sim, é só aqui que isso acontece mesmo. Muito melhor do que lá no Oriente Médio, que nem falar mal do governo eles podiam fazer! E nós aqui, fazendo isso todos os dias! :D

Enfim, para finalizar, quero fazer mais uma observação: informações virais ainda trazem mais um benefício a nossa sociedade. Vejamos o exemplo da enfermeira que maltratou seu cachorro: graças a toda indignação do povo alastrada via blogs e redes sociais, algo foi feito a respeito dela! Caso contrário, a polícia não daria bola; diria que está fora da responsabilidade deles, como SEMPRE acontece. E ficaria por isso mesmo. Mas agora ela enfrenta um processo, e com certeza tomou uma lição (só se a ignorância dela for algo que vai além da compreensão humana, mas creio que não seja o caso, pois não me pareceu ser uma pessoa com problemas mentais). A própria Rede Globo resolveu tirar o cara do programa por causa do debate que começou a se espalhar pela rede! Caso contrário, o possível estuprador ainda estaria lá — já que, pelo visto, eles não foram capazes de perceber o incidente, pois nenhum bocó, responsável pela transmissão, foi capaz de interromper o programa para defender a mulher de ser (ou não, pois tenho minhas dúvidas) estuprada, e outro caso como aquele poderia ter sido repetido mais gravemente! Fora outros casos que não fiquei sabendo.

Editado: fiquei sabendo agora, pelo Yahoo!Notícias, que 18 senadores abandonaram a lei do SOPA graças a movimentação que foi feita na internet a respeito. É mais um caso de "barulho" nas redes que foi efetivo!

Então eu digo e repito: Vamos sim, comentar, divulgar, espalhar, opinar, debater! Pois, pelo visto, aqui, o "grito" funciona melhor, e mais rapidamente, via internet do que nas ruas. Podemos não passar de filósofos de boteco — alguns nem chegam a isso, inclusive eu —, mas ainda somos seres racionais, pensantes e criadores de opiniões (equivocadas, ou não)!

Sou muito a favor do debate, da conversa, da discussão, sim — e isso pode soar estranho para alguns que me conhecem pessoalmente, pois sou uma pessoa bastante "fechada" — e acho que as pessoas não devem se calar, mesmo que o que tenha a dizer seja a maior bobagem do mundo. Desde que ela saiba reconhecer quando está errada. Isso também se chama evoluir. Discussões saudáveis sempre!
Posso não concordar com nenhuma das palavras que você disser, mas defenderei até a morte o direito de você dizê-las. Voltaire

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

Anime: Working!!







Título em Japonês: ワーキング
Categoria: Série TV.
Episódios: 13.
Produtores: A-1 Pictures Inc.
Gênero: Comédia, Slice of Life
Duração
: 24 min. por episódio.





Não sei nem como começar este post. Eu já tinha visto este anime antes de começar a assistir Basilisk, mas só lembrei de comentar sobre ele agora. Working!!, pra mim, foi o melhor anime do gênero que já assisti. Na verdade, geralmente, quando vejo que há a categoria "slice of life" passo longe. Esse tipo de enredo costuma ser sempre a mesma ladainha: estudantes colegiais com seus "problemas" (que, no geral, nem são tão problemáticos assim, mas adolescentes levam tudo a sério demais mesmo — mas levem isso como um comentário a parte, apenas. Afinal, eu já fui adolescente e me lembro bem como funciona a coisa) amorosos, alguns com questões familiares, e pronto!, a estória se resume a isso. Sempre. Ou eu que nunca tive sorte em pegar um bom anime dessa categoria para ver. 





De qualquer forma, desta vez, achei um diferente! Na verdade, ainda tem o K-on que, apesar de se tratar de colegiais (!), aborda questões diferentes... Mas voltando ao Working!!, o que posso dizer?





Bom, a série possui duas temporadas de 13 episódios. A princípio,  Takanashi Souta é o protagonista, que vai trabalhar como estagiário, ou temporário, no restaurante Wagnaria localizado no centro de Hokkaido.


Apesar do título, o que os empregados do restaurante menos fazem é trabalhar! Até mesmo por que, o restaurante é pouco frequentado. Os fregueses aparecem somente quando necessário, para ressaltar algum problema. Afinal, quem se arriscaria a entrar em um ambiente fechado, para ser atendido por uma garçonete  que carrega uma espada na cintura, ou por uma androfóbica (que tem medo de homens) dona de um soco fenomenal, ou por uma total preguiçosa desatenta? E ainda para comer a comida preparada por dois cozinheiros estranhos — um que, misteriosamente, sabe tudo sobre todos e tira sarro dos colegas, e outro tranquilo, mas que guarda seu mau-humor para si e desconta sua frustração na comida que prepara? É de dar medo, né?





Apesar disso, em alguns episódios, mostram eles andando de um lado para o outro, como se realmente trabalhassem. Alguns, contudo, apenas fingem! 










A trama, em si, é focada na relação interpessoal deles. 95% do anime é diálogo. O que se sobressai, no entanto, é a personalidade de cada um. São todos meio nonsense, o que torna tudo muito hilário. 



Além das personagens citadas acima, não posso esquecer de falar sobre o próprio Takanashi! Ele é quase um otome (que gosta de coisas femininas). É fanático por coisas pequenas e fofas, e, isso, na verdade é a principal causa por ele ter se voluntariado a trabalhar no restaurante. 





Poplar Taneshima, a baixinha da turma, com medo de que o restaurante fechasse por falta de empregados (?? — deixo minhas interrogações aqui justamente, pois, por ser mal frequentado, o restaurante deveria fazer o contrário!) esbarra sem querer no Takanashi, que logo se encantou por ela. No início agente acha que há algum interesse romantico da parte dele por ela, mas, depois, percebemos que ele apenas gosta de passar a mão da cabeça dela e admirá-la como se fosse um bichinho de pelúcia.. Enquanto isso, Poplar sofre nas mãos dele, pois odeia o fato de ser baixinha. Além disso,  Satou Jun, um dos cozinheiros, também pega no pé da coitadinha...










Outra personagem que merece destaque, a meu ver, é a Yamada. Ela entra para a estória meio de sopetão, no meio da primeira temporada. Ela é completamente "avoada", vive no mundo dela, e é a que menos trabalha no restaurante. Vive bisbilhotando o que os outros estão fazendo, e tem um "q" de carência. A história dela é meio que um mistério. Sabemos que ela fugiu de casa, por que ninguém se importava com ela. E então, ela passa a morar no sótão do restaurante. Apesar do drama da sua vida, a estória trata tudo com leveza, e bastante comicidade. As piadas são simplesmente ótimas, um debochando das esquisitices do outro.










Ah, e claro, não posso me esquecer da Inami. Ela sofreu algum trauma, relacionado com seu pai, na infância (mas não é nada do que vocês possam imaginar!) e adquiriu essa fobia por homens. Toda vez que se vê na frente de um, ela é impulsionada a socar o cara. O Takanashi, então, é quem mais sofre nos punhos dela, rendendo ótimas risadas. Eu, pelo menos, sempre ria quando ele apanhava. E então, para solucionar o problema (pensando mais em sua própria segurança, na verdade), ele se propõe a ajudá-la a superar sua fobia.



A Kyōko Shirafuji é a gerente mais vadia, no sentido de quem não faz nada, da história! E notem que usei a palavra com "h", propositalmente! Ela passa o tempo inteiro comendo doces, preparados pela Todoroki (a dona da katana). Há uma sugestão de romance por parte da Todoroki, que se mostra sempre fascinada pela Kyoko, mas que no final da segunda temporada é desfeito, mostrando-a confusa com relação ao Satou (o cozinheiro chefe).






E o Souma, o cozinheiro assistente, é o maior debochado! Seu passa-tempo favorito é tirar onda de todos — menos com a Inami, pois morre de medo dos socos dela. Sempre que ele aparece, é risada na certa! Suas piadas são super bem elaboradas, sem uso de grosserias — algo que acho muito importante. São poucos que sabem fazer piada do tipo, sem precisar ofender ninguém! E eu mesma me incluo nessa lista! T_T



Além disso, o anime faz rápidas introduções da Mayu, mostrando-a andando de um lado para o outro no restaurante, mas nunca a mostram interagindo com os outros. Às vezes, chega a ser engraçado. Ela parece meio que com uma parasita do restaurante, caminhando tranquilamente de um lado para o outro. Na verdade, ela é meio que uma incógnita na trama. Somente no final da segunda temporada é que a Mayu se mostra mais, e como a pessoa mais normal da turma. Mas que, na verdade, ela não é! Pois tem um pequeno probleminha com seu temperamento.







Enfim, o drama das personagens é sempre tratado como algo fora do comum, com boas doses de comicidade, tornando a estória super leve. O romance entre todos eles é evidente, mas de modo inocente, onde todos sabem quem gosta de quem, menos a pessoa "almejada". De certo modo, se formos analisar esse fato acharíamos estranho, pois algumas das personagens são adultas. Não faz sentido o Satou se envergonhar em dizer que é apaixonado pela Todoroki, como acontece. Isso é algo típico de adolescentes, porém ambos possuem mais de 20 anos. Mas entendo que isso aconteça para não dar muita seriedade na trama. 



A trilha sonora é ótima. A música tema de abertura e encerramento é incrivelmente irritante, mas, em minha humilde opinião, é perfeita para o anime. Super animada, com batidas rápidas e rítmicas. eu ainda diria que a animação é super bem feita, e as dublagens melhores ainda! Se eu pudesse, eu abraçaria todos os dubladores, por que realmente foram ótimos, sem excessão.



Não sei dizer o que me chamou a atenção para este anime. Pois, diferente do Boku wa Tomodachi Ga Sukunai, a arte não é das melhores, apesar de que bastante condizente com o enredo. Sem bem que, depois de assistir alguns episódios agente se acostuma com os traços do autor e passamos a gostar... Mas creio que pelo fato da trama se desenrolar 90% num restaurante (os outros porcentos se alternam entre a casa do Takanashi e outros lugares) possa ter sido o principal culpado. É raro encontrar estórias inseridas em locais incomuns como esse.



Bom, para finalizar, eu diria que, da minha parte, eu classificaria Working!! como o anime do ano (2010). Com certeza, é o anime que gastaria meu tempo para ver mais de uma vez! Eu já vi muitos animes, e li muitos mangás, mas nenhum me fez rir tanto quanto este! — Naruto, Bleach e One Piece são hilários em alguns episódios, sendo este último o único que conseguiu até hoje manter essa característica perdida nos dois primeiros após algumas temporadas, mas consideramos que comédia não seja o foco deles.



Ah, e ainda digo que a segunda temporada não deixa a desejar! Logo no primeiro episódio já temos idéia das confusões que vão rolar. Algumas personagens novas são inseridas, mas sem perder o ritmo e contexto da trama. Só me resta cruzar os dedos, e torcer para que saia uma terceira temporada. 



Fiquei sabendo que será produzido um live-action ou uma peça de teatro com base na obra, mas, pelo que entendi, não tem nada muito definido ainda...






terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Anime: Boku wa Tomodachi Ga Sukunai








Título em Japonês:
僕は友達が少ない 0

Episódios: 13 + 1.

Produtores: AIC Build

Gênero: Comédia, Romance, Vida Escolar, Shounen, Ecchi.

Duração: 23 min. por episódio










Até semana passada, eu estava com o
péssimo hábito de ir dormir às 6:30. Meu namorado ia dormir à 1:00, ou 2:00 e
eu ficava na cama com meu note no colo e o fone de ouvidos, assistindo animes.
Fazia um bom tempo que eu não via anime algum, e resolvi voltar a pratica
nestas férias. 





Enfim, assim que terminei Basilisk, comecei a ver Boku wa Tomodachi Ga Sukunai —
título alternativo: I Don't Have Many Friends, "Eu não tenho muitos
amigos". As ilustrações chamaram minha atenção e resolvi dar uma chance a
ele — confesso que a primeira coisa que me instiga a assistir um anime, ou
comprar um mangá, quando eu não sei nada sobre a história (não tenho o hábito
de ler sinopses por que nunca os acho satisfatórios), é a arte. E o traço do
anime é simplesmente fofíssimo! *_*












Bom, o anime conta a história
de Hasegawa Kodaka, protagonista da história, filho de mãe inglesa e pai
japonês. E por herança da mãe, ele tem o cabelo naturalmente loiro. Mas por
causa da coloração do cabelo, no entanto, ele encontra dificuldades para
conseguir a amizade com alguém. Seus colegas o taxaram de Yankee (em inglês, a
palavra possui conotação pejorativa; como delinquente) e o apelido o perseguiu
até o colegial. Além disso, quando ele tenta sorrir, ele faz uma careta um
tanto quanto assustadora, afastando ainda mais as pessoas. Mas quando ele era
pequeno, no entanto, ele fez amizade com Sora. Alguém com quem ele passava
muito do seu tempo, e tinham a solidão em comum. Eles brincavam, conversavam, e
um defendia o outro quando se encontrava com problemas. Um dia, no entanto,
Kodaka se muda para a Inglaterra para ir morar com a mãe. Meio sem graça, ele
pede a Sora para encontrá-lo no último dia, antes de sua partida, só que Sora
não aparece, e Kodaka não consegue se despedir do único amigo que teve.  







Seis (ou dez, agora não tenho
certeza) anos depois, ele volta para o Japão. Graças a amizade especial do pai
dele com o reitor de uma escola de freiras, o guri consegue se transferir para
a tal instituição. 





Como 90% dos animes/ mangás do
gênero, ele começa com o atraso da personagem para o primeiro dia de aula na
nova escola. E é a partir daí, que a história começa a se desenrolar. Kodaka
conhece Mikazuki Yozora, uma menina que também tem dificuldades para
se encaixar na turma por ser tímida e, ainda por cima, a guria tem um amigo
imaginário. Durante o intervalo do primeiro dia de aula, Kodaka, sem querer, a
encontra falando sozinha na sala de aula. Ele entra na sala, os dois se olham
constrangidos, e ele pergunta na lata se ela é meio louca mesma. A partir
disso, eles começam a conversar, até que Yozora tem uma idéia: ela percebe que
os dois estão sozinhos, e decide criar um clube para recrutar amigos. 










Bom, a história vai se alternando
entre o presente e as memórias do Kodaka sobre o passado, que sempre se
pergunta o que aconteceu com Sora. A resposta vem meio obvia, logo de cara e
acho que isso poderia ter sido evitado, para tornar a estória mais
interessante, mas enfim...





Sobre as personagens, devo dizer que
quem eu mais gostei foi da irmãzinha do Kodaka, a Kobato. Ela é simplesmente
fofa!!! Vive no mundo de fantasia dela, graças ao seu anime favorito que vive
assistindo, e passa 80% da história fazendo cosplay e imitando as falas e
gestos da personagem que é uma vampira. Ela bebe sempre suco de tomate, fazendo
de conta que está a beber sangue, tem uma risadinha engraçada, mas é super
apegada ao irmão. Com ciúmes pelo Kodaka passar mais tempo no clube do que com
ela, a Kobato acaba entrando no clube também, mais tarde.







Ainda tem a Sena, a terceira
integrante do clube, e a que mais provém fan service no anime. Mas achei-a
muito fofa e cativante também. Ela, na verdade, é a filha do reitor, e sofre
com o assédio dos meninos por conta dos seus "melões". Mas por
perceber que todos que a rodeavam não eram, exatamente, seus amigos, ela
resolve entrar para o clube. Uma das coisas que achei mais interessante sobre
ela, é que apesar de fazer o papel de "loira burra" (mas nem tanto),
ela tem uma paixão incontrolável por games. Achei isso interessante, por que
geralmente são os meninos que ficam sempre com o título de gamer nerd. E a
Sena, uma patricinha gamer, achei bacana. Inclusive, em alguns episódios,
aparecem eles na sala do clube jogando, e são inseridos na realidade virtual
como personagens do próprio jogo, rendendo algumas piadinhas.





Depois dela, começam a entrar os
outros participantes do clube — todos com o mesmo problema de conseguir fazer
amigos. E então, vem o Yukimura, uma personagem andrógina, super afeminado, mas
que cai nas garras da Yozora. Ele quer ser másculo como o Kodaka, mas é mal
influenciado pela criadora do clube que o faz se vestir de menina para provar
que se travestir não influencia na virilidade de ninguém. Obviamente, eles
fazem parecer completamente o oposto. E ainda tenho dúvidas, se, na verdade,
ele não seria ela...





Em seguida, entra a Rika — uma
estudante de habilidades especiais. Tão especiais, que ela não frequenta as
aulas normais, e passa os dias trancada na sala de pesquisa fazendo
experimentos. Mas depois de ser "salva" pelo Kodaka, ela entra para o
clube. O que há para se ressaltar nela, no entanto, além do fato de ser uma
otaku fascinada por mangás, é fato de ser uma verdadeira "hentai".
Tarada assumida, fantasia com qualquer coisa. Até mesmo com ferragens! Uhum.
Ela é uma das personagens mais engraçadas, no meu ponto de vista.





Depois entra a Maria, uma noviça. Ela
se junta ao grupo por que, na verdade, a Yozora tomou sua sala, na capela da
escola, para sediar as atividades do clube. Então, ela vê obrigada a aceitar
Maria. A guria, que está no primário, se entendi bem, se apega ao Kodaka e, por
isso, vive brigando com a irmã dele. Além disso, ela realmente acredita que
Kobato é uma vampira. E por conta disso, eles tentam meter a história da igreja
contra esses seres nefastos. Mas não se enganem! Apesar de a história se passar
numa escola de freiras, e ter uma noviça entre as personagens, não há nada de
religioso na trama, que seja significativo.







  


Bom, como eu sempre digo: assim como
não se deve julgar um livro após o primeiro capítulo, nunca desista de um anime
após assistir apenas o primeiro episódio. Para decidir se ele realmente é bom
ou não, eu vejo, pelo menos, os cinco primeiros episódios. E de fato, ele
começa meio chatinho. Mas no momento em que o clube é criado, e a primeira
recruta aparece, a história fica mais empolgante. As piadas são boas, algumas
são até inteligentes, eu diria. Enfim, precisei cobrir meu rosto com o
travesseiro em alguns episódios para não acordar meu namorado.





Resumindo, eu recomendo ele, se vocês
não se importarem com fan service e ecchi, isto é. Pois contém
bastante. Eu confesso, também, que é a primeira vez que assisto um anime com
ecchi. Nunca me interessei por esse tema, por não achar graça, no entanto,
adorei esse aqui. Contudo, havia algumas cenas em que eles exageraram no erotismo,
a meu ver.





A história em si, é bem fraquinha,
como comédias costumam ser. Não há nenhuma inovação no contexto; fala,
basicamente, sobre a traição (muito levemente) e a importância de se
ter amigos — embora ele não aborde a fundo a questão. Na verdade, eu deveria
dizer que ele mostra o quanto é bom ter amigos (e não a importância).
Há um bom equilíbrio entre o drama simples, bastante comum, na verdade, e a
comédia. A trama se foca nas atividades do clube e no desenvolvimento da
relação entre as personagens, e parece haver uma irrefutável intriga entre
todas elas. Mas, na verdade, todos se tornam amigos, apesar de não assumirem.










O ultimo episódio, no entanto, foi um
tanto 
decepcionante, brochante. Foi meio que uma retrospectiva, não mostrou nenhuma cena
cômica, focado apenas no que era já óbvio. Se eles queriam surpreender com
a revelação de que *SPOILER* a Yozora era o Sora, foram muito infelizes. No
início da história já deu pra sacar que eram as mesmas pessoas.





Além disso, a trilha sonora é
condizente, embora eu não tenha gostado da música de abertura nem a de encerramento. Mas
apesar disso, dou uma pontuação média para o anime. No geral, achei um
anime "gostoso" de assistir, a animação foi bem feita e, como eu
disse, adorei a arte. 




Eu entendi que haverá a possibilidade para uma segunda temporada; se for o caso, não sei se terei o mesmo interesse em assisti-lo, no entanto.  




sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

Anime: Basilisk









Basilisk:
Koga Ninpou Chou


Total de
episódios
: 24


Gênero:
Ação, Drama, Ajustes Históricos


Ano de
Lançamento
: 2005


Estúdio:
GONZO DIGIMATION


(informações retirada do Hinata-sou)





Eu, sendo alguém que escreve estórias derivadas de animes/ mangás, acho mais do que justo e apropriado falar aqui, também, sobre o assunto. Então, resolvi postar meus comentários a cerca dos animes/ mangás que estou vendo/lendo. 



E vou começar pelo Basilisk. Apesar de eu
já ter postado imagens do anime naquele post sobre cabeludos, eu só comecei a
ver o anime mesmo essa semana. Eu já tinha assistido alguns episódios há uns
dois anos atrás, quando ele passava em algum canal da tv fechada (que não
lembro agora qual), e me interessei bastante. Tem bastante ação e sangue! :D
Detesto quando cortam as cenas em que o sangue aparece; torna tudo tão falso...





Enfim,
acabei de assistir todos os episódios. Para quem gosta da cultura japonesa,
esse anime é recomendadíssimo. Ele se passa na época do Japão feudal, quando
clãs exerciam grande poder. Eles fantasiam um pouco com as técnicas ninjas, mas
são muito mais próximos da realidade do que em Naruto, por exemplo.









Em Basilisk, o povo
estava sob o governo de Ieyasu Tokugawa, próximo do novo xogun. Os dois
herdeiros de Ieyasu estavam disputando quem seria o sucessor e isso estaria
comprometendo toda a estrutura da nova dinastia. Para evitar que isso acontecesse,
dois dos maiores clãs de ninjas da região — Clã do Vale de Kouga Manji e o Clã
Secreto Tsuba Iga — escolheram 10 ninjas, cada um, para uma batalha. Cada clã
estaria representando um sucessor e, aquele que vencesse, decidiria o novo
sucessor. Com isso, Ieyasu Tokugawa evitaria de perder soldados e usaria os
clãs como soldadinhos do seu jogo governamental.





Eu confesso
que não gostei muito do modo como as personagens são apresentadas ao público. O
nome deles aparecia na tela como uma marca registrada. Tive medo de não
conseguir captar os nomes deles, mas, depois, com o desenrolar da trama,
consegui memorizar quem era quem.





Mas o foco
do anime é o enredo — *duh!* Hehe... Esse dois clãs rivais viviam às custas de
um tratado forçado de paz — pois há mais de 400 anos eles viviam em pé de
guerra. Logo no início da história, esse tratado é quebrado e os clãs voltam a
guerrear. Nisso, obviamente, muito sangue é derramado, pessoas são feridas e
mortas. E é aí que faço minha marcação. Eu, pelo menos, nunca tinha visto um
anime, ou mesmo um filme (confesso que não sou grande fã de filmes de guerras
para fazer tal comparação, mas enfim...), que abordasse a questão da guerra tão
delicadamente. Eles mostram divinamente como todas as partes se sentem com suas
perdas; seus familiares, amores, amigos... Pela forma como é tratada, é quase
como se não houvesse um vilão na história (mas há!). Os dois clãs foram vítimas
da história de ódio que herdaram de seus familiares, e se vêem obrigados a
honrá-los — lembrando que, antigamente, manter a honra era algo fundamental
para as famílias, não só japonesas.





Bom, a
história me tocou mais por causa de um evento recente, que foi mostrado pela
mídia. A morte do ditador Muammar al-Gaddafi, ou Kadafi. Não sei se todos aqui
lêem notícias, e acompanhou o drama que desenrolava na Líbia até metade do ano
passado, 2011. O cara deixou o povo na miséria, matou muita gente inocente, e merecia
mesmo morrer. O que eu não compreendi foi a falta de sensibilidade que o povo,
não só lá, mas no mundo inteiro, mostrou. As pessoas fizeram festa para
comemorar a morte de um ser humano (mesmo que alguns o chamasse de monstro),
que tinha mãe, pai, filhos; uma família...





Eu não sou
uma pessoa que chora com muita facilidade (talvez um pouco), mas confesso que uma
lágrima caiu dos meus olhos. Como alguém pode ficar feliz por uma morte? Mesmo sendo
a de uma criatura como ele foi! A impressão que eu tive foi de que os papéis se
inverteram. Quem é o verdadeiro mostro da história? Ele, que fez todas aquelas
atrocidades, ou nós que festejávamos a morte de um pai, um esposo, um filho de
alguém? Um ser humano que tinha um passado, um homem que foi uma criança um dia
— não sei bem por que, mas sempre faço essa relação homem/criança...





Volto a
dizer: ele merecia morrer, em minha opinião. Podem me chamar de fresca,
irracional ou o escambal, mas eu realmente não compreendi o que aconteceu no
dia 20 de Outubro de 2011.





Desabafo à
parte, voltando para o anime em questão, Basilisk não é nenhuma obra prima, mas
cumpre muito bem o papel de mostrar que valores como a honra, numa guerra,
perde completamente o sentido, principalmente quando não mais sabemos os
motivos pelo qual o sangue é derramado. Alguns o consideram uma versão da
história de Romeu e Julieta ninja, o que, para mim, faz todo o sentido. As
personagens principais vivem no meio do ódio de suas famílias, e incertezas
lhes são jogadas a todo tempo, testando o amor que um sente pelo outro.
Subliminarmente, há um questionamento no ar, entre as personagens: por que eles
têm de lutar a guerra de seus antepassados? Os ressentimentos de seus
familiares nada têm a ver com eles...













O que me
impressionou, também, foi a lealdade do autor aos sentimentos das personagens —
algo que poucos autores fazem. Há uma “humanização” muito real nas figuras. Tão
real que chega quase a ser surreal — já que, como eu comentei acima, muita
gente, hoje em dia, perdeu algumas das características que nos classifica como
seres humanos. E percebemos o que as personagens sentem não só através dos diálogos,
como também pelas expressões, os olhares — todos muito bem retratados, no meu
ponto de vista.





A única
coisa que me incomodou um pouco, e pasmem!, foi a inclusão do ecchi em algumas cenas.
Hehehe. Sim, sou chegada em histórias com conteúdo erótico, mas acho que nem sempre
esse recurso é necessário. E nesse caso, acho que foi totalmente desnecessário.
Até por que, se ainda hoje as japonesas são recatadas, naquela época, então,
eram MUITO mais! Acho que eles falharam um pouquinho nessa parte, embora eu entenda
que isso foi feito para chamar a atenção do público masculino. Afinal, há certo
preconceito por parte dos meninos à histórias com romance.










Enfim, eu
quis trazer a minha impressão sobre o anime, por que acho que ele vale à pena
ser visto. Todo apreciador de animes com boas histórias deve assisti-lo. Além disso, qualquer história faz bem para a diversificação do nosso repertório — nos ajuda a ampliar nossos horizontes. Mas não
esperem muitas reflexões sobre o que é a vida e qual o sentido dela, por que
isso, realmente, não há ensinamentos filosóficos do gênero. Ele, basicamente, fala sobre o ódio e qual o sentido
dele. 




Contudo, em termos mais técnicos, posso também dizer que a trilha sonora é muito boa (eu, pelo menos, adorei). E há bastante ação e violência para quem, assim como eu, gosta! ;)
Inclusive, num dos episódios finais, até me assustei com a quantidade de
violência... Talvez a quantidade de sangue tenha sido exagerada, mas uma guerra
sem violência, não é guerra. De qualquer forma, em todos os episódios, eu me
via obrigada a assistir o próximo! Não me arrependo de ter gastado meu tempo assistindo aos episódios.













Ah, e além
do anime, a editora Panini está publicando o mangá aqui no Brasil! *_* Eu amei
a arte, e pretendo comprá-lo em seguida! E como curiosidade, o Japão lançou,
também, um live action chamado Shinobi — que seria, então, uma adaptação da
obra — o qual eu não sei se vou assistir ou não. Eu já estou com uma lista
enorme de filmes para ver! u.u Além disso, apesar de gostar, sim, de filmes japoneses, me sinto bastante satisfeita com o anime. 









(Capa do filme)




Agora a pergunta que não quer calar: eu escreveria uma fanfic de Basilisk?


No máximo, escreveria um novo final para a história. E escreveria um final com um hentai hardcore! *O*! *SPOILER* Afinal, a guria morreu sem nem beijar aquele cabeludo tesudo! T_T aihaiuahiahaihai.


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Maira Gall